22 de agosto de 2014

A Sexualidade em Pessoas Especiais

Pensei muito antes de escrever essa pauta. Até porque em determinados assuntos temos que tomar cuidado. Pensei em pegar na internet. Mas isso todos vocês podem fazer colocando no google. O diferencial desse blog são vivências e como lidamos com elas, como percebemos as coisas e como vejo a forma que as demais pessoas as levam.

Percebo nitidamente a sexualidade aflorada em Pessoas Especiais. O interesse no sexo oposto, o interesse no namoro, no abraçar, beijar, ter uma vida afetiva.
Muitas pessoas acham que eles não tem essa capacidade ou necessidade, acham até que essas pessoas não tem esse direito. 

Sempre penso comigo que eles precisam ter uma supervisão, uma orientação como qualquer pessoa precisa ter. Eles também sabem sim o que estão fazendo, sabem muito mais do que nós em algumas vezes. Muitos dizem que é instintivo. Mas eles passam pelas mudanças, pela puberdade, pela adolescência. Todo mundo passou por isso e sabe como é.

Precisam ter limites. Precisam de amparo psicológico e educacional. Precisam de conversas abertas com profissionais e família. Precisam estudar o assunto. Acho que melhor estudar isso com pessoas que vão lhes orientar corretamente do que aprenderem por aí de forma errada e irresponsável. Cabe aos pais interferirem quando algo é negativo ou que possa violar uma segunda pessoa e até eles mesmos. Precisam de observações atentas sempre!

Passei por algumas situações com essas pessoas. Algumas pessoas já me orientaram, já relatei o ocorrido com outras que poderiam tomar alguma atitude em relação ao comportamento. Tem que se tomar cuidado pois  assim como tem atitudes extremas de carinho, outras com conotação sexual e outras violentas, não podemos confiar pois tanto faz vir um beijo, um abuso ou um puxão de cabelo ou tapa.

Os Pais devem procurar ajuda da escola e de toda uma equipe multidisciplinar e continuar o trabalho em casa. Aliás essa é a parte mais importante. Porque já vi muitos casos em que ouvi a seguinte frase: Deixa, ele é um homenzinho! Acho isso totalmente machista! Isso também é responsabilidade dos pais se acontece alguma coisa em que se fugir do controle. E não é só meninos, meninas precisam ter limites. Elas são extremamente vaidosas, até porque elas necessitam da auto estima reforçada pois como tem algumas " faltas" - se assim posso dizer, precisam lembrar o tempo todo que são pessoas lindas apesar de seu diagnóstico ou sua dificuldade. Isso atraí os meninos. 

Vejo muitas paqueras no mundo especial, acho até divertido. Porque na nossa sociedade atual, onde tudo é rápido demais, onde valores e o flerte se perderam dando lugares ao "pegar" ou "ficar", isso é raro. Mas também há abusos e estes requerem atenção máxima. Hoje a tecnologia avança a passos largos e todas as pessoas tem acesso fácil à informações e a conceitos também errados sobre tudo. Aí que mora o perigo.

Eu observo muito o comportamento dessas pessoas. Minha filha frequenta uma escola especial, e outro dia observava o assunto deles. Sempre tem um grupo que se reúne e conversa.  O papo? Normal! - Você viu que a fulana tá namorando beltrano? - Fulana gosta de beltrano. Ou então: - Você assistiu tal programa de TV? 
Então me pergunto:  - Como algumas pessoas podem afirmar que essas Pessoas são incapazes? 

Se eles tem opiniões, desejos, preferências? Tem! Cada um do seu jeito. Apesar de suas limitações, eles são Pessoas. Então eu sempre afirmo quando perguntam sobre a minha filha por exemplo. Ela é uma Pessoa. Todos nós temos limitações e isso é maravilhoso porque se todo mundo fosse perfeito, esse mundo seria muito chato, e viva as diferenças porque são elas que nos alavancam à um montão de possibilidades e aprendizados! Se eu não tivesse a minha filha jamais eu conseguiria talvez escrever com tal percepção nem ser a pessoa que me tornei hoje.

(Adriana)

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