2 de abril de 2016

O que fazer quando um dos lados é superprotetor?

Acho lindo quem se preocupa com a gente de verdade. Isso é muito raro nos dias atuais onde cada um só se preocupa com seu bem estar. O que é complicado são os excessos. Isso sobrecarrega, estressa demais, sufoca, atrapalha. Se preocupar não é ficar falando o que o outro tem que fazer. Nem deixar o outro nervoso. As  responsabilidades devem ser divididas e um deve ser auxílio na vida do outro, para cuidar bem da pessoa. 

Ninguém pode com um lado que sabe que fazer de um jeito dá certo, ao mesmo tempo que ela deve se posicionar e dizer o que acha e junto com a pessoa ver um jeito melhor de conduzir ou se conduzir pela vida. Conversas são muito importantes na educação de um filho, e o ambiente familiar deve ser o mais leve possível. Acredito que deva haver uma coerência de conduta de quem cuida de alguém, havendo um equilíbrio. Sei que muitas famílias tem a mesma situação. Existe o lado equilibrado e o lado exagerado. É muito bom ter um lado que te puxa e diz: Você está exagerando! Vamos fazer diferente?

A compreensão é algo que ajuda muito, e a ponte de apoio dos nossos filhos é a segurança que passamos à eles. Isso faz toda a diferença no modo como eles encaram as dificuldades. Se nós ficarmos superprotegendo eles, terão dificuldades além daquelas que realmente passam. Sei que é difícil, porque não queremos que eles passem por certas coisas. Mas temos que ser realistas e entender e que já que precisam não tem outro jeito! Apesar do nosso emocional doer, a nossa razão deve ser forte e perseverante também! Foi assim que aprendi a lidar com tudo que passei e passo, porque tenho que me posicionar em tudo. Sempre sou o lado mais racional da história, e é exatamente nisso que ajudo a minha filha. Por mais que me doa, estou ali firme e forte. Nós também temos medo, temos as nossas limitações e merecemos respeito. Somos pessoas e não máquinas. 

Podemos sim nos preocupar. Mas se deixar o desespero tomar conta teremos 2 problemas ao invés de 1. E a melhor forma de ajudar é ter a cabeça fria para resolver as coisas, ouvir, falar, se posicionar e questionar. A superproteção não ajuda! Ela torna as pessoas demasiadamente medrosas em relação à vida e a tudo. Se tornam pessoas " moles", muito diferente de pessoas sentimentais e preocupadas. Com o tempo as pessoas aprendem a dosar emoção com razão, porque ambas em excesso atrapalham. Desde que tive a minha filha sempre fui muito firme. Talvez se eu não tivesse sido assim ela não seria metade do que é hoje, porque a emoção nos cega pra muita coisa. E isso não quer dizer que sou insensível. Muito pelo contrário. Depois eu desmorono e tenho meus momentos complicados, reflexivos, conflitantes, erro, acerto e aprendo. Sou flexível, e quando não concordo eu digo. Eu sempre priorizo o que é melhor para ela, independente de qualquer coisa. Há coisas que podem esperar, e há coisas que não. Há prioridades, necessidades e há coisas que não são tão importantes no momento. Essa é a diferença.  

Adriana Silva


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