26 de setembro de 2015

Seu filho não precisa de piedade e sim de amor!

Quando é que as pessoas vão parar olhar pra Deficiência Física como a pior coisa do mundo? Como se a vida não tivesse mais jeito, como se nada mais fosse possível por causa da limitação ou diagnóstico da pessoa?
A pior coisa do mundo é não saber viver! 
É difícil? É! 
É cansativo? É!
É complicado? Sim, às vezes ou na maioria delas. 
Mas o filho é seu! Se você não o aceitar fica difícil mesmo.
Não seja mais um olhar perante o diagnóstico do seu filho como se ele só fosse isso. Já chega os olhares de piedade, as palavras frias de alguns médicos, salvo algumas pessoas raras que olham para nós com amor.
Nada é impossível pra uma mãe que se dedica, que tem amor pelo seu filho. É claro que não podemos ser levianas de achar que o amor resolve tudo. Temos que correr. Não adianta ficar reclamando. Mãos à obra! Chega de se vitimizar, de se colocarem como coitados!
Seu filho precisa de amor e não de piedade! É muito triste ver ainda famílias ou mães e pais que tem essa visão trágica de tudo. Peça ajuda, corra, faça, ame... Chore quando necessário. Não ouça palavras negativas de quem não sabe da sua luta, que desconhece o amor puro e essencial. Não deixe que a visão dos outros deturpe e embace o amor que sente por ele, e jamais em hipótese alguma deixe de olhar seu filho como uma pessoa com sentimentos. Porque garanto à você, se estivesse no lugar dele não iria gostar que te olhasse como coitadinho(a). 

(Adriana Silva)

21 de setembro de 2015

Inclusão é...


" Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças".

(Maria T.E. Mantoan)

Dia 21 de Setembro: Dia da Luta da Pessoa com Deficiência


Fonte da Imagem: CMPD - Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência


É uma luta diária. A Inclusão é algo que se aplica a todos, sobretudo para quem convive. Então para muita coisa acontecer todos ao redor deveriam estar envolvidos. Não é o que acontece infelizmente. Mas já é um começo se todos nós, que temos alguém em casa com esse tipo de dificuldade ou não de fazer valer o direito de todos. Porque independente se você tenha alguém perto de você que tenha alguma Deficiência, o seu próximo vai desfrutar de toda e qualquer bem que for feito em benefício dessas pessoas. É verdade que não é do interesse de todos que algumas coisas aconteçam. Por isso, a luta é todo dia. Todo dia aparecem desafios, algumas boas surpresas (que são raras é verdade), porque a sociedade não se incluiu. Porque quando o sapato não aperta no pé de alguns, não tem muita importância não é mesmo? 
Então, nosso parabéns a todos que lutam por dias melhores. Apesar do descaso, da falta de educação, respeito e acesso. Que lutam bravamente pra serem vistos e terem seus direitos como cidadãos, como pessoas, como irmãos!

(Adriana Silva)

Pessoas que trabalham com amor fazem a diferença!

Como é bonito ver pessoas que trabalham com amor! Como é lindo pessoas que te dão bom dia, apertam sua mão como fez isso um radiologista muito especial no Instituto de Radiologia que fomos hoje!

Eu acho que independente de salário, de reconhecimento, de chefe, de muita gente pra atender é isso que faz a diferença.
Sei que amor não paga as contas. Mas o que anda faltando nesse mundo é pessoas assim, porque hoje em dia as pessoas andam valorizando muito o dinheiro, a aparência, e esquecendo os sentimentos. São pessoas frias, por isso o mundo anda tão infeliz. Sentimentos são coisas que preenchem a gente.

Obrigada pelo carinho, dedicação. Sempre torço pra pegar pessoas que de alguma forma nos fala sentir humanos!

" A dor é igual para todos. O amor também pode ser!

 

10 de setembro de 2015

Atendimento Prioridade?

E eu me pergunto: Atendimento Prioridade pra que?

Não adianta nada em algumas situações. Não funciona, porque simplesmente as pessoas não se importam, não se interessam e não querem facilitar nada! Não adianta falar bonitinho em Direitos da Pessoa com Deficiência se certos locais jamais treinarão as outras à serem mais HUMANAS. Eu prefiro esperar igualmente por ordem de chegada, pois sempre chego cedo do que esse falso atendimento que tanto se gabam de ter.

Falta Amor, Respeito e Humanidade! Dai-me paciência pra suportar a insensibilidade das pessoas! Nós que temos filho cadeirante temos que constantemente brigar pelos direitos deles. 


3 de setembro de 2015

O amor está aí, as pessoas que se esqueceram de usar.

