8 de agosto de 2014

Bullying X Pessoas com Necessidades Especiais

Outro dia, estava conversando com uma outra mãe sobre a tal da inclusão escolar. Aliás inclusão não é o termo correto e sim exclusão social. O relato é o que eu ouço por muitas: - Meu filho fica jogado em um canto e os coleguinhas da classe ficam tirando o sarro. Que diabos de inclusão é esta? Que expõe a pessoa ao ridículo?

Não precisa ser pessoa com necessidade especial pra passar pelo chamado Bullying (saiba o que é aqui). Eu posso contar a minha experiência quando criança. Eu tinha dificuldades de visão, e usava óculos e tampão em um dos olhos. Sempre fui alvo de piadinhas, risadinhas, constrangimentos e isso me deixava muito nervosa.

O que eu fazia? Batia nessas crianças! Ficava cansada de ser azucrinada, e isso mexeu muito comigo por um bom tempo. Claro que a violência não é a solução. Mas era a única coisa que eu sabia fazer naquele momento. E o que acontecia? Elas não paravam! Graças a Deus consegui trabalhar em cima disso, e depois que tive a minha filha eu comecei entender o que uma palavra errada pode nos ocasionar e que eu deveria esquecer todas as palavras que me colocavam para baixo, que me faziam me sentir tão mal comigo mesma!

Vejo isso acontecer constantemente com pessoas especiais. Sempre ouço o mesmo relato no qual me identifico: - Olham nossos filhos como coisa de outro mundo! Quando não usam termos constrangedores, abordagens desnecessárias ou então apontam, riem e até imitam.

O que devemos fazer? Muitas pessoas são ignorantes, ou não sabem se expressar. O que não acho admissível é quando as pessoas são cruéis. Acho que nunca poderemos evitar passar por certas situações, porém não podemos nos responsabilizar e estarmos sempre armados para o que as falam, pensam, pois isso é de responsabilidade delas.

Acredito em uma linha entre o respeito e o limite. Acho que tudo deva ter. Uma coisa é uma pessoa não falar por mal, e outra coisa é desrespeitar e passar de um certo limite.

Devemos lembrar como pais que somos responsáveis por nossos filhos e estarmos atentos à sinais que uma colocação negativa possa ter para com os nossos. Os transtorno que isso acarreta à uma criança pode se arrastar por sua vida toda. O que os pais devem fazer é prestar atenção ao filho e sempre motivar que ele não ouça essas pessoas. Isso gera vários problemas de auto estima , auto confiança e complexo de inferioridade e uma infinidade de distúrbios que muitos não conseguem identificar a sua origem.

Muitas pessoas sofrem com o Bullying e mais tarde algumas coisas em sua vida começam a aparecer e elas sequer sabem porque aconteceu isso com elas. Quem deve ser envergonhar é quem pratica esse ato e não quem sofre. É válido a escola, a sociedade, a família e suas convivências estarem atentas. E não se engane: Muitas vezes esse comportamento molesta a moral da pessoa. E mais uma realidade: É muito comum acontecer dentro da própria família que deveria amparar e apoiar essa pessoa.

Uma sociedade que a cada dia separa as pessoas por rótulos: Magro é bonito, Gordo é feio. Perfeito é quem anda. Defeituoso é quem não anda. Quem usa óculos, quem não usa. E assim por diante.
O que temos de colocar em prática é a nossa voz. Ninguém nasceu pra ser igual a ninguém. E perfeição não existe! Deve se trabalhar a auto aceitação, e ignorar as vozes que nada sabem a bagagem que cada um carrega e onde seu sapato realmente aperta.

Até breve!

Adriana Silva


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