26 de maio de 2014

O que é ser um profissional de verdade.

Desde que a minha filha nasceu deparei-me com vários profissionais. Apesar de nova sempre os escutei bem, e sempre tive em mente que deveria fazer o que era melhor pra ela em primeiro lugar. Independente se era ou não um bom profissional. Sempre me propus a dialogar com estes, e chegando algumas vezes em conclusões que eles acabavam percebendo que por mais que eles estudassem, e que eu respeitasse isso, eu era a mãe, e conviviam 24 horas com a minha filha.

Na minha humilde opinião, hoje com um olhar mais crítico, maduro e consciente das coisas, profissional bom é aquele que ouve o que uma mãe diz. Ele pode até não concordar, porque nós mães envolvemos nossos filhos no nosso mundo, sempre somos meio “Alice no País das Maravilhas”, mas se tem uma coisa que olho é pra realidade. E devemos olhar! Assim tudo fica mais fácil. Ao mesmo tempo não aceito de forma alguma pessimismo. Eu sei que diante de algumas situações temos que pensar nos prós e contras. Mas temos que tentar ao menos equilibrar nossas emoções.

Sempre fui muito forte. Vi minha filha passar por procedimentos e situações difíceis, mas nunca me desesperei. Mantive-me forte, porque apesar de parecer frágil, e ela chorar, ela sempre supera tudo. Então, tenho um exemplo maravilhoso a seguir. Ou quem sabe, temos isso uma da outra? Não sei. Há coisas que só nosso querido Deus pode explicar. Por isso sempre tento ser uma pessoa melhor.

Falando ainda das áreas profissionais em que encaro, já passei por diversas situações. Recentemente ouvi coisas que não são verdade. Vi claramente o despreparo. E vi que uma faculdade, ou uma especialização não quer dizer nada. Eu não sou formada em nada, mas tenho muita maturidade e observação das coisas. Minha filha tem 13 anos, então tenho mais experiência em conhecê-la do que uma impressão errada de uma pessoa. Muitas pessoas eram tão boas no que faziam, sobretudo com tanto amor, que em pouco tempo captavam a “essência” da Jaqueline. Acho também que minha filha sente e percebe as coisas por isso quando ela se identifica tudo é recíproco.

Profissional bom pra mim é aquele que se preocupa se o outro evolui. Se ele percebe que não, e muitos não se ajudam mesmo, ainda assim ele vai se propor a ajudar. Se não o fizer, é apenas mais um que se formou e trabalha apenas pra receber seu dinheiro no final do mês. E só! Friamente é isso! Acho que até é preciso olhar pra si e se adequar às pessoas no qual estas recorrem a sua ajuda. Acho que é válido um ajuste.

Não me importo o que as pessoas achem que a Jaqueline não faça as coisas. Ela é muito de lua, se solta, se prende. Fala. Não fala. Algumas acham que ela não fala. Enfim, eu sei o que ela faz ou não. Nós, mães especiais, temos um extinto de querer provar que nossos filhos fazem as coisas a todo o momento. Se me perguntam eu falo, conto as coisas que ela faz. Mas hoje não me preocupo mais em mostrar o que já sei. E isso que importa! A minha filha é muito cismada, e se ela gosta ela gosta. Se não gosta, não adianta! Respeito porque é a personalidade dela. Não vou forçar ela fazer as coisas só pra provar as coisas aos outros. Ela faz se quer. É claro que dou limites, explico e ela entende tudo. Tem hora pra tudo. Isso ela respeita em mim. Até minhas broncas. Porque ela sabe o quanto a amo, e o amor dela é imenso. Ela sabe até manipular, e sabe que comigo isso não funciona.

As pessoas se importam muito com tanta coisa, e esquecem-se de se importar se elas são felizes. Esquece-se de olhar o sorriso dela, e a felicidade que nela há. As que percebem e tem o privilégio de tirar dela uma lição linda de vida, com certeza serão pessoas melhores. Geralmente as pessoas olham para o estado físico. E acho que essas são as verdadeiras pessoas com deficiência. As pessoas que precisam se ajustar, não ela. Nem eu!

Então, hoje não fico triste. Fico indignada quando me deparo com uma visão errônea de pessoas inclusive que não deveriam olhar dessa forma porque estão lidando o tempo todo com essas pessoas como a Jaque. Acho que precisaria se reciclar, abrir mais a mente pra tentar entender porque não recebe a opinião positiva dela. Muitas vezes não há explicação quando não vamos com a cara de uma pessoa. Ou ela não nos toca. Se um profissional só enfatiza os outros porque estes gostam das coisas que são de seu interesse, aí sim a coisa é grave. Ninguém é obrigado a, por exemplo, gostar do mesmo estilo musical que este ninguém é obrigado a gostar de uma coisa que não gosta. E ninguém deve ser tachado de insuficiente por causa disso.

Sabemos nossos erros e acertos, mas cada um sabe o que passa. Um profissional que menospreza uma pessoa o colocando em uma situação inferior, é o pior tipo de profissional que existe, pois nele não existe a possibilidade de rever-se, ajustar-se, mudar a conduta e quem sabe virar o jogo. Sua única preocupação é a sua teoria. Nele não existe a humildade e sim a prepotência de que ele sabe mais, e que: - Então tá né, seu filho é um coitado! Até no olhar percebemos isso. Mas mal sabem essas pessoas que perdem uma grande oportunidade de evoluir, de vincular e de até melhorar com essas pessoas. Por isso, como eu não sou boba, eu não respeito esse tipo de pessoa e meu conceito é abaixo de zero, assim como é a temperatura da sua frieza.

Sou aberta a todo tipo de conversa, sempre avalio, ouço e falo. Não desmereço ninguém só porque sou mãe, não acho que sei tudo, nem que sei mais do que ninguém. Apenas acho que quando uma pessoa se acha demais, ela desmerece tudo que aprendeu. No fim, não aprendeu nada. Ser profissional requer humildade e proposta de melhoria a quem lhe recorre. E quem acha que sou bobinha, eu não sou. Tanto que tenho os resultados positivos em tudo que faço porque sou uma pessoa que vou lá e faço as coisas. Então eu acho que em tudo que fazemos temos que fazer com amor. Quando não há preocupação com os outros, a pessoa desmerece tudo que aprendeu. Então ela não pratica nada em sua essência, e sim apenas uma máquina programada pra isso. Sem sentimento. Sem paixão. Sem compaixão. Sem carregar em seu currículo coisas maravilhosas. O tempo passa. As pessoas podem ter tantos anos de profissão, mas nunca terá maravilhosos anos de profissionalismo. Pois este é comprometimento, é troca.

Adriana  –28-06-2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário