10 de maio de 2014

Situações que passamos

Eu tenho um jeito calmo de ser. Sempre converso o meu ponto de vista, sempre visando o que é melhor pra minha filha. Sempre ouço a opinião das pessoas e sempre proponho utilizarmos caminhos, e sendo mãe conhecedora da minha cria, dou um caminho possível e que justifique tal situação. Sempre há a palavra: vamos tentar? 
Já em muitos casos, dentro de hospital, e de tantos lugares nos quais já passei com a Jaqueline pra execução de terapias, encontrei todo tipo de pessoa que se possa imaginar. Algumas, acham porque estudaram sabem mais do que a mãe. Eu já contestei médico sem medo. Falei mesmo! Alguns querem dar uma solução prática mas não coerente. Muitas vezes concordamos em ser cobaias, mas hoje eu não admito mais. Uma coisa é ela necessitar de tal feito, outra é ser "utilizada" . Nem sempre vou pelo médico 100%. Respeito, mas quando não concordo eu falo! Já acatei em algumas situações a posição de um profissional e errei junto com ele. Mas quando eu percebi o que estava errado levei a essa pessoa. E fui mostrando que eu estava certa, e que juntos poderíamos pro bem dela melhorar algumas coisas.
Já cheguei discutir com uma médica muito renomada e respeitada, porém fria e profissional. Ela teimou comigo, sem ver o prontuário dela que ela não tinha feito tais exames. Falei que fez, e mesmo que tivesse o prontuário nas mãos, muitas vezes os médicos que atendem não examinam direito e vem falar de dados, resultados bem anteriores. Falo que não que o dado tá antigo. Do meu jeito claro, pois não sou grossa jamais! Ela me contestou várias vezes. Calmamente retirei a minha agenda e lá tinha nome do exame, data que fez, resultado. 
Ela? ficou super sem graça e brincou: Mãe igual você nunca vi! Que organizada! E respondi: por isso mesmo: se eu não tiver certeza de algo Dra eu vou examinar muito bem onde posso achar essas respostas, pois a Sra atende muitas pessoas e jamais se lembraria de quais exames ela fez. Assim como eu que já fiz tantos exames com ela, já rodei tanto não lembraria, por isso aprendi a não confiar na memória pois ela falha. Já no papel registrado a gente vai lá e consulta.
Tinha um aprendiz com ela que ficou impressionado com a minha agenda e disse que ela seria com certeza uma menção na reunião de pauta dos médicos. A minha agenda parece uma biblía, ela tem a vida toda da Jaque. Isso pra que eu não saia com um monte de exames na mão, e tenha onde recorrer caso esqueça algo, tanto eu como o médico.
Um médico do Canadá e me sugeriu ensinar isso a outras mães durante a espera das consultas nos corredores. Isso facilita muito a nossa vida. Durante a consulta anoto algumas coisas. 
Lembro- me de uma situação que levei a Jaqueline pra passar em consulta com Oftalmologista, pois 1 x ano a levava e na época a Jaque não era encaminhada pra triagem da escola que acho muito melhor porque a Apae encaminha e um médico que é acostumado a atender crianças especiais tem toda atenção pra fazer isso. Pois bem, a médica ficou apavorada! Ela dizia que não poderia dar com exatidão se a Jaque enxergava bem ou não porque ela não nomeava as coisas. Falei olha doutora, ela tem uma condição diferente, e a médica começou a demonstrar má vontade em pingar colírio pra dilatar a pupila, temendo que a Jaque pudesse ser agitada pois não a conhecia. E já foi falando que não garantia que ia conseguir. Falei a Jaque é calma, pode ficar tranquila, mas se você não quiser atender é só me falar que procuro outro. Antes poderia perguntar como ela é. Ela bem grosseira me disse (ao me ver com uma agenda na mão e via que eu anotava tudo na agenda durante a consulta) : Anota aí na sua agendinha e foi me dando a opinião dela.
Falei olha Dra o que ela precisa de tempos em tempos é apenas saber como está o fundo de olho dela, como está o grau. Nada demais linda! Claro que ela dificulta um pouco, é só levantar a pálpebra dela. Eu pago convênio todo mês, e parece que você está me fazendo um favor? Mas tudo bem, não quero mais saber, nem vou reclamar na administração do hospital por entender que você não está acostumada com essa situação. Mas poderia falar pra mim que não era capaz que pouparia meu tempo e o seu. Muito obrigada!
E fui embora. Pesquisei um outro local especializado, que não tivesse um monte de médicos de outras áreas junto. E consegui em uma clínica que era credenciada com o convênio. Foi a melhor coisa que fiz! 
Adriana 13/05/2012

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