29 de agosto de 2015

A incapacidade das pessoas de amar ou fazer as coisas com amor

Não sei se é estressante para alguns ser funcionário público, lidar com pacientes ou lidar com as pessoas. O fato é que falta amor na maioria de toda e qualquer pessoa!
Há situações que a gente até deixa pra lá senão acaba brigando com todo mundo.
Hoje quando estava no hospital para os exames da Jaque aconteceu o seguinte:
A funcionária me atende praticamente de costas pegando as fichas dela. (Antes de subir nós que levamos cadeirantes somos avisadas que devemos informar que eles são prioridade ao chegar lá em cima no setor de exames, daí os papéis são sinalizados com a cor vermelha).
Antes mesmo de eu avisar, ela se vira e vê que sou mãe de uma cadeirante. Não sei porque certo tipo de funcionário tem a mania de falar berrando e como se a gente fosse incapaz de entender o que eles estão falando:
- Quando for assim, a senhora avisa que é prioridade aqui pra mim, porque se vc não me falar ela não vai ser atendida como tal.
Eu disse: ok! E fui pra onde tinha que ir e não reclamei, mas fiquei morrendo de vergonha porque todo mundo fica olhando pra nossa cara como se eu fosse uma babaca que levou bronca da professora ou fez uma cretinice (me acostumei já a ser otária).

Daí enquanto esperava a minha filha ser chamada, fiquei num cantinho esperando. As pessoas passavam no corredor, (e tinha espaço), praticamente por cima da Jaque como se ela fosse um nada! Outra esbarrou na perninha dela, outro encostou de leve no apoio de braço, e sequer olhou ou pediu desculpas.
Afinal a gente que atrapalha. A gente que deve dar espaço aos outros passarem!
Era tão rápido que tudo acontecia que eu fiquei boquiaberta. Eu olhava na cara das pessoas, com cara de reprovação. Mas ando tão cansada, que se eu for brigar, eu acabo com o resto de paz e de paciência que tenho.

Um senhor que estava do meu lado, vendo uma médica passar, disse:
- Ei! Mais respeito! A tal continuou andando e disse rápido: Desculpa!
Ele conversando comigo disse: Olha mãezinha eu admiro vcs sabe? É de chorar vendo o ser humano.
Eu sorri e disse: Se eu disser ao senhor que estou acostumada, estou mentindo. Minha filha mesmo sendo cadeirante não me acho coitada.

Eu ajudo pessoas sempre que posso e isso é o mínimo que posso fazer como ser humano com toda educação que tenho e que recebi da minha mãe. Hoje mesmo tinha um senhor com um filho no colo e não conseguia pegar a senha. Fui lá e puxei pra ele. Não vejo essas atitudes nas pessoas. Nunca vou me acostumar com a indiferença delas. Isso dói. Mas lamento por elas.
O senhor disse: Essas pessoas nunca sabem o dia de amanhã.
Eu disse: Não acho que o mundo deve girar ao nosso redor. Mas definitivamente, as pessoas não sabem o que é amar. Não acho que o mundo conspira contra nós, encontramos almas generosas, amáveis e doces (raras), e é nisso que as pessoas se transformaram: Aquilo que elas fazem e mostram. Não adianta falar que é isso ou aquilo. O que as define são as atitudes e pronto!

(Adriana Silva)

26 de agosto de 2015

Aceite seu filho!

Nós precisamos ter em mente que algumas patologias ou sequelas que nossos filhos possuem são irreversíveis.
Vejo muitas pessoas falarem:

-Quero que meu filho seja curado.
Ou outras dizerem:
- Deus vai curar seu filho.

Eu sou bem realista. Sei que algumas sequelas de uma Paralisia Cerebral podem ser melhoradas, ou pode ser prevenidas atrofias. Mas não revertidas. Vejo pessoas que foram estimuladas desde muito cedo e mesmo assim as atrofias, luxação de quadril, escoliose foram presentes. Vejo pessoas com paralisia cerebral de várias formas, e cada caso é um caso: Alguns com preservação do intelecto, algumas com retardo mental, ou atraso.

Sei que a minha filha tem uma Síndrome rara, juntamente com a Paralisia Cerebral, e que até certo momento de sua vida algumas coisas começaram aparecer. Ouvi muitas pessoas dizerem: Ela não tem nada! Eu rebato: Tem! Por isso está sendo cuidada. Porque é muito fácil falar e não saber o que está falando. Eu há 16 anos, convivo com médicos, converso, debato, faço coisas, e me coloco muito bem entre eles. Sei falar com essas pessoas, sei questionar, sei propor saídas, sei ver o que é melhor pra minha filha. O caminho até aqui não foi fácil. Tive que aprender a me comunicar. Tive que me superar também.