Tempos atrás, não existiam algumas coisas. Era bem mais difícil é verdade, mas à medida que vão colocando leis, parece que há um cabo de guerra humano, onde apesar de certos " benefícios" , há um lado da balança que pesa sempre mais. Esse lado é o do desrespeito.
Vou dar um exemplo prático: Hoje, eu vejo uma diferença gritante em relação ao tempo de espera que um cadeirante - assim como a minha filha, precisa para ser atendida. Pacientemente, mesmo com algumas dificuldades de demanda, eu mantenho a paciência porque sei que não é do dia para a noite que vão conseguir mudar ou melhorar alguma coisas. O que posso fazer como mãe e como alguém que sempre se preocupa com pessoas na mesma situação tenham o melhor é sugerir e apontar erros e acontecimentos. Não reclamo ou faço como algumas pessoas que começam a reclamar e brigar no lugar. Deixo para fazer em um momento em que mais calma, ou menos atarefada eu possa entrar em contato com setores responsáveis pela administração ou treinamento dos funcionários, porque é responsabilidade do local já que há o direito de acesso fiscalizarem a forma em que tudo acontece ou a forma que lidam com esse público. Vejo pessoas também se esforçando e muito para que as leis sejam cumpridas não só porque é apenas uma lei, e sim pensando no bem-estar dessa pessoa.

Por outro lado, ainda há demoras, mas que poderiam ser maiores. Na contramão disso, as pessoas que não precisam de atendimento prioritário se queixam de quem os tem. Eu sinceramente não queria que a minha filha dependesse de atendimento prioritário. Por mim, pegaria fila, senha, e seria atendida por ordem de chegada. Como sei que ela será atendida primeiro, faço questão de chegar cedo. Acho isso até respeitoso para com as demais pessoas. 

É inegável que ainda há um despreparo humano de alguns profissionais em relação acompanhante de paciente x paciente. Outro dia, durante um atendimento, uma pessoa disse: - Nossa como ela tem a perninha fina (a parte de baixo). Eu respondi: Mas ela é assim mesmo. Ela está bem melhor do que estava há uns 4 meses atrás. Ela engorda, mas tem padrão de pernas compridas e finas. 
Eu sempre faço questão de falar tudo, porque tenho a sensação que colocam defeito o tempo todo, e só quem é mãe como eu sabe quem é seu filho. Um profissional está vendo pela primeira vez, então ele precisa ser informado o que é e o que não é. Só que em algumas vezes, tive que ouvir coisas como se fossem de outro mundo. Eu sempre penso comigo: Quando será que o atendimento será mais humanizado? Ao mesmo tempo, com algumas dificuldades, eu analiso que pelo menos a minha filha tem o tratamento e acompanhamento necessário e que nada é perfeito. E que a minha obrigação como mãe é informar, conversar, ouvir e fazer. Se preciso for questionar, discordar, mas sempre entrando em um consenso do que é melhor para ela.

Mas espero de coração que especialmente as pessoas aprendam a ter sentimentos. A perceberem que ninguém queria estar em determinadas situações, que educação e respeito nunca é demais. É claro que para eu falar isso eu tenho que ser exemplo. E ainda bem que faço muito bem a minha parte. Não lembro de algum dia ter sido mal educada com alguém, ou desrespeitado. Isso nem seria eu pra falar a verdade. 
Outro dia estava na espera de um exame, e uma moça da limpeza estava passando com o carrinho com todos os itens de limpeza. A minha filha estava no corredor, e eu sentada na ponta. O que ela fez? Foi passando e empurrando a cadeirinha da minha filha. Eu, educadamente tirei do caminho pra ela passar, ela sequer olhou pra nossa cara!
Na segunda vez, ela bateu novamente. Eu olhei pra cara dela com reprovação. Fiquei nervosa. E quando ela estava saindo eu disse pra outra pessoa: - O que custa a pessoa pedir licença? Quer que eu pegue a cadeirinha dela e coloque na cabeça pra ela passar? 

Esperei toda a correria passar e preenchi um formulário que vai pra ouvidoria. Eu sempre faço isso. Não me estresso na hora, mas encaminho pra pessoas superiores que possam ler, ouvir e resolver o problema. Eu até entendo que era muita gente, mas se tivesse machucado a minha filha? 
Eu tenho esperança que junto com as leis as pessoas aprendam a ter um pouco mais de humanidade. Eu acho que a medida que o tempo passa, as coisas só pioram. Será que realmente as coisas mudaram? Será que vão mudar? Seria muito bom se sim! " O amor está aí, as pessoas que se esqueceram de usar" . Ele não acabou, ele simplesmente foi esquecido.

Adriana Silva.

9 de Setembro Dia Nacional e Latino Americano de Conscientização da Epilepsia