29 de novembro de 2016

Atendimento Humanitário

Para que as coisas se resolvam não adianta fazer barraco, tem que ir na Ouvidoria de cada local público e formalizar a reclamação pois  é assim que podemos mudar e melhorar os atendimentos.
Reclamar apenas é fácil, tem que chegar em quem pode resolver. Só assim o Atendimento Prioritário  pode melhorar,e se voltar a acontecer eu voltarei a reclamar, e eles sempre ligam pra dar um retorno do que foi feito.
O Atendimento Prioritário é direito e não favor, e temos que nos posicionar senão estaremos retrocedendo a tudo que tanto lutamos diariamente. Isso inclusive é lei que deve ser cumprida sem lesar emocionalmente , clinicamente e fisicamente a Pessoa com Deficiência Física ou pessoas que necessitem de um atendimento mais rápido.
Eu sei que no nosso País tudo está um caos, que inclusive é cultural ser tudo precário, mas onde podemos e conseguimos temos que nos manifestar. Pode não resolver em alguns lugares, mas naquilo que eu posso, serei a diferença de não apenas reclamar, mas de conseguir modificar alguma coisa, por menor que seja!

Adriana Silva

22 de novembro de 2016

Manifestação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo


Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE



Amanhã teremos uma grande manifestação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O objetivo é sensibilizar nossos deputados sobre a importância da continuação da parceria firmada entre o Governo do Estado de São Paulo e as APAEs.

Estão todos convidados! A manifestação será às 13 horas, em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Abraços!


9 de novembro de 2016

Certos olhares...



Constantemente passamos pela situação de uma criança parar na frente da Jaque e ficar encarando, olhando como se ela fosse um monstrinho...
Quando eu era criança, tive contato com várias pessoas e suas diferenças e nunca agi dessa forma por dois motivos: Eu sofri muito quando pequena pelas retaliações das outras crianças por usar óculos e tampão e ter um leve estrabismo no olho (e hoje faz parte de mim não tenho nenhum problema com isso) e outra porque a minha mãe sempre me educou a tratar seja lá quem fosse da mesma forma.
Eu sabia bem como era se sentir do lado que ouve ofensas, olhares perversos, risadas, e isso por muito tempo me feria de morte. Cresci muito insegura, e como se não bastasse dentro de casa eu sofria o mesmo que na escola.

A maneira que encontrei de me vingar quando criança das outras era batendo. E volta e meia minha mãe ia na escola por reclamação da professora, que eu era muito nervosa, que eu bati no Joãozinho, na Mariazinha.

Certa vez eu estava na porta da escola e algumas mães começaram reclamar para a minha mãe alto e minha mãe ouvindo as reclamações, eu de saco cheio de ouvir ofensas que me doíam muito mais do que qualquer surra que eu dava neles.
Minha mãe dizendo: - Você fez isso Adriana? Por quê?
Eu disse:- Ué, eles me xingam de tudo quanto é nome, e ninguém faz nada. A professora ouve e não faz nada, sinal que ela concorda com o que eles fazem! 
E minha mãe me descendo a lenha, as outras mães dizendo que a minha mãe tinha que fazer algo, me educar direito para que eu não fizesse isso.... Minha mãe dizendo que eu não podia fazer isso, que era feio e errado.

Me cansei de tanto zum zum zum, de tanta crítica, de tantos apontamentos e disse:

- Vocês que estão reclamando que eu bato nas outras crianças eduquem eles para que eles não xinguem, nem deem risadas das outras e nem comigo... mais feio do que eu bater é elas terem esse tipo de comportamento! Eu estou errada sim, mas eles estão muito mais!
Nem preciso dizer que todos ficaram surpresos, que algumas se aproximaram de mim e mesmo com pouca idade eu sempre fui muito consciente, madura, educada, até porque tinha pais rígidos. Alguns que me xingaram queriam a minha amizade - e confesso que até hoje sou muito seletiva, tenho poucos mas verdadeiros.

O que fazer quando uma pessoa olha demais para o seu filho?

