24 de julho de 2017

SUPERANDO DESAFIOS: Como chamar as pessoas que têm deficiência?

SUPERANDO DESAFIOS: Como chamar as pessoas que têm deficiência?: Em todas as épocas e localidades, a pergunta que não quer se calar tem sido esta, com alguma variação: qual é o termo correto – portado...

23 de julho de 2017

Como falar sobre as pessoas com deficiência

Veja no Link:

SUS poderá agendar consulta para renovar laudo médico de pessoa com deficiência

INSS reduz em 132 mil a concessão de novos benefícios em 2017

Veja matéria em:

28 de junho de 2017

Texto de uma mãe especial para os fanáticos religiosos que não aceitam a condição do meu filho

Não precisa vir me consolar. Não estou de luto. Meu filho está vivo e celebro a vida dele todos os dias.
Não venha me falar que não acredito em Deus o suficiente porque não vou na sua igreja. Se você entendesse a essência de Deus realmente saberia que ELE não deixa de estar em uma pessoa por sua condição física. Deus está no coração e não na religião.
Não justifique a " doença" do meu filho (é assim que você a define) como obra maligna ou resultado de macumbaria na vida dele. Você sequer sabe o que ele passou. 
Não venha me dizer que ele vai ser curado de algo. A cura pra você seria o sorriso dele e isso você não tem capacidade de entender.
Não tenho culpa que você é raso e não sabe interpretar a profundidade do meu filho e o sentido que ele tem na minha vida. Você não entende porque só olha com os olhos de julgamento e não os olhos de amor. Olhos de julgamento só sabem dizer o que é certo e errado, o que deveria ser feito e de não aceitar o que ele é.
Entenda que você é deficiente de amor, e enquanto você não se tocar disso, Deus nunca fará a diferença na sua vida, não estará em suas atitudes, pensamentos e nem sentimentos.
Aprenda que quem o carrega sou eu! Pode ser difícil, mas eu o amo. É é com olhos de amor que faço tudo por ele sem reclamar, reconhecendo a dádiva que é tê-lo em minha vida. Desculpa se você não entende isso e ache que para acreditar em Deus temos que achar que as pessoas não possam ter limitações físicas.
Pra mim você é descrente. Pois é incapaz de aceitar alguém que seja diferente de você. Pra mim você não faz diferença, e só lamento por não aprender ter um décimo da sua Bíblia em suas atitudes. Os versículos que você profere não fazem sentido pois você não pratica em momento algum.
Se acha que estou sendo dura, não se esqueça: Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Ame mais, e pare de vomitar suas ignorâncias nos nossos ouvidos. Na dúvida fique em silêncio. Não somos obrigadas a ouvir tanta besteira!

(Adriana)

3 de fevereiro de 2017

O mundo nas costas

Às vezes eu esmoreço. Parece-me que carrego o mundo nas costas. Então, tomo de uma mão espalmada na tela do computador e puxo-a para baixo com o intuito de fechá-la. Jogo o corpo, em sua razão de ser apenas corpo, na poltrona e fecho os olhos. Com um pouco de sorte talvez tire um cochilo. Mas quando essa benevolência não me ocorre, lembro-me do testemunho de uma senhora que sobreviveu a um naufrágio. Os outros sobreviventes, vendo a sua calma, perguntaram-na como conseguiu manter-se tão serena. Ao que ela respondeu: “Deus me deu dois filhos. Um está no céu e o outro na Terra. Então seja para onde eu for, estarei metade triste e metade feliz. Para que me preocupar?”.

Daí me recordo de Dalai Lama, ainda menino, dizendo que se um problema tem solução não devemos nos preocupar. Certo, Dalai, mas a gente sempre acha que o problema da vez não tem solução. Nesse momento Guimarães Rosa sussurra em meus ouvidos que é só aos poucos que o escuro se torna claro. Assim, me dou conta de que passei um bom tempo formulando pensamentos alheios acerca da ‘dor’, pelo simples fato de (lá vou eu de novo) como diz Drummond, “a dor é inevitável, o sofrimento não”. E é assim, pensando na dores fraseadas dos outros que eu esqueço as minhas próprias dores.

Levanto, bebo água enquanto olho, através da janela do 9º andar, um rapaz cabisbaixo que atravessa a faixa de pedestre, não sei o que lhe pesa mais: se mochila que carrega nas costas ou o pés cansados. Vislumbro o cadeirante que pede esmolas entre os carros e lembro de que outro dia lhe ofereci ajuda com a sacola de compras que despencara no chão: “sou cadeirante, moça, não inválido. Vivo e faço tudo sozinho” – Disse-me ele descendo com destreza da cadeira e juntando as laranjas espalhadas. Senti um nó na garganta, um não sei o quê. Achei-o grosseiro, mas ao mesmo tempo corajoso. Ele se conhece, ele sabe superar-se, ele não tem medo de dizer o que pensa, ele acredita em sua força… Ah, sim, ele é melhor do que eu que tento carregar o mundo nas costas por não ter coragem de dizer o que penso sobre determinadas situações, por cerrar os dentes num riso quadrado e afirmativo de um “tudo bem” quando na verdade gostaria de verbalizar um generoso “foda-se”. 

