25 de dezembro de 2014

O mínimo que fazemos por nossos filhos

Não podemos privar as vivências de nossos filhos. O que importa é o valor desse momento a ele. Se ele senta, não senta, faz ou não faz, isso é o de menos. Ajude-o. Ele sempre lembrará desse momento. Registre esses momentos: Uma ida ao shopping, ao parque, uma festa na escola, todos os acontecimentos de sua vida.

Esses momentos pra eles, serão inesquecíveis e felizes. E se é difícil, nem leve isso em conta, faça, porque depois no fim do dia a recompensa é ele sorrindo! São os registros nas nossas lembranças, que ninguém tira de nós. Apesar do cansaço, foi algo gratificante. E ao mesmo tempo teremos coisas a contar sobre aprendizados, erros, acertos, convívio com a sociedade. 
E as pessoas lá fora podem aprender se assim se permitirem muitas coisas.

Que o Mundo não está adaptado o suficiente para receber nossas crianças isso  é verdade, e que os observando podem melhorar a qualidade de vida, pra fazer valer os direitos deles de ir e vir porque também são cidadãos. 
Seu filho precisa de novos ares e ambientes. Senão o mundo dele ficará limitado.
Portanto, supere as dificuldades e faça seu filho viver cada coisa. Independente do diagnóstico dele é criança, e merece sim ser feliz."

Adriana

As preferências e dons marcantes em nossos filhos.

Nossos filhos sempre tem uma mania, um apego, que por alguma razão chama-lhes a atenção, ou alguma coisa que gostem muito e se destoa de todas as outras coisas. A minha filha quando recém nascida já percebemos que ela se acalmava com música. Música é uma terapia! Quando ela estava na UTI Neonatal, desde cedinho colocavam música ambiente. Naquela época as mães não podiam ficar, e ela ficava muito agitada quando eu saía. No dia seguinte as enfermeiras me contavam que ficava calma só a chupeta (confesso que nem queria que ela usasse) e a música.

Até hoje a música é preferência dela. E não é só isso! Ela destaca marcações de violão, guitarra ao fundo da música. Por exemplo: Quando uma música está tocando, ela canta os acordes do fundo. Além de ela perceber o compasso e ritmo, ela tem uma memória incrível. Percebi então uma grande aliada pra enriquecer seu vocabulário. Minha filha não fala tudo, mas compreendemos quando ela pede coisas básicas e coisas que ela aprendeu seja com a música ou com o nosso vocabulário e frases diárias em nossas conversas.

A maioria das crianças que conheço gostam de música. Outra coisa é que eles possuem necessidade de ter algo como um apego. Alguns é um pano, outros uma revista, e por aí vai. A minha troca brinquedos modernos por uma folha de revista, por uma bexiga ou um papel de presente, ou um plástico ou celofane. Quando ganha presente, ela quer o papel, nem liga para o presente. E agora que ela cresceu tem coisas que sequer se interessa. Só seu eu brincar junto. Bexiga, ela pede. - Bexiga, Bexiguinha! E aquelas que tem desenhos, ela gosta mais. Eu comemoro porque antigamente ela sequer olhava diferenças em desenhos, texturas, e ela dá sempre aquela olhada. E enganar ela não adianta, ela é esperta. 

E observando me perguntei: Porque essa necessidade? - Eles precisam sentir as coisas. Explorar algo que lhe chamem a atenção. Estimularem a si próprios, ouvirem barulhos que eles mesmo provocam, e por saberem que esses objetos fazem alguma coisa que eles gostem, eles sempre querem sentir-se vivos. É como nós, que precisamos sentir o vento no rosto. Qual a sensação? 

Entramos na questão do equilíbrio. Por eles terem algumas limitações não queremos tirar nada deles. O fato é que precisamos sempre perceber o que prejudica-os e colocar a condição que tem hora pra tudo. Acho que cada mãe sabe o que tem nas mãos, as dificuldades, dons e preferências de seu filho. Como toda pessoa, faz birra, quer manipular, e cabe a nós colocarmos sempre um porém nas coisas.

Até a próxima,

Adriana

19 de dezembro de 2014

Mobilidade X Falta de Educação e Respeito


Só de as pessoas não atrapalharem a mobilidade das outras, já ajuda. O que um cadeirante precisa não é de dó, e sim de respeito. Entendo que as pessoas não podem fazer a vida girar em torno de um cadeirante, mas se elas pensassem o quanto é difícil, tivessem educação e facilitassem pensando que poderiam passar pela mesma situação, tudo seria muito diferente.
 

Adriana

3 de dezembro de 2014

03 de Dezembro: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência



Vergonhoso ver a falta de ACESSIBILIDADE nesse País. Só nós que temos filhos cadeirantes, ou alguém na família sabemos como é essa palhaçada. Seria bom se pudéssemos comemorar esse dia dizendo que aqui essas pessoas tem o direito de ir e vir. Porém são uns guerreiros, nunca fogem a luta, com anjos que auxiliam e nós mamães e familiares somos mãos que guiam e coração que anda junto.
Parabéns pelo dia de vocês! Que são todos os dias com muita garra e muito amor! 

Adriana

2 de dezembro de 2014

Amor Incondicional

Todos os dias nós mães especiais temos obstáculos. Alguns externos, alguns internos, alguns que as pessoas mesmo nos causam. Mas no final de cada dia e no início dele temos gestos de pessoas que fazem toda a diferença na nossa vida. Temos amor, temos um " eu te amo" sincero, um abraço, um olhar, um sorriso dos nossos amados filhos. E ter a chance de ter essas pessoinhas tão lindas em nossa vida é um grande presente. Por mais que doa nossa jornada, ela sempre é cheia de muita alegria, de muito amor, de muita gratidão e força.
Isso ninguém tira de nós e muitos passarão essa vida sem entender o que é o AMOR INCONDICIONAL.
Porque falar de amor, é muito fácil. Mas quantas vezes nós estávamos sangrando, suando e isso para nós era o TUDO que poderíamos fazer por alguém por AMOR?
Quem hoje em dia faz isso? E receber de volta tão grandiosamente esse amor? É algo inexplicável que só entende quem sente e quem recebe.

Não vou mentir. Não é fácil. Ao mesmo tempo que estou com a minha capa dia e noite. Não é a capa de mulher maravilha. É a capa do amor. Nunca a tiro, ela nunca envelhece, nem se desgasta. Ela sempre se renova. E tudo se torna leve mesmo com tudo acontecendo. Não tem problema. Enxugo minhas lágrimas, visto-me de aço, me blindo algumas vezes e sigo. Depois tiro meus sapatos, com meus pés cansados e agradeço por mais um dia. Afinal, se minha filha se superou, e eu me supero, errando ou acertando, me mostra o quão privilegiada eu sou! 

Penso na pessoa que me tornei, penso na estrutura de lar que criei, penso nas possibilidades e no valor de pessoa que possuo quando o desânimo ou a visão de mim se destoa do que realmente sou. Olho pra Deus com toda humildade. Peço e agradeço. E sigo vendo tudo que passei e conquistei como ser humano.
Me sinto forte. Pela capacidade de amar. De amar com humanidade. Em um mundo que o amor virou artigo de luxo como dizia a poeta.

(Adriana)