Eu particularmente muitas vezes finjo que não vejo, mas não vou mentir que me incomoda e me dá raiva. Mas não falo nada, fico na minha, até porque eu acho que não tenho que ficar me justificando ao mundo pelo fato de ela ser assim.
Por outro lado, algumas vezes eu abordo algumas e digo: Oi tudo bem? Algumas correm, outras perguntam o que ela tem.

A Jaqueline tem primos. E todos eles são muito carinhosos com ela, amam ela de paixão, e quando ela chega é uma festa! Ficam em volta, fazem carinho e querem cuidar e eles não tem dó dela e nem olham como se ela fosse um ET, eles respeitam.
Mas isso só foi possível devido aos seus pais, a própria convivência deles, e ao amor que eles colocam à frente de qualquer outra coisa.

Antes de qualquer coisa, acho que tudo começa educando as crianças. Sei que é um assunto bem polêmico pela falta de conhecimento desses adultos. Por outro lado existem aqueles que conversam e ensinam e reflete nos seus filhos. E tenho esperança que algumas crianças tendo contato com Pessoas com Deficiência ensine aos seus pais que preconceito é feio, e que o amor é a melhor coisa que existe!

Não são apenas as crianças que olham assim, adultos também e não é um olhar inocente e sim aquele que diz tudo e não é coisa boa. 

Ouvi relatos de outras mães a respeito:


" Eu cansei de ver crianças olhando pra minha como se ela fosse um et comecei a perguntar "q foi nunca viu?" na frente de quem quer q fosse mãe pai.
Uma vez uma mãe retrucou e eu descarreguei o que tava entalado. Pra ela ensinar a filha dela a respeitar os outros, e mais algumas coisas. Ela saiu com o rabinho no meio das pernas. Aff ninguém merece e eu não aceitava isso de jeito nenhum". 


"Eu já me deparo com adultos idiotas que quando pego olhando já falo logo perdeu alguém parecido nunca viu anjo e quando e criança já falo sua mãe não educou você pra não ficar olhando pras pessoas sou muito ignorante mesmo to nem ai meu filho não  é outdoors".


" Infelizmente o mundo é cruel, isso acontece constantemente de ficarem olhando para a  minha e hoje um menino riu  dela como se fosse uma palhaça, nas ignorei, me incomoda muito esse tipo de atitude! "


Lendo os comentários dessas mães percebi que os nossos sentimentos se unificam e sei que as pessoas olham, e muitas pessoas dizem assim: - Mas é criança, não entende! Algumas são bem cruéis quando querem... Se os pais falassem mais sobre isso, se as escolas quebrassem o tabu e falassem mais desse assunto talvez mudasse alguma coisa. A questão é que as próprias escolas que se dizem incluir um ou dois alunos com alguma Deficiência excluem essas pessoas. Vejo que muitas mães , pais, familiares, preferem afastar a criança da outra pra não ter que explicar, e dizem: - Sai daí, não fica olhando! Elas mesmas explicam que a criança é " doentinha" porque não sabem o que dizerEu fui tão diferente, e olha que quando eu era criança era mais incomum ainda ver essas pessoas por aí.

A grande verdade é que tudo gira em torno de aparência. Quem julga esquece o espelho em casa e só sabe olhar para os outros de forma negativa. Não sabem agir naturalmente e não são condicionados à isso. Pessoas que ridicularizam os outros ou denigrem com um olhar e que até ri é que tem "problema" e dos graves". A minha filha por exemplo fica muito incomodada, e o que as pessoas pensam é de responsabilidade delas. Minha filha lutou muito pra estar aqui, tem todo meu respeito.

Não é proibido olhar, nem perguntar, nem chegar perto. Afeto sempre é tão lindo e bem vindo e isso só vem de pessoas que realmente tem para externar. Ao mesmo tempo muitas pessoas não compreendem algumas coisas, por isso acho fundamental que alguém explique. 

(Adriana Silva)





6 de novembro de 2016

Faixas Zebradas, espaços marcados com listras amarelas ou brancas nos estacionamentos fazem parte da vaga reserva a pessoas com deficiência



As famosas FAIXAS ZEBRADAS, espaços marcados com listras amarelas ou brancas nos estacionamentos, NÃO SÃO VAGAS PARA MOTOS, bicicletas ou qualquer outro veículo.
Trata-se de uma área que faz parte da vaga reserva a pessoas com deficiência. Serve para que o usuário de cadeira de rodas, ou qualquer outro equipamento de acessibilidade, consiga abrir a porta do carro por completo, entrar e sair do veículo sem impedimentos.
O #blogVencerLimites registrou essa imagem no dia 3 de novembro de 2016, às 18h, em Santos, litoral sul de SP, no estacionamento do MiniMercado Extra que fica na Rua Castro Alves, nº 35, no Embaré.



