25 de maio de 2014

“Ser mãe, independente de qualquer coisa é crescer junto com seu filho.”

A Jaqueline desde que nasceu tinha muito refluxo. Eu sofria muito porque a alegria de toda mãe é ver seu filho se alimentar bem. Sentia-me frustrada, impotente porque eu sentia a dor que ela sentia. O tempo passou, e ela melhorou. Foram tantos anos com vômitos, que ela automaticamente se percebe algo em sua boca que não tem capacidade ela tranca a boca. É uma defesa, onde ela limita entendendo: Opa, isso eu não consigo! Ou isso eu não gosto, e não quero. Devido a sua alteração na taxa de colesterol (que não é alta, mas requer cuidados e controle com exames), ela não come algumas coisas. E mesmo se pudesse, ela desde bebê gosta de tudo que saudável. Sempre me preocupo com os nutrientes dos alimentos, respeito alguns gostos dela. Como o histórico dela é diferente há alimentos que ela sequer sabe o sabor e alguns ela rejeitou mesmo. O resultado que comprova que ela come bem o que precisa são a saúde, seus exames.



Algumas possuem traumas. Ela tem fixo na cabeça a sensação de que vai vomitar. Ela é toda delicada, dengosa, respeito muito, mas coloco limites também. Tem uma personalidade forte que sei distinguir, e como ela tem uma rotina alimentar eu não forço. Não vou espancar minha filha pra comer algo que ela não quer. Procuro oferecer da forma que ela pode certos alimentos, e pra aproveitar ao máximo algumas frutas, por exemplo, faço sucos, vitaminas, sempre estou inventando na cozinha.



Em momentos sou questionada: Porque você não dá isso pra ela? Alguns até acham que o desenvolvimento alimentar dela poderia ser maior se eu insistisse mais. O fato é que ela não aprecia certas coisas que crianças da idade dela adoram: Pão, fast food, refrigerantes e doces. Normalmente as pessoas atribuem que o filho come bem quando ele come de tudo até pedra como dizem. Eu não acho isso. Uma pessoa bem alimentada é uma pessoa saudável, e alguns a vendo magrinha acham que ela não come. Ela tem uma saúde de ferro, e é magrinha, mas forte em todos os sentidos. Tem força corporal e força interna.



Não me preocupo com o que as pessoas acham, pensam a respeito. Eu sei o que passei junto com ela até aqui. Todo mundo é bom pra opinar, mas pra cuidar da própria vida, ou ajudar-nos, essas não são capazes. Também não ligo, porque tudo que faço à minha filha faço com imenso amor. Respeito e ouço algumas coisas, porque muitas dicas me foram importantíssimas. Não acho que sei mais, e nem menos. Eu faço o que sei e posso, e hoje não me cobro mais por isso. “Ser mãe independente de qualquer coisa é crescer junto com seu filho.”
  Adriana - 03/06/2013

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