Errei muitas vezes, mas aprendi! Aliás, aprendo todo dia, porque a gente lida com todo o tipo de pessoa e profissional. Percebi que a diferença é não ter medo de falar, e falar muito, sobre tudo à respeito dela, pra que essa consulta fosse benéfica e resolvesse algumas dificuldades. Sei que o caso dela ao mesmo tempo que é complexo por serem muitas rotinas de exames e hospital, cuidados e tratamentos, por outro lado é simples. Tudo que foi aparecendo, está sendo resolvido e nada evoluiu para algo sem solução ou grave demais.

Eu acho que acima de tudo devemos aceitar os nossos filhos. Infelizmente vejo pessoas que não aceitam, e compreendo que é difícil. Só que ao invés de reclamar, agradeça o fato dele viver. Ao contrário do que muita gente acha, viver não é um sofrimento pra ele. Talvez seja muito mais pra algumas famílias pelo fato de não aceitarem as dificuldades que aparecem.

Acredito nos milagres de Deus. Acredito na ciência. Faço a minha parte. Me permito aprender, e me permito humildemente ensinar sobre a minha filha através de relatos sobre tudo o que ela faz. Não me deixo influenciar por uma imaginação fantasiosa, mas qualquer coisa que ela faça eu agradeço muito!

Minha filha não tinha chance alguma de sobreviver ao que teve. E se sobrevivesse , segundo os médicos ela seria um vegetal.
Sabe o que fez a diferença?
Ir à luta!
Amar!
Aceitar!
E agradecer.

Algumas coisas inesperadamente aparecem. Em primeiro momento é chocante eu sei. Mas dobramos as mangas e vamos lutar de novo! Mesmo que venha fracassos, erros, a gente vai tentando cada dia um pouco mais, e temos que conviver com as nossas e as dificuldades deles.

E por incrível que pareça nossos filhos sempre se saem melhor do que nós em adaptar-se, e até no sofrer. Eles choram, mas daqui 5 minutos estão sorrindo. Podem ter um dia difícil, mas jamais perdem a essência deles.

Enquanto não aceitar o seu filho, tudo será muito difícil, será uma dificuldade extrema que parecerá insuportável. Poderia ser tudo diferente, e cada um sabe o que passa é verdade. Mas lute, ame, aceita e agradeça porque ele saiu de você, é parte sua, sua responsabilidade e sua obrigação de cuidar e amar. Vejo pessoas que só querem as partes boas seja lá de quem for: Do marido,da mulher, do filho, mas se esquecem que essas pessoas fazem parte da sua vida e não adianta achar que por qualquer " defeito" que assim enxergam, ou você não quer mais e é algo que se descarte. A responsabilidade é dos dois. Se o relacionamento familiar falha, é um todo e não culpa de só uma pessoa.

Aprenda a cada dia que o Amor deve ser maior do que tudo. A sua fé também. Não vão deixar de existir dias tristes, dias de desânimo, dias de lágrimas. Mas no final das contas vamos perceber que há coisas muito valiosas perto de nós, que nos resgata de nós mesmos, que vamos respirar e pensar: Como sou abençoada por ter essa pessoa tão única comigo! É um privilégio eu diria!

Aceite seu filho. Seja ele como for. Ele pode ser muito diferente de você. Ele pode ter muito de você. Aceite-o acima de tudo! Ame o com todo seu coração. Quando escrevi isso, me referi também à aqueles pais que só veem defeitos nos filhos e acham que o problema está só nele. Se você fez, é problema seu! Independente de ter qualquer patologia, porque certos comportamentos são universais. Relações pais e filhos são iguais pra todos.

(Adriana Silva)

13 de agosto de 2015

Novas técnicas para mover os pacientes com segurança


New techniques to move patients safely 
Posted by Ahmed Alowayid on Sexta, 31 de julho de 2015

12 de agosto de 2015

Então nas vagas especiais pode? Repense


Então nas vagas reservadas pode?#repense
Posted by Mara Gabrilli on Quinta, 12 de março de 2015

10 de agosto de 2015

Garoto com paralisia cerebral termina prova de triatlo e emociona público.

Prova que inclui natação, ciclismo e corrida foi em North Yorkshire, Inglaterra. Bailey Matthews, de 8 anos, usou bicicleta adaptada e andador.

 

Bailey Matthews, de 8 anos, termina a prova de triatlo: paralisia cerebral não foi obstáculo para garoto da Inglaterra (Foto: Reprodução/Facebook/Castle Triathlon Series)   

 

Um garoto de 8 anos com dificuldades motoras devido a uma paralisia cerebral conseguiu completar uma prova de triatlo na Inglaterra neste sábado (25), emocionando os espectadores que o aguardavam na linha de chegada.