1 de novembro de 2016

O cuidador também precisa de cuidados



Entender a Síndrome do Cuidador

Habitualmente cuidar de outra pessoa exige, em certos momentos, uma boa dose de paciência. Se esta dedicação supera certos limites, o estresse e o esgotamento físico e psicológico aparecem e cobram seu preço. É neste contexto que podemos entender a “Síndrome do Cuidador”.



A Síndrome do Cuidador

A  Síndrome do Cuidador é um transtorno que afeta aquelas pessoas que tem que exercer essa profissão. Ela se caracteriza pelo agravamento progressivo da sintomatologia negativa. Isso acontece porque o cuidador, pouco a pouco, transforma sua vida na do doente e os problemas dele nos seus.

Cuidar durante 24 horas de uma pessoa que sofre de alguma doença ou apresenta certo tipo de deficiência gera um peso que é preciso eliminar com momentos de folga, de abandono temporário do trabalho, etc. É preciso passar de cuidar para ser cuidado. Tomar conta de alguém implica assumir e desempenhar atividades para as quais, muitas vezes, não estamos preparados e com as quais precisamos nos acostumar. Esta responsabilidade pode, com o tempo, se transformar num transtorno, já que, segundo alguns especialistas, esta síndrome se desenvolve conforme o cuidador vai assumindo tarefas (alimentação, medicação, higiene, etc.) que implicam estar 100% responsável por alguém, o que leva a uma enorme consequência física e psicológica.
A responsabilidade de cuidar do paciente exige uma dedicação quase , restando pouco tempo para se dedicar a outras atividades pessoais e sociais. Esta atenção contínua gera um esgotamento no cuidador, mas também gera angústia e um sentimento de culpa quando ele não está cuidando do paciente. Isso pode acarretar em ansiedade, depressão, isolamento, transtornos de sono e, acima de tudo, cansaço físico e psíquico.



A vida do cuidador muda por completo

Quando uma pessoa exerce o trabalho de cuidar de alguém, sua vida muda completamente. O tempo que ela tinha para se dedicar a si mesma é incrivelmente reduzido, afetando suas relações pessoais e sociais. Seu estado de ânimo muda, tornando-se mais suscetível a alterações e facilmente irritável. Longe de ajudar, isso tudo prejudica tanto o cuidador quanto o paciente.

O segredo está em detectar a aparecimento dessa síndrome e preveni-la. Assumir a tarefa de cuidar de alguém implica em se dedicar completamente a ela. Não precisamos somente adquirir capacidades para os cuidados médicos do paciente, mas também nos organizarmos e dividirmos as tarefas com outras pessoas, para evitar a sobrecarga de funções e, portanto, a  ansiedade.

Outro aspecto fundamental e que os especialistas enfatizam bastante é que é preciso que o cuidador evite, de todas as maneiras possíveis, anular sua vida social. É importante continuar apreciando algumas horas de lazer e de tempo livre, para se desconectar um pouco da dura tarefa que exerce. Isto repercute positivamente no humor do cuidador e, portanto, será mais fácil para ele assumir o trabalho.

Quando a experiência de cuidar de uma outra pessoa se estende por muito tempo, uma das opções mais recomendadas é tentar procurar apoios e recursos externos para dar conta desta complicada situação. Nem sempre essa alternativa está  disposição do cuidador, mas é necessário tentar pedir ajuda para evitar piorar os transtornos emocionais acarretados por este trabalho.

O cuidador precisa encontrar momentos para cuidar de si mesmo, ou para que outras pessoas cuidem dele. Isso é muito importante. Caso não seja assim, aqueles que realizam esse belíssimo trabalho também acabarão doentes. Devemos, então, cuidar do cuidador. Aquele que cuida é, também, aquele que merece mais cuidados.