27 de fevereiro de 2015

Cansaço X Força

A Jaqueline já passou muita coisa na vida dela. Eu acredito muito na força dela, no jeito lindo que é feliz. Ao mesmo tempo sou realista, mas não sou pessimista. O que posso fazer por ela é sempre o meu melhor, e fazer tudo pra cuidar dela, com essas coisas que vão aparecendo.
Hoje a médica me disse: Você foi premiada: Sua filha tem Síndrome de Turner e Paralisia Cerebral e isso não é fácil. Como você lida com tudo isso?
Eu respondi: Lido normalmente. Não vou mentir, às vezes não é fácil. Mas a trato de forma natural mesmo não tendo uma rotina normal, faço tudo que está ao meu alcance e fora dele também.
Ao invés de me revoltar com as coisas, eu fico me perguntando a cada coisa que passei e passo: Será que eu vou conseguir dar conta de tudo isso? (Essa sempre foi a minha maior preocupação). Não tenho medo de lutar, e nem sempre sou uma heroína. Tenho meus momentos de fragilidade, tenho meus momentos de lágrimas, mas também tenho minhas " voltas por cima" e são elas que fazem a diferença em nossa luta de mãe especial.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam não somos de aço. Sentimos dor, sentimos cansaço. Lutamos contra os nossos próprios limites. Vamos além do que podemos suportar. Por necessidade. Por amor. Muitas vezes um tempinho que temos pra nós é um alívio. Não que nossos filhos sejam pesos, mas é que precisamos colocar a cabeça pra fora da água de vez em quando pra respirar.
O mais importante pra mim é ver minha filha feliz. E tenho feito o possível e além das minhas forças pra cuidar dela. Não sou perfeita, mas faço tudo com amor...

(Adriana Silva)

11 de fevereiro de 2015

Ensine seu filho a respeitar crianças especiais

Créditos da imagem: Bruna Lombardi


Achei o máximo isso que ela postou. Coincidiu com situações que passo, e que ouço relatos de muitas mães.
Eu entendo que as crianças são curiosas, que querem entender o que acontece e não tem explicações das pessoas sobre o assunto. Mas infelizmente ainda há pessoas, que olham para nossos filhos como se fossem ETS. Eu não ligo que olhe, mas chega um certo momento que incomoda não só nós, mas nossos filhos também.

Algumas crianças perguntam. Acho isso interessante. Pouquíssimas tratam isso com naturalidade. Eu quando  criança sempre fui a defensora e amiga dessas crianças ditas " diferentes". Isso é uma particularidade minha, e também devo isso à criação que tive dos meus pais. Sempre fui ensinada a não fazer discriminação à ninguém, e ouvia sempre: - Se eu souber que você fez, vamos conversar! Mas nem precisaria: Sempre fui muito compreensiva e amável com as pessoas, e como criança, hoje eu vejo que é absolutamente normal serem egoístas, e não querer brincar com crianças que não fazem o mesmo que elas, ou de se questionar, ou olhar.

Mas acho que tudo tem limite. É aí que entra o papel do pai e da mãe dessa criança como educadores. Porque essas crianças tornarão-se adultos, e em alguns casos em que não vejo inocência alguma em outras porque são um pouco cruéis, me pergunto em que tipo de adultos se transformarão.

Acho que é preciso cuidar na educação das crianças a respeito do assunto: Diferenças. É claro que é difícil educá-las se quem for fazer isso não tiver uma mente aberta também para realizá-lo. É preciso ter um esclarecimento, ter uma abordagem do assunto, mas mesmo sem informação, os pais devem sempre bater na mesma tecla do respeito. Sei que a maioria das pessoas sequer sabem o que fazer quando veem ou se deparam com uma criança especial. Se não sabe, não faça nada! Sorria! É tão simples!

(Adriana Silva)