31 de maio de 2014

Cabe a cada mãe olhar a felicidade do seu filho e se espelhar nela!

Muitas mães ficam fechadas em seu mundo, em um momento de luto e dor. É difícil encarar a realidade de ser mãe. Pois ser mãe é se confrontar diariamente com situações de impotência, de fracassos, de cansaço. E ninguém é de ferro não é mesmo?
Só que não adianta reclamar. Não adianta essa piedade de si, não resolve nada. O que resolve é ser feliz. É possível ser muito feliz mesmo se faltam coisas que queríamos, idealizávamos. As pessoas acham que felicidade é uma coisa definida, bonitinha, com roteiro. E não é.
A felicidade está dentro de cada um de nós e cabe a nós a pegarmos o que temos, fazer o que podemos e sorrir todos os dias. Seguindo o exemplo dos nossos filhos.
Eu acho que muitas pessoas ainda não conseguem fazer isso porque não olham para a mensagem diária e preciosa que seu filho dá constantemente.

(Adriana - 03/12/2013) 

30 de maio de 2014

Acessibilidade um Direito de Todos. Melhoramento do atendimento ao Deficiente Físico.

Todas as pessoas tem o direito de ir e vir. Principalmente as pessoas com comprometimento motor, e esses não podem ser privados de todas as vivências.
Seria maravilhoso se todos os lugares se adequassem corretamente à essas pessoas. E mais importante do que isso, é de fato respeitar os DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA.

Diante de tantas falhas, a cada dia constato que a maior deficiência são as pessoas. Porque elas não fazem a mínima questão de melhorar a vida do outro, porque não vivem o problema.
Alguns locais preocupados de fato com esse respeito mais do que dizer que fazem isso precisam prestar muito atenção uma vez em que as pessoas não respeitam esse cidadão.

Sejam em vagas especiais, acentos, filas, e atendimento. Pessoas com Deficiência são pessoas como outra qualquer, apenas com dificuldades maiores e realidades e rotinas diferentes. Mas também são consumidores em potencial, frequentadores de ambientes, e praticantes de alguma atividade que o inclua de fato na sociedade.
Portanto, não adianta falar em ACESSO devemos pensar que ele deva ser real.
As pessoas devem respeitar, e não havendo esse respeito, é preciso conscientizar e cobrar pra que faça, senão o lugar é acessível apenas na teoria e não na prática.
Cabe a nós cobrar melhoramento em setores no qual transitam essas pessoas e sugerir ideias e mudanças.

Enquanto isso há muito o que se mudar nesse País, e me pergunto será que isso um dia vai mudar. Acho que culturalmente as pessoas esqueceram a gentileza e quando temos atos assim, ficamos surpreendidos.
Talvez porque as pessoas apenas olhem pro próprio umbigo. Mas não podemos nos conformar nem acomodar.

Pra mudar é preciso se colocar no lugar do outro, de como gostaria de ser tratado, o que faria pra ajudar ou melhorar e fiscalizar se ele está tendo o direito de ir e vir na prática. É preciso olho no olho, e não fingir que não vê essas pessoas tratando de igual pra igual. É preciso se adequar à essas pessoas, melhorar e capacitar as pessoas pra que atendam as pessoas com deficiência com respeito e dignidade.

O que desmotiva uma pessoa não é a condição dela e sim a falta de condição de prosseguir a sua vida de uma maneira ativa.

(Adriana  -23/10/2013)

29 de maio de 2014

Valores

Antigamente, os valores eram outros. A educação era outra. Os filhos obedeciam a seus pais, e de fato os respeitavam. Hoje quem manda é os filhos.
Outro dia, estava eu conversando com uma pessoa que dizia não entender porque o filho estava rebelde. Porque tinha feito isso ou aquilo. - Ele tem tudo!
Eu disse: Aí que tá. Ele tem tudo. Tem tudo fácil. Não luta pra ter as coisas.
É claro que mesmo pessoas que tem as coisas com muito sacrifício, mesmo assim não dão valor. Mesmo sendo bem criadas, isso não é salvação para nada, nem para ele, pois acredito que as pessoas também usam tudo como desculpa pra ser o aquilo que tem responsabilidade e isso não é culpa de ninguém.

