15 de maio de 2014

Os rótulos que as pessoas dão às outras.

Essa semana, enquanto eu aguardava uma consulta médica minha, ao falar da minha filha uma senhora vira e diz: Ela tem defeito né? Falei que não. (Pensei comigo mesma: Quem tem defeito é mercadoria, e a minha filha é gente!). Ai que vontade de ter dito aquilo! Depois me culpei em falar pra qualquer um sobre ela. Eu deveria ter ficado calada! Mas me vi na mesma situação em que sempre as pessoas falam o que pensam, ou sequer pensam, elas falam o que nem sabem, por desconhecimento, ignorância mesmo. Dá raiva desse tipo de atitude, então encurtei o assunto com a senhora pensando comigo mesma que não tenho que dar satisfações de nada, e que se as pessoas não querem entender as coisas é de responsabilidade delas. Mas sempre me defendo corrigindo.

Sempre somos abordadas, mães da mesma forma. Falam que temos uma missão, como se isso fosse algo do outro mundo, nos colocando em patamares de coitadas e de supermulheres. Não somos nenhuma das duas. Somos mulheres e mães. Não acho nada de extraordinário nisso, apenas o que é extraordinário é o amor. O que minha filha é? Uma pessoa. Minha filha. Apenas isso. As pessoas olham muito para o rotulo, não importa pra elas se somos pessoas com sentimentos, e sim julgam pelo que veem e acham erroneamente. Não somos melhores nem piores que ninguém. Apenas vivemos com amor. Tão simples!
Adriana  17/11/2012

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