A Castle Triathlon Series, que organizou a prova, divulgou uma foto e um vídeo dos momentos finais da "Todos testemunhamos um momento incrível hoje, com uma impressionante mostra de bravura sem igual", publicaram os organizadores do evento no Facebook.

Bailey Matthews completou 100 metros de natação em um lago, 4 km de ciclismo e 1,3 km de corrida. Ele recorreu a uma bicicleta adaptada para o ciclismo e a um andador para a corrida. Mas, nos últimos 20 minutos de prova, ele deixou o equipamento de lado e correu sozinho até a linha de chegada, emocionando o público.

Ele chegou a tropeçar e cair duas vezes, mas levantou e continuou até o final, diante do aplauso e incentivo do público."Foi possível ver a expressão no seu rosto quando ele estava chegando e viu todo mundo. Essa foi a sua maneira de terminar a prova com estilo e mostrar a todos o que ele podia fazer", disse ao jornal Daily Mail a mãe do menino, Julie Hardcasle.

Segundo o Daily Mail, Bailey nasceu prematuro e foi diagnosticado com paralisia cerebral com 18 meses de idade. Ele desenvolveu interesse pela modalidade porque seu pai, Jonathan Matthews, de 47 anos, costumava levar o filho em um carrinho quando participava das competições de triatlo.

A prova Hever Castle Triathlon - segunda maior prova de triatlo da Inglaterra e a maior prova infantil de triatlo do mundo - ocorre em North Yorkshire, na Inglaterra.

Paralisia cerebral é quando uma lesão neurológica ocorrida durante a fase de desenvolvimento do sistema nervoso central leva a uma dificuldade motora no paciente.
 

4 de agosto de 2015

Mais rigidez para garantir direitos das pessoas com deficiência: Novo estatuto prevê punições mais severas contra os infratores

Não adianta só fazer leis. Tem que haver fiscalização e os lugares precisam se responsabilizar mais. Caso não aconteça, temos que colocar a boca no mundo, requerer nossos direitos. Os municípios e as empresas, estabelecimentos deverão se adequar e não havendo o cumprimento dessas leis serem denunciados.

Pelo menos um em cada 10 pacientes sofre discriminação pelo tipo de doença

Portadores de doenças raras são um dos grupos que têm dificuldades em achar médicos e terapeutas aptos a tratá-los.

Na minha opinião, falta amor e profissionalismo. Leia a matéria no link abaixo:

1 de agosto de 2015

Educação: Uma palavra de luxo!

Foi se o tempo em que eu saia atordoada de casa pensando nas expressões e ações das pessoas. Não vou mentir, que algumas ainda me incomodam, mas sei lá, pra cada tipo de pessoa eu uso uma reação. Quando as pessoas saem de casa, onde elas deixam a educação? Será que em casa também não tem? Será que em casa é cordeiro e na rua lobo ou vice versa? Esbarro sempre em pessoas medíocres. Aliás, não esbarro, elas esbarram em mim e na minha filha. Eu faço aquele olhar mesmo de reprovação. E não é porque tenho uma filha cadeirante que sou folgada e acho que " dane-se o mundo", eles que deem a volta pois o espaço é nosso! Nada disso! Sou muito consciente, eu ajudo, facilito, dou espaço. Mesmo que as pessoas não façam isso por nós. E sabe porque? Porque tenho educação. Nem sempre gentileza gera gentileza, mas a diferença está no que eu faço, e apesar de muitos não serem gentis, eu continuo sendo quem sempre fui. 

Claro que ficamos tristes por um mundo onde poucas pessoas sorriem verdadeiramente com consideração, carinho e amor. Mas esse pesar que sentimos são por elas. Pela chance que perdem de serem pessoas melhores. Mas a diferença é que hoje não me martirizo mais. Só fico indignada, reclamo no momento. As pessoas são ignorantes no sentido mais triste da palavra. São ignorantes porque não se permitem nada que aproximem seu coração do próximo. São geladas, porque em seus mundos de correria, mal sabem elas, que o nosso é muito mais, e apesar de muitas vezes a gente passar por desafios tremendos, as pessoas nem percebem porque estamos sorrindo. 
Não... Eu não sou a melhor pessoa desse mundo. Eu tenho uma das melhores comigo: A minha filha. E por ela eu luto até o fim. Doa a quem doer!

As pessoas não são obrigadas a saber como se portar com nossos filhos, mas acho que elas só oferecem o que realmente tem. Se não tem amor, não vai ter uma atitude coerente. Só isso!
Sabe o que faz a diferença e o que realmente importa? É a maneira que tratamos nossos filhos. Sim. Temos que exigir respeito, mas algumas pessoas vão morrer sem saber o que é isso.

Adriana Silva.

A partir de 2016, estacionar em vaga destinada a pessoa com deficiência passará ser infração grave


Créditos da imagem: Detran.SP