(Adriana  - 17.09.2013)

28 de maio de 2014

A Ignorância das Pessoas

Outro dia, estava andando com a minha filha. De repente, uma mãe olhou pro filho dela e o abraçou forte e disse: Ainda bem que meus filhos são saudáveis.
Olhei pra ela com dó, e pensei: Ainda bem que eu não penso como ela!
Mal sabem as pessoas tudo que já passamos. Como damos valor a cada sorriso da Jaqueline, o quanto ela é amorosa, grata, feliz e amada. E que para um pai e uma mãe como nós isso não é nada. As pessoas que acham difícil demais, porque são tão egoístas que não se imaginam por um segundo no nosso lugar!
O que prevalece é a forma respeitosa e natural que lidamos com a nossa filha, e as pessoas que nos gostam de verdade, nos respeitam, e nos olham com admiração e carinho.
Algumas pessoas tem muito o que aprender ainda! Tenho muito orgulho da minha filha. Tenho dó de quem não sabe amar de verdade.

(Adriana  - 16.09.2013)

27 de maio de 2014

O que esperamos dos nossos filhos?

Todos nós sabemos as limitações dos nossos filhos e seus potenciais. Queremos que eles façam isso ou aquilo e muitas vezes esperamos demais.

Eu já passei dessa fase há muito tempo. Porque aprendi a olhar para trás e ver tudo o que já passamos e quanta coisa minha filha já passou. E também, não é por ela estar bem que não cobro dela algumas coisas, e outras respeito muito. Mas o que será o que esperamos dos nossos filhos? Será que somos coerentes? Será que somos realistas? Será que perseveramos e fazemos nossa parte?. E a pergunta mais importante: O que nossos filhos esperam de nós?

Eles podem não verbalizar, mas podem demonstrar de alguma forma o que anda faltando. Será que temos consciência de que não podemos ser e fazer tudo e nem tudo está ao nosso alcance? E nem ao alcance de ninguém. O tempo é a melhor resposta pra nós mães, pais, familiares. Alguns mais ansiosos, assim como eu fui. De me cobrar demais, de exigir em mim uma perfeição de que não existe.

O bom é ouvir. Opiniões, orientações, intuições. Conversar, expor, propor, o melhor para seu filho sempre. Não pensando no que é melhor para você, e esperando algo. Claro que é ótimo ser otimista, ter fé, cobrar coisas para os filhos crescerem. Mas se isso for uma “neura” isso empata seu desenvolvimento e autoconfiança. O que sem sombra de dúvidas os filhos esperam dos pais é amor e respeito. E o que esperamos dos nossos filhos pode ser mudado com o tempo. Cabe a nós tentarmos distinguir: Meu filho não faz porque não consegue, ou tem algo por trás desse comportamento? E como descobrir isso? Por isso ouvir é sempre muito importante. Ajuda profissional, e analisar com seus próprios olhos. Por mais atentos que sejamos muitas vezes não percebemos sinais, que posteriormente entendemos com mais clareza. Não conseguiremos carregar o mundo nas costas nem dominar a situação sempre. E aceitando isso, essa calma, essa segurança que passaremos a eles, terá reflexo direto na situação. Se a situação sai do controle, temos que aprender pedir ajuda e ouvir outras opiniões. Pois muitas vezes, temos um bloqueio do “achar” e não do” Ser” o que realmente é.

Temos que aceitar, e a partir daí conviver com suas limitações e conduzir nossos filhos e realizar tudo da maneira que lhes forem permitidos. Fazer junto, com eles e para eles. Não privar de nada. Mostrar que o mundo é de todos. Se lutamos contra o preconceito isso deve partir de nós. Se achamos que nossos filhos têm direito de ir e vir, de viver todas as coisas e nós devemos ajuda-los. Não por obrigação e nem de qualquer jeito. E sim com amor. Viver intensamente o fato, descobrir neles possibilidades novas, experiências, e convivências maravilhosas por mais corrido que seja o dia. Isso vai criar um vínculo maior e nos fazer maiores conhecedores do que de fato temos nas mãos.

Muitos pais não sabem. Porque não realizam. Ou não prestam atenção. Seja qual for o quadro do seu filho, realize! É assim que nos igualamos com nossos filhos mostrando que as limitações existem sim, mas são nossas em conjunto e temos como superá-las e não é por causa delas que não vamos sorrir brincar, cantar, falar, ouvir.

