24 de julho de 2014

O que importa de verdade!

Quando você pensa que a vida tá lotada demais de coisa pra fazer, pra correr, vem mais!
Hoje fiquei zonza, num misto de arrasada, de ufa, vamos em frente, correr pois tem onde cuidar.

Só eu sei como é ser mãe da Jaqueline. Com muito amor é claro, nunca reclamando de nada, mas com muitas responsabilidades também, e fico conversando sempre com Deus, pois sei que vou ter capacidade pra correr atrás de tudo que precisa ser feito. Eu e meu marido. Só que não é fácil. E ainda tem muita gente que fica bitolado no seu mundinho exigindo coisas da gente, que fica reclamando da vida, mas não para pra pensar que muitas vezes a nossa rotina exige coisas de nós que a gente chega a zerar as energias e mesmo assim a gente corre, fica de pé, e não vai incomodar ninguém mesmo que precise.

Desculpe. Posso ser egoísta. Mas a minha filha precisa 100000 por cento de mim. Ainda assim tiro tempo pra ajudar quem sabe pessoas que nem conheço. Muitas que eu conheço são ingratas mesmo. Mas quem precisa eu ajudo de todo coração e nos piores momentos vou estar lá. Pois nos melhores delas, elas não me escolheram. E eu quando estive no meu pior muitas se afastaram.

Então, eu confio fortemente naquela frase que sempre me dizem: Deus não escolhe os capacitados e sim Capacita os escolhidos!
Mas agradeço por ter o Hospital das Clínicas que posso cuidar dela da melhor forma. Imagina se eu não tivesse?
Quantas vezes eu me perguntei: Porque eu fui ter uma filha Turner e junto com isso ainda PC?

É tanta informação, é tanta coisa pra fazer que eu ficava perdida e pensava: Será que eu vou conseguir?

Graças a Deus, só Deus e nós aqui em casa sabemos como temos conseguido. E sempre agradecemos por ela estar aqui. Por sempre ter amor pra dar e receber dela, por ainda apesar da luta encararmos ela com respeito e naturalidade, mesmo a rotina não sendo natural. Pra sempre agradecer e olhar para os lados e ver pessoas que se deslocam de lugares longe, super pobres, sem carro. A gente tem um velhinho mas temos. E quem não tem?

Por isso eu nunca reclamo. Às vezes eu choro pra pegar fôlego, mas eu sempre serei forte. Porque sei que Deus está me guiando.... E sei que se ela está aqui não é por acaso.

Já passamos muitas coisas, já sofremos muito. Mas ela está aqui. Feliz e saudável. Isso que importa! O que importa é o sorriso da minha filha!

(Adriana)

23 de julho de 2014

Instituto da Criança do Hospital das Clínicas: Um exemplo a ser seguido!


Minha filha faz acompanhamento no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas desde que nasceu. Só posso dizer que ali sempre foi uma mãe pra mim. Sempre tive amparo e soluções. Ao longo dos anos, foram aprimorando o atendimento, a estrutura, e até o relacionamento funcionários X pacientes.

A cada nova ida ali, percebo mudanças. Não digo mudanças materiais, mas sim percebo um treinamento perfeito dessas pessoas para com nós.

Uma delas é o atendimento prioritário e o respeito à essas pessoas. E digo aqui: Parabéns! Se muitos hospitais tivessem esse cuidado, esse carinho, não só com as pessoas especiais mas também com seus tutores, genitores, acompanhantes, tudo  seria muito melhor! É claro que a cada ida percebemos aquilo lotado de pacientes, muitos à procura de uma solução, de um diagnóstico. Alguns já diagnosticados e em tratamento. Alguns bem sucedidos e outros não. São várias histórias de vida que me deparo a cada dia. E me pergunto: Poderia ser assim em todos os lugares: Olharem para nós como vidas!

(Adriana)


Carga Física e Carga Emocional


Qualquer pessoa que cuide de alguém dependente por limitações físicas enfrenta diariamente carga física e emocional.
Falo como mãe especial: Dedicamos a nossa vida à eles, sendo verdadeiras mãos e pernas que se movem, movendo-os para um canto e outro.
Claro, fazemos isso com total amor e dedicação. Mas esses movimentos repetidos no qual executamos todos os dias nos trazem limitações físicas tão grande ou piores também. Problemas posturais grandes. O tempo passa pra todos nós. Vamos percebendo que a agilidade vai diminuindo. Percebemos também que ficar muito tempo em uma posição só dá dor nas costas. E vamos perceber enfermidades aparecendo.

