1 de março de 2015

A realidade do atendimento prioritário em algumas situações.

Não quero aqui generalizar. Mas muitas vezes quando veem um cadeirante as pessoas tratam como eles fossem invisíveis.
E sabe o que me deixa triste e indignada? O jeito com que muitas pessoas tratam os cadeirantes nesse País, porque quando eu passo por algo e me sinto HUMILHADA, minha vontade é de sentar e chorar. Porque eu imagino quantas mãezinhas passam por coisas piores.... Ou igual. Muitos veem que precisamos ser atendidos e fingem que não nos veem, não dão atenção prioritária de fato , que vai muito além de você passar uma pessoa na frente por direito. É olhar pra essas pessoas como GENTE e olhar nos olhos.

Muitas vezes , temos de ter paciência, e em outras temos que reclamar para sermos vistos, ouvidos e atendidos, e ainda ouvir outras mães falando besteira e olhando pra mim e minha filha mas eu não ouvi calada.
A mulher disse: Não concordo que atendem os cadeirantes na frente e chegamos primeiro do que eles.
Eu disse à ela: Não é porque minha filha tem preferência que chego tarde. O que acontece é que o hospital mudou e hoje não somos mais atendidos por ordem de chegada e sim de horário. Então eu estou dentro do horário estipulado pela política do hospital, mas sempre chego bem antes, mesmo sabendo que vou ter de esperar. Agora, se você não concorda que cadeirante deva ter preferência  reclame na ouvidoria, porém te aviso que atendimento preferencial é lei... 

As pessoas não se sentam um dia em uma cadeira de rodas e tentam perceber como é o dia de um cadeirante. Só olham pro próprio umbigo, tropeçam, xingam a gente... Espero que nunca precise de uma cadeira pra se locomover ou dependa de ninguém pra cuidar da sua higiene pessoal.

A realidade do atendimento prioritário que nos fazem sentir que temos que implorar pra sermos atendidos, mas o fato é que não temos que implorar e temos direitos, portanto temos que reclamar se estivermos insatisfeitos sim!

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