3 de maio de 2014

Situações reais- Relatadas por pais.

Quando alguém olha demais para o filho: Pergunta o que está olhando se quer perguntar algo.
Quando feito um comentário negativo sobre esse filho, sem querer acaba concordando e vendo inconscientemente, distorcendo entre realidade e forma que é de fato. Geralmente olha e pensa na situação bem mais grave do que possa ser.
Constantemente pergunta a si mesmo se o filho irá ficar “assim” o resto da vida.
Pensa no que as pessoas vão pensar, dizer e olhar. 
Pensará em negação familiar. Ou seja, que possa haver alguma rejeição de alguns integrantes da família pelo fato de seu filho “ser diferente”. O que não descarta haver esse preconceito infelizmente por pessoas que deveriam apoiar.
 
Que já se sentiram humilhados porque indo a um determinado local as pessoas começaram a olhar com dó ou incomodados com a presença dele.
Que já passaram por situações de humilhação ou já se sentiram assim devidos os seus direitos não serem cumpridos, tais como: atendimento prioritário, descaso, demora no atendimento, modo ao qual se referiram a ele como, por exemplo, utilizarem termos pejorativos Pejorativos é um substantivo (ou Adjetivo) que possui uma carga negativa ou ofensiva, que exprime sentido desagradável ou de desaprovação, de ordem psicológica ou social.
Exemplos: Ele é doente; Ele não bate bem; Ele é mongoloide; Ele não faz nada ou determinada coisa e não pode participar do mundo ou de tal atividade.
Por pura ignorância, falta de conhecimento as pessoas acabam se referindo de forma errônea, muitas vezes sequer perguntam aos pais, ou ao próprio filho que muitas vezes sabe se expressar.

Papel dos Pais: Integrar da forma que for possível o filho em tal atividade, mostrando as pessoas da sociedade que ele vive sim as mesmas coisas, sentem, mas de uma forma diferente, e o que importa e isso sim deve ser de fato, a felicidade dessa família.
Que quando se sentirem ofendidos deve sim se manifestar e se necessário tomar as devidas providências.
Não se fechar aos olhares, admiração das pessoas por achar que todas as pessoas são iguais, se perceber que vale a pena contar a história do filho, da família, com amor e alegria. Muitas vezes só de algumas pessoas verem a sintonia familiar elas se aproximam ou não.

Uma realidade triste é que algumas pessoas vivem em situações precárias ainda, sem atendimento, sem qualquer dignidade. Passam o maior tempo de suas vidas dentro de casa. Isso de deve a tantos fatores, que vamos descobrindo a cada dia que é real. Falta de acesso, falta de atendimento de reabilitação, médico, falta de suporte psicológico, e o mais grave é descaso da própria família. Em alguns casos mais graves, pessoas que tem condições de cuidar bem dessa pessoa e não cuidam.

Um Mundo ideal seria aquele em que unificasse tudo. Tudo seria especial. O modo de tratar todas as pessoas, a acessibilidade seria algo tão normal e presente em todos os lugares. Que as pessoas fossem treinadas, qualificadas para lidar com essas pessoas que precisam de mais atenção, mais carinho.
 
E que fosse perguntado diretamente a essa pessoa como ela se sente, qual a sua história de vida, como ela se enxerga como ela é vista. Como ela lida com essa condição. Caso ela não tivesse capacidade para tal, que a pessoa que cuida falasse. Essas pessoas precisam de contato fraternal, é claro que nem todas aceitam. Mas que as pessoas tivessem a consciência de que tudo é mais difícil a uma pessoa que possui limitações nas quais ela não tem.

(Adriana Silva)

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