29 de maio de 2016

Um verdadeiro cabo de " guerra".

Desde que a minha filha nasceu, sempre corri a tudo no qual ela necessitava. Mesmo as pessoas contestando, me falando mil  absurdos que me deixavam triste, confusa, nervosa e com aquela sensação que o mundo inteiro está nas minhas costas.
Essas situações hoje ainda acontecem  quando aparece algo nela, pra ser mais exata quando fica doentinha. Um dia começou a ter febre. Aí pronto! Qualquer coisa diferente alguém fica em cima. Eu fico nervosa, exausta, acabada, com vontade de socar! Superproteção me irrita, me sufoca, e deixa ela inquieta também. A pior coisa é a pessoa ficar te dizendo o que fazer. Em uma situação anterior bati o pé a levei no hospital porque eu sabia que algo estava errado. Não adianta dar um remedinho e achar que vai ficar tudo bem. Eu considero todas as hipóteses por ela ser epilética, cardíaca, hipertensa e qualquer remédio pode ser fatal. 

Engraçado que sempre é a mãe que cuida ou fica com a maior parte de cuidados com o filho. Na hora que tudo aperta somos nós que ficamos com nossos filhos, que cuidamos, que ficamos em hospital, que acordamos de madrugada para dar remédio. Enfim, um verdadeiro cabo de guerra em que eu puxo de um lado da realidade e outro puxa para o faz de conta que ela não tem nada. 
Algumas pessoas não gostam que ela passe por certas coisas e diz que é cuidado. Eu também não gostaria que ela passasse, mas sou muito realista e fico firme porque se eu amolecer ela não faz nada.

O " cabo de guerra" é a parte emocional que temos que enfrentar, não apenas os nossos limites físicos e mentais mas os das pessoas em volta interferindo, e essas que interferem demais são as que quase não ajudam ou não ajudam em nada. Aliás, acho que certos tipos de comportamentos só atrapalham e irritam. Na dúvida, acho que as pessoas deveriam mesmo ficar caladas. 

(Adriana Silva)

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