15 de outubro de 2014

A culpa é minha?

Quantas vezes nós mães nos culpamos por coisas que surgem em nossos filhos? Muitas vezes pegamos pesado com cobranças a nós mesmas, exigimos perfeccionismo que não existe. Vamos aprendendo que ser mãe é falhar. É sentir-se impotente porque seremos incapazes de abraçar o mundo, colocá-lo nas costas para nossos filhos enfrentarem mais calmamente algumas coisas.

Com a maturidade - assim espero que assim aconteça com todas, percebemos que a culpa não é nossa. Apesar de lá no fundo surgir um "se" nos cobrando e apontando o dedo:  - E se eu tivesse feito melhor, será que isso estaria acontecendo?  A culpa é minha?

Quando coisas novas aparecem ficamos perdidas. Vamos resolvendo, mas ficamos exaustas. Eu sempre tive por hábito anotar tudo, e repassar a todos que cuidam da minha filha. Sigo as orientações e vou fazendo. A diferença é que eu me respeito. Tenho meus limites e para ser uma mãe melhor tenho que ser uma mulher melhor para mim mesma em primeiro lugar.

É claro que ajustes sempre são válidos. Mas não "neuras" de que somos super heroínas. Sem pretensão, temos que "varrer" dos nossos olhos o véu da perfeição!
Iremos ter as mesmas coisas e um pouco mais para fazer todos os dias. Mas somos humanas. Se precisarmos de ajuda, temos que pedir. Porque muitas vezes quando se quer abraçar tudo pode por tudo a perder, e quando se leva um pouco menos na bagagem, mesmo que se dê mais viagens, ou tenha que recomeçar amanhã, se estiver descansada, fará melhor.

Não vamos deixar de sentir certas coisas, porque Mãe é Mãe. Mas não podemos nos culpar por tudo que acontece. Temos que aceitar ajuda, e se ela não vier que não sejamos "carrascas" com nós mesmas. Uma mãe melhor pra um filho não é aquela que faz tudo sempre, mas também é aquela que deixa de fazer algumas pra fazer outras. Entende?

Não teremos controle de tudo sempre. Nada na vida pode se ter garantia. Coisas novas surgem, o mundo dá voltas. Se conseguirmos ser boas para nós, nossos filhos terão um belo espelho no qual refletirão. Coisas difíceis aparecem, tristezas, lutas, dificuldades. Pra todo mundo é assim. E ainda bem! Porque crescemos, nos fortalecemos, aprendemos, erramos, acertamos, amadurecemos e aumentamos o nosso amor, a nossa fé e a união familiar. Aprendemos com o nossos filhos que perfeição só existe no Amor que damos e recebemos deles.

Um grande abraço,

Adriana