Eu sou um exemplo disso. Descobri que tenho alguns problemas nas pernas. Um comprometimento nas safenas e circulação ruim. Isso é hereditário. Depois percebi tendinite nos dois pulsos (que são evidentes com o aparecimento de um cisto em cada). Houve épocas que fiquei de cama. Quando procurei um médico ele me disse que além da vida que eu levava, tinha que me apegar nesses motivos que apareceram pra me cuidar, pois a tendência com o passar dos anos era piorar.

A solução? Exercício Físico e alimentação saudável saudável. Algumas restrições alimentares e eu conviveria numa boa com isso. Então pensei: Poxa, pernas e braços ruins? Como farei se sou as pernas e braços da minha filha em algumas tarefas?

Fora a carga física , há a carga emocional que desencadeia uma série de coisas em nós que jamais pensaríamos em viver. Convivo com várias mães e percebo que todas elas já passaram, passam ou vão passar o que todas nós já passamos. Doenças oportunistas, depressão, síndrome do pânico e por aí vai.

Tive contato cara a cara com a depressão e foi uma época muito difícil da minha vida. Tinha de cuidar de tudo, e não conseguia cuidar de mim. Depressão é uma doença que te corrói e te destrói. E a gente deve se policiar a todo momento. Aí juntei o útil ao agradável: A atividade física me ajuda não só na mente mas também no corpo. Com o a resistência física maior e a cabeça melhor, posso conviver com duas coisas que me atrapalham e descobrir um novo prazer.

Como nossa vida é sempre de altos e baixos parece que pra nós que somos mães especiais a coisa se potencializa de uma forma gigante. Percebi que cada pessoa se agarra naquilo que eleva e faz viver bem consigo e com sua família e principalmente seu filho. Temos responsabilidades maiores, temos cargas físicas e emocionais grandes e precisamos de uma "válvula de escape". Precisamos de um tempo para nós.

Se deixarmos que a Carga Física e a Carga Emocional nos anule o que será de nossos filhos?
Pense nisso. Se amamos nossos filhos, a nossa obrigação primordial é nos amar!

(Adriana)

15 de julho de 2014

Desencana!

Aprendi com o tempo que as coisas acontecem quando devem e precisam acontecer. Se cobrar ao extremo é se estressar ao extremo.
Muitas vezes me cobrei tanto e tinha em mente o seguinte pensamento: Tenho que ser a melhor mãe. (E me matava de fazer as coisas).
Isso pra quem é perfeccionista é carregar o mundo nas costas. E pergunto: Vale a pena?
Ser perfeccionista é uma coisa. A gente por natureza quer fazer tudo bem feito senão nem faz. Mas não ser a melhor para os outros. E sim estar em paz consigo mesma é o melhor jeito de pensar.
Consequentemente, sendo melhor pra você em primeiro lugar, será para seu marido, filho. 

Por mais difícil que seja, precisamos ter os nossos devidos espaços ocupados. Aceitar dividir tarefas. É se permitir deixar uma coisa ou outra pra depois.
No começo achamos que se "matando" de trabalhar vai ser a melhor mãe, esposa. E com isso abandonamos quem não deveria abandonar: Nós mesmas!
Percebemos então que todos os dias teremos as mesmas coisas pra fazer. E que desencanar um pouco dá certo, estabelecendo prioridades, pois assim conseguiremos fazer tudo e todo dia o que é indispensável em meio nossa rotina diferente cheio de coisas e situações novas que bagunçam a nossa rotina. Aliás não temos rotina!
Organizar-se, estabelecer essas prioridades e mesmo que um dia ou outro coisas não sejam feitas fazem parte. E digo mais: Você percebe que ninguém morreu por causa disso. Não é verdade?

Você tem total poder de administrar isso. Portanto, desencana! Brinque mais, sorria mais, viva mais. Faça as coisas sem se cobrar. Você é humana, não é mil, não precisa abraçar o mundo nem carregar o mundo nas costas nem achar que tem mil braços! 
Há momentos na vida que passam. Sempre teremos as mesmas coisas pra fazer. De repente você larga uma louça na pia por algumas horas pra ir brincar com seu filho. E esse momento ele nunca vai esquecer. A louça você vai ter sempre pra lavar. Os momentos não se repetem. E vamos falar a verdade? Se a gente morre, fica tudo aí! Faça as coisas, mas não faça que as coisas façam você. Pois a consequência é uma pessoa cansada, estressada, e a impressão que se dá é que a vida vai apenas passando. Tire dias pra fazer certas coisas e pronto. Sem estresse!
 
Dica de quem vem descobrindo e aprendendo isso a cada dia.

Até a próxima!
Adriana