“Não espere demais do seu filho. Nem de menos. Equilibre suas emoções e expectativas. Encare seu filho como um ser humano que tem suas dificuldades e suas enormes qualidades. O modo que você o enxerga faz toda a diferença. E com certeza as coisas ficam mais fáceis a partir de um pensamento deste. Não se importe com as comparações, olhares, perguntas, ignorância das pessoas. Por mais difícil que seja você é a extensão do seu filho e ele a sua.”

(Adriana - 15.08.2013)

26 de maio de 2014

O que é ser um profissional de verdade.

Desde que a minha filha nasceu deparei-me com vários profissionais. Apesar de nova sempre os escutei bem, e sempre tive em mente que deveria fazer o que era melhor pra ela em primeiro lugar. Independente se era ou não um bom profissional. Sempre me propus a dialogar com estes, e chegando algumas vezes em conclusões que eles acabavam percebendo que por mais que eles estudassem, e que eu respeitasse isso, eu era a mãe, e conviviam 24 horas com a minha filha.

Na minha humilde opinião, hoje com um olhar mais crítico, maduro e consciente das coisas, profissional bom é aquele que ouve o que uma mãe diz. Ele pode até não concordar, porque nós mães envolvemos nossos filhos no nosso mundo, sempre somos meio “Alice no País das Maravilhas”, mas se tem uma coisa que olho é pra realidade. E devemos olhar! Assim tudo fica mais fácil. Ao mesmo tempo não aceito de forma alguma pessimismo. Eu sei que diante de algumas situações temos que pensar nos prós e contras. Mas temos que tentar ao menos equilibrar nossas emoções.

Sempre fui muito forte. Vi minha filha passar por procedimentos e situações difíceis, mas nunca me desesperei. Mantive-me forte, porque apesar de parecer frágil, e ela chorar, ela sempre supera tudo. Então, tenho um exemplo maravilhoso a seguir. Ou quem sabe, temos isso uma da outra? Não sei. Há coisas que só nosso querido Deus pode explicar. Por isso sempre tento ser uma pessoa melhor.

Falando ainda das áreas profissionais em que encaro, já passei por diversas situações. Recentemente ouvi coisas que não são verdade. Vi claramente o despreparo. E vi que uma faculdade, ou uma especialização não quer dizer nada. Eu não sou formada em nada, mas tenho muita maturidade e observação das coisas. Minha filha tem 13 anos, então tenho mais experiência em conhecê-la do que uma impressão errada de uma pessoa. Muitas pessoas eram tão boas no que faziam, sobretudo com tanto amor, que em pouco tempo captavam a “essência” da Jaqueline. Acho também que minha filha sente e percebe as coisas por isso quando ela se identifica tudo é recíproco.

Profissional bom pra mim é aquele que se preocupa se o outro evolui. Se ele percebe que não, e muitos não se ajudam mesmo, ainda assim ele vai se propor a ajudar. Se não o fizer, é apenas mais um que se formou e trabalha apenas pra receber seu dinheiro no final do mês. E só! Friamente é isso! Acho que até é preciso olhar pra si e se adequar às pessoas no qual estas recorrem a sua ajuda. Acho que é válido um ajuste.

Não me importo o que as pessoas achem que a Jaqueline não faça as coisas. Ela é muito de lua, se solta, se prende. Fala. Não fala. Algumas acham que ela não fala. Enfim, eu sei o que ela faz ou não. Nós, mães especiais, temos um extinto de querer provar que nossos filhos fazem as coisas a todo o momento. Se me perguntam eu falo, conto as coisas que ela faz. Mas hoje não me preocupo mais em mostrar o que já sei. E isso que importa! A minha filha é muito cismada, e se ela gosta ela gosta. Se não gosta, não adianta! Respeito porque é a personalidade dela. Não vou forçar ela fazer as coisas só pra provar as coisas aos outros. Ela faz se quer. É claro que dou limites, explico e ela entende tudo. Tem hora pra tudo. Isso ela respeita em mim. Até minhas broncas. Porque ela sabe o quanto a amo, e o amor dela é imenso. Ela sabe até manipular, e sabe que comigo isso não funciona.

As pessoas se importam muito com tanta coisa, e esquecem-se de se importar se elas são felizes. Esquece-se de olhar o sorriso dela, e a felicidade que nela há. As que percebem e tem o privilégio de tirar dela uma lição linda de vida, com certeza serão pessoas melhores. Geralmente as pessoas olham para o estado físico. E acho que essas são as verdadeiras pessoas com deficiência. As pessoas que precisam se ajustar, não ela. Nem eu!

Então, hoje não fico triste. Fico indignada quando me deparo com uma visão errônea de pessoas inclusive que não deveriam olhar dessa forma porque estão lidando o tempo todo com essas pessoas como a Jaque. Acho que precisaria se reciclar, abrir mais a mente pra tentar entender porque não recebe a opinião positiva dela. Muitas vezes não há explicação quando não vamos com a cara de uma pessoa. Ou ela não nos toca. Se um profissional só enfatiza os outros porque estes gostam das coisas que são de seu interesse, aí sim a coisa é grave. Ninguém é obrigado a, por exemplo, gostar do mesmo estilo musical que este ninguém é obrigado a gostar de uma coisa que não gosta. E ninguém deve ser tachado de insuficiente por causa disso.

Sabemos nossos erros e acertos, mas cada um sabe o que passa. Um profissional que menospreza uma pessoa o colocando em uma situação inferior, é o pior tipo de profissional que existe, pois nele não existe a possibilidade de rever-se, ajustar-se, mudar a conduta e quem sabe virar o jogo. Sua única preocupação é a sua teoria. Nele não existe a humildade e sim a prepotência de que ele sabe mais, e que: - Então tá né, seu filho é um coitado! Até no olhar percebemos isso. Mas mal sabem essas pessoas que perdem uma grande oportunidade de evoluir, de vincular e de até melhorar com essas pessoas. Por isso, como eu não sou boba, eu não respeito esse tipo de pessoa e meu conceito é abaixo de zero, assim como é a temperatura da sua frieza.

Sou aberta a todo tipo de conversa, sempre avalio, ouço e falo. Não desmereço ninguém só porque sou mãe, não acho que sei tudo, nem que sei mais do que ninguém. Apenas acho que quando uma pessoa se acha demais, ela desmerece tudo que aprendeu. No fim, não aprendeu nada. Ser profissional requer humildade e proposta de melhoria a quem lhe recorre. E quem acha que sou bobinha, eu não sou. Tanto que tenho os resultados positivos em tudo que faço porque sou uma pessoa que vou lá e faço as coisas. Então eu acho que em tudo que fazemos temos que fazer com amor. Quando não há preocupação com os outros, a pessoa desmerece tudo que aprendeu. Então ela não pratica nada em sua essência, e sim apenas uma máquina programada pra isso. Sem sentimento. Sem paixão. Sem compaixão. Sem carregar em seu currículo coisas maravilhosas. O tempo passa. As pessoas podem ter tantos anos de profissão, mas nunca terá maravilhosos anos de profissionalismo. Pois este é comprometimento, é troca.

Adriana  –28-06-2013

25 de maio de 2014

“Ser mãe, independente de qualquer coisa é crescer junto com seu filho.”

A Jaqueline desde que nasceu tinha muito refluxo. Eu sofria muito porque a alegria de toda mãe é ver seu filho se alimentar bem. Sentia-me frustrada, impotente porque eu sentia a dor que ela sentia. O tempo passou, e ela melhorou. Foram tantos anos com vômitos, que ela automaticamente se percebe algo em sua boca que não tem capacidade ela tranca a boca. É uma defesa, onde ela limita entendendo: Opa, isso eu não consigo! Ou isso eu não gosto, e não quero. Devido a sua alteração na taxa de colesterol (que não é alta, mas requer cuidados e controle com exames), ela não come algumas coisas. E mesmo se pudesse, ela desde bebê gosta de tudo que saudável. Sempre me preocupo com os nutrientes dos alimentos, respeito alguns gostos dela. Como o histórico dela é diferente há alimentos que ela sequer sabe o sabor e alguns ela rejeitou mesmo. O resultado que comprova que ela come bem o que precisa são a saúde, seus exames.



Algumas possuem traumas. Ela tem fixo na cabeça a sensação de que vai vomitar. Ela é toda delicada, dengosa, respeito muito, mas coloco limites também. Tem uma personalidade forte que sei distinguir, e como ela tem uma rotina alimentar eu não forço. Não vou espancar minha filha pra comer algo que ela não quer. Procuro oferecer da forma que ela pode certos alimentos, e pra aproveitar ao máximo algumas frutas, por exemplo, faço sucos, vitaminas, sempre estou inventando na cozinha.



Em momentos sou questionada: Porque você não dá isso pra ela? Alguns até acham que o desenvolvimento alimentar dela poderia ser maior se eu insistisse mais. O fato é que ela não aprecia certas coisas que crianças da idade dela adoram: Pão, fast food, refrigerantes e doces. Normalmente as pessoas atribuem que o filho come bem quando ele come de tudo até pedra como dizem. Eu não acho isso. Uma pessoa bem alimentada é uma pessoa saudável, e alguns a vendo magrinha acham que ela não come. Ela tem uma saúde de ferro, e é magrinha, mas forte em todos os sentidos. Tem força corporal e força interna.



Não me preocupo com o que as pessoas acham, pensam a respeito. Eu sei o que passei junto com ela até aqui. Todo mundo é bom pra opinar, mas pra cuidar da própria vida, ou ajudar-nos, essas não são capazes. Também não ligo, porque tudo que faço à minha filha faço com imenso amor. Respeito e ouço algumas coisas, porque muitas dicas me foram importantíssimas. Não acho que sei mais, e nem menos. Eu faço o que sei e posso, e hoje não me cobro mais por isso. “Ser mãe independente de qualquer coisa é crescer junto com seu filho.”
  Adriana - 03/06/2013

24 de maio de 2014

Fazendo a nossa parte, sem desespero.

Eu me pergunto quem, o que e quais coisas valem a pena. A minha vida é corrida. Mesmo assim, a gente se desgasta com pessoas, situações e coisas que não valem a pena. Tento ao máximo conciliar minha rotina de levar a Jaque em terapias, cuidar da casa, compromissos da escola, e minha rotina de cuidados comigo mesma como mulher para meu bem-estar. Confesso que gostaria de ser de ferro... Mas consigo. Hoje, não me cobro e como a minha dedicação é total a minha filha eu faço como dá, dividindo as tarefas pra cada dia. Nem sempre programo tudo, mas estabeleço o que é prioritário e o que pode esperar. Então, na próxima oportunidade faço. Sou perfeccionista, mas penso comigo que não tenho que ser perfeita. Então, o que me faz esquecer coisas que me chateiam é a minha rotina corrida, é me cuidar, e nem por isso negligencio nada. Acho importante e sempre fui uma pessoa vaidosa, e encaro isso como estar bem comigo mesma. Sendo assim, sou melhor a quem me rodeia.  Faço questão de cuidar da minha filha como gostaria de ser cuidada e ser dedicada em tudo que faço de modo que fique bem feito. Se for pra fazer de qualquer jeito nem faço.

Mesmo assim, acontecem coisas pequenas que fogem ao nosso controle. Ao invés de me culpar, eu procuro uma alternativa. Há algum tempo a jaque apresenta alguns quadros clínicos que se repetem e como fui orientada por uma pediatra, faço as coisas até melhorarem. Uma é a dermatite na cabeça, que forma umas casquinhas, e como fica em cima do bulbo capilar onde existem vários fios, quando essa casquinha está secando, ela coça e vira uma feridinha. Só que estas aumentam de tamanho, e parecem volumosas devido a esse bulbo. Cansada de passar a pomada sem sucesso, comecei a passar um Óleo que usei na cicatriz da cirurgia da Jaque. Melhora muito, e vai sarando aos poucos. A pomada resolveu numa situação anterior, mas agora irrita mais. Nem por isso foi afastada da hidro, porque não se trata de fungo e como não molha a cabeça não tem problema. Uso shampoo específico e melhora. Achei ser porque quando lavo o cabelinho dela e apesar de curto isso prejudicaria também e comecei usar secador nos dias fios.

Depois, voltou a assar partes do rosto dela. Devido a estarem nascendo 3 dentes durante a noite ela saliva muito e acaba dormindo com o rostinho em cima, então fica úmido e como a saliva é ácida queima. Então passo um creme manipulado durante o dia depois de lavar com sabonete infantil seco e passo. À noite passo outro e melhora. Ajeito a posição dela à noite vendo que ensopa e dorme em cima, troco de posição e mesmo assim acontece.

Quem vê acha que ela apanhou. Ou que não cuido. Eu não me culpo mais. Culparia-me se fosse negligente, e sempre passo as pessoas envