7 de maio de 2014

Atendimento Prioritário e treinamento para esse atendimento.

Se percorrermos alguns locais veremos dois opostos: Os que são locais modelos. E os que não cumprem a lei como deve ser feita. Alguns locais como Hospitais, mantém as suas próprias regras. Sejam elas senhas, ordem de chegada. Não é porque sei que a minha filha tem direito à esse atendimento que chegarei atrasada. Sempre cumpro minha obrigação, independente do local atender na frente ou não. Infelizmente em alguns locais temos que lembrar que cadeirante tem atendimento prioritário. Em alguns casos, nos sentimos humilhados, e temos a ouvidoria como recurso.  Quando é preciso, eu recorro à um órgão superior que administre esse local.

Alguns setores de um Hospital possuem contrastes grandes. Um que estou acostumada à ir desde que a minha filha nasceu nasceu, mudou muita coisa por lá. O atendimento no guichê do SAME (Serviço de Atendimento Médico) que é responsável pelo agendamento das consultas, ao chegar uma pessoa como a minha filha, chamam imediatamente sem que seja preciso entrar na fila. Nesse mesmo local, o atendimento médico é feito por ordem de chegada e de acordo com o médico. Exemplo: Na área de Endocrinologia, existem 4 salas ou mais, e cada uma possui um médico. Cada médico tem um grupo de pacientes que atende. Muitas vezes a demora é mais por desorganização, por não terem o prontuário em mãos, e por quererem agilizar o atendimento pois o número de pacientes é muito, atendem 2 pacientes em uma mesma sala, com dois médicos diferentes.


Desde que comecei, vi muita melhora. Antes, saíamos depois do almoço do médico.
Tem um setor em especial que achei perfeito (Radiologia). O atendimento é humano, prioritário de fato e a espera é pouca, geralmente são rápidos.
Em outro setor,  que a tendem pessoas na mesma condição, a diretoria do hospital tirou o atendimento prioritário, e sendo assim quando temos que remarcar retorno por exemplo, temos que pegar uma senha.  Como esses retornos não são mais tão frequentes, quando mudam alguma coisa não sabemos. Uma pessoa me orientou ir procurar uma pessoa que ficava na porta pra me atenderem. Fui recebida grosseiramente, que a diretoria do hospital havia mudado as regras. Falei que eu não sabia, e que no balcão da recepção haviam me orientado procura-la. Ela disse que não, que eu pegasse essa senha e aguardasse. Assim fiz, e estranhei porque sempre foi essa pessoa que nos auxiliou. Mediante a isso encaminhei uma reclamação ao setor responsável.


Muitas vezes falta preparo dos funcionários. Falta a ação humanitária. Na maioria das vezes que recorri à médicos de convênio, e pagamos todo mês pra quê? Não é o melhor local mas em uma emergência poderia servir pra isso. Eles nos dão uma senha, e ficamos lá, a mercê de tantas coisas, que nos sentimos idiotas.


Por isso acho importante que as pessoas não aceitem passar por situações humilhantes. Seja pelo SUS seja pelo convênio, respeito é bom e todo mundo gosta. Que essas pessoas que nos atendem expliquem-se melhor, e que nós tenhamos nossa melhor aliada que é o diálogo.

Adriana Silva (17/06/2012)

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