5 de setembro de 2014

Abordagens X Nossas Reações

Quando falam a seguinte frase sobre seu filho:
-Ele é doente né?
O que vc responde?
Se seu filho fosse especial o que você responderia?

Coloquei essa questão em questionamento e me identifiquei com a única resposta que tive de uma mãe querida no qual a filha assim como a minha tem uma Síndrome rara:

Thais Sugahara:  Depende muito de quem pergunta e qual a conotaçāo da pergunta. Minha reação varia da mais completa indiferença até a ira, passando pela explicação detalhada com muita paciência. Enfim, depende de como a pergunta é feita. 

Ou seja: A gente não deveria e nem deve se preocupar com o que responder às pessoas. No entanto nossa reação vai variar muito dependendo da forma que seremos abordados.

Não podemos controlar aproximações, questionamentos, pensamentos e ações das pessoas. Mas podemos fazer ou não alguma coisa. Podemos largar mão de se culpar pelo que as pessoas fazem e agir conforme podemos naquele momento. Se está correto ou não, a vida vai ensinando a gente que as opiniões das pessoas não devem interferir no modo que encaramos os nossos filhos. Porém temos responsabilidade de esclarecer quando for viável e valer a pena. Muitas vezes pessoas se aproximam com diferentes reações e olhares e elas são o que podem ser. Muitas são ignorantes de conhecimento, outras porque são ignorantes mesmo e só nós sabemos o que passamos.

Estaremos ou não preparados para algumas situações. Não temos que ter tudo sob controle o tempo inteiro. Ao mesmo tempo que certos tipos de acontecimentos nos aborrece ou não, outras pessoas tem abordagens boas, interações e olhares maravilhosos para com nossos filhos. Isso mostra uma identificação de valores, de entendimento, de coração. Muitas pessoas simplesmente nem sabem o que fazer, e nem saberiam o que fazer se passassem por isso. Há um problema muito interior de aceitação. E geralmente essas pessoas sofrem mais do que as outras porque não são capazes ou não conseguiram naquele momento ter uma amplitude em seu pensamento.

Eu mesma quando criança apesar de ter contato com crianças especiais e adolescentes não sabia ao certo o que eram algumas coisas, mas entendia que aquelas eram acima de tudo pessoas. Às vezes sentia dó, mas sentia profundo amor e respeito. Sempre quis ajudar. Isso se deve ao meu coração e aos valores que me foram passados. Apesar de desconhecer as causas de certas limitações eu entendia que o meu próximo era como eu: Com sentimentos acima de tudo.

Então, já ouvi de pais as mais variadas situações, onde alguns tem um padrão de comportamento diante das atitudes dos outros diante de seu filho, e assim como a Thaís varia de acordo com a situação. O que é o meu comportamento também. Muitas coisas até nos surpreendem, e apesar de algumas coisas nos incomodar momentaneamente ou não o que sempre pensamos e priorizamos é a alegria, bem-estar, felicidade e amor para com nossos filhos. Os cuidados que eles precisam ter, a nossa rotina, só nós entendemos e somos acima de qualquer coisa: Humanos! As pessoas se esquecem muitas vezes de ficarem de boca fechada. Então, hoje o pensamento de muitos é de responsabilidade deles. Algumas vezes podemos ajudar e ensinar, mas isso não depende só de nós, então a troca positiva de experiências vai depender de como o outro vai nos abordar.

Sinto que às vezes falta (e muito) sensibilidade e amor. Por outro lado como já falei vejo pessoas bondosas que valem a pena. No entanto jamais podemos nos deixar abater por tais comportamentos apesar ser impossível às vezes. Isso não deve nos comandar, porque a cada dia que passa infelizmente estamos em um mundo insensível e frio onde as pessoas só se preocupam com elas mesmas.

Um grande abraço,
Adriana

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