Mas isso é questão de natureza. Acho. Pois eu tenho essa natureza de pedir desculpas mesmo quando penso que não estou errada só para que tudo fique em paz. Com isso termino por não ser eu mesma. Será que a gente aprende a ser autêntico? E deixar de ser esse “eu” inautêntico que se adapta a tudo e a todos?

Observar os exemplos deve ser um jeito de aprender e se encorajar a não mover montanhas por coisas e/ou pessoas que não nos reconhecem como “portadores da necessidade especial de seu devido e justo valor”. Enquanto pensava em tudo isso, despejei no copo mais um bocado de água. Quantos minutos se passaram desde que eu me levantei do sofá e vim tomar água? Uns dois? Minha vida inteira se espreme em dois minutos. Mas como ela é eterna. Outro gole e outra olhada no cadeirante: ele está assobiando “Patience” de Guns N’ Roses  – ele faz isso todos os dias. Todos os dias, desde que eu me lembre.  A água não é mesmo a coisa mais preciosa da Terra? Quando volto ao computador, estou rediviva.

Clara Dawn


10 de janeiro de 2017

Ideias pré estabelecidas.

Estamos vivendo em um mundo em que as pessoas não ouvem. Elas pensam, e pensam muito... Está faltando ouvir e sentir...Falar e pensar é absolutamente fácil, e dentro de algumas há uma preguiça enorme de ouvir. Elas mal ouvem e já dentro de suas cabeças estão as ideias pré estabelecidas, os rótulos, os ideais e muitas vezes acredite: Nem é aquilo que realmente pensam. Se apegam em crenças do passado, em coisas que ouviram, viram, leram, e jamais se apegam à um sentir e ouvir, e tentar pensar por si só.

Outro dia eu falei algo e a pessoa dentro da mente dela já achava algo, e ela mesma completou a frase - e sei que na maioria das vezes as pessoas querem mesmo encurtar conversas e encaixotar em sua mente aquilo que elas querem. Eu, terminei a frase que era o oposto do que ela completou, aí pensei comigo: As pessoas não ouvem, elas são surdas, elas falam, querem ser ouvidas, aceitas em suas ideias, mas não querem sentir nem ouvir. Há uma alienação em outra parte da sociedade em que exterminaram as conversas e os sentimentos grudados a um celular, e por aí vai a imbecilidade humana.

Precisamos sim de tecnologia, eu não vou ser hipócrita a dizer que não pois preciso dela pra escrever nos nossos blogs. Mas acho cansativo e me esgota o fato de apenas pensar em ser escrava dessa grande massa em que tudo se compartilha, tudo se conta, e nada se diz. Acho que é válido usar tudo para o seu bem e para o bem dos outros, e também acho que se as pessoas querem viver assim, ótimo para elas. Mas eu não me encaixo nisso, sou avessa a aplicativos de conversas, sei lá, eu sou prática pra mim a utilidade é outra. Me cansa aquele abarrotado de mensagens. Pra mim seria só pra saber se está tudo bem ou uma necessidade de um recado rápido.

Veja bem, não estou condenando! Cada um sabe de si. Apenas não me encaixo na maioria. Quando conheci a internet existia conversa por e-mail e isso hoje é fora de moda, brega, antigo e tal. Hoje se eu mando um e-mail, uma mensagem as pessoas sequer leem, e quando leem nem respondem. Até as postagens que coloco em minha rede social uma ou duas leem porque para elas é importante. A maioria compartilha sem ler, curte sem sequer clicar no link da postagem. Hoje, as pessoas estão preguiçosas, e o que elas leem são aqueles cartões com algo escrito com ou sem imagem. As comunidades do facebook viraram uma coisa só, sem novidade, sem toque pessoal, tudo automatizado e cópias umas das outras.

Está faltando originalidade, ouvidos atentos, palavras sentimentais, entendimento, compreensão... Está faltando as pessoas se colocarem mais na posição de platéia do que apresentador, pois apresentar a própria vida e querer todos holofotes voltados pra si é fácil. Quero ver é ir para a plateia e aguentar aplaudir alguém que esteja no auge do sucesso ou ir lá correndo abraçar vendo derramar suas lágrimas. As pessoas rotulam mesmo com suas ideias que rotulam os outros, e afirmam quando veem pessoas felizes com aquela cara de nojo: Tá vendo? Metido(a)! E quando a pessoa está na pior com aquela cara sem paciência: Tá vendo? O depressivo! E a verdade que não quer calar é que as pessoas só sabem criticar todo mundo e ninguém tem capacidade de ajudar, se colocar no lugar do outro ou comemorar a conquista do próximo. E depois vem me dizer que acredita em Deus. Quem é o seu próximo mesmo? 

Vamos parar de julgar, e com achismos bobos em relação às Pessoas com Necessidades Especiais por exemplo. Não pode falar algo de bom? Então não fale nada! Não pode ouvir e sentir? Então também não ache e nem pense o pior. Acredito também que as pessoas fazem e falam aquilo que seu coração está cheio. Ao mesmo tempo que ouço coisas negativas, tenho muito mais ouvidos para as positivas, espaço para pessoas que acrescentam.

Na hora de ajudar ninguém aparece...Então, não deixe o mundo negativo dos outros invadir o seu.

(Adriana Silva)