25 de dezembro de 2014

As preferências e dons marcantes em nossos filhos.

Nossos filhos sempre tem uma mania, um apego, que por alguma razão chama-lhes a atenção, ou alguma coisa que gostem muito e se destoa de todas as outras coisas. A minha filha quando recém nascida já percebemos que ela se acalmava com música. Música é uma terapia! Quando ela estava na UTI Neonatal, desde cedinho colocavam música ambiente. Naquela época as mães não podiam ficar, e ela ficava muito agitada quando eu saía. No dia seguinte as enfermeiras me contavam que ficava calma só a chupeta (confesso que nem queria que ela usasse) e a música.

Até hoje a música é preferência dela. E não é só isso! Ela destaca marcações de violão, guitarra ao fundo da música. Por exemplo: Quando uma música está tocando, ela canta os acordes do fundo. Além de ela perceber o compasso e ritmo, ela tem uma memória incrível. Percebi então uma grande aliada pra enriquecer seu vocabulário. Minha filha não fala tudo, mas compreendemos quando ela pede coisas básicas e coisas que ela aprendeu seja com a música ou com o nosso vocabulário e frases diárias em nossas conversas.

A maioria das crianças que conheço gostam de música. Outra coisa é que eles possuem necessidade de ter algo como um apego. Alguns é um pano, outros uma revista, e por aí vai. A minha troca brinquedos modernos por uma folha de revista, por uma bexiga ou um papel de presente, ou um plástico ou celofane. Quando ganha presente, ela quer o papel, nem liga para o presente. E agora que ela cresceu tem coisas que sequer se interessa. Só seu eu brincar junto. Bexiga, ela pede. - Bexiga, Bexiguinha! E aquelas que tem desenhos, ela gosta mais. Eu comemoro porque antigamente ela sequer olhava diferenças em desenhos, texturas, e ela dá sempre aquela olhada. E enganar ela não adianta, ela é esperta. 

E observando me perguntei: Porque essa necessidade? - Eles precisam sentir as coisas. Explorar algo que lhe chamem a atenção. Estimularem a si próprios, ouvirem barulhos que eles mesmo provocam, e por saberem que esses objetos fazem alguma coisa que eles gostem, eles sempre querem sentir-se vivos. É como nós, que precisamos sentir o vento no rosto. Qual a sensação? 

Entramos na questão do equilíbrio. Por eles terem algumas limitações não queremos tirar nada deles. O fato é que precisamos sempre perceber o que prejudica-os e colocar a condição que tem hora pra tudo. Acho que cada mãe sabe o que tem nas mãos, as dificuldades, dons e preferências de seu filho. Como toda pessoa, faz birra, quer manipular, e cabe a nós colocarmos sempre um porém nas coisas.

Até a próxima,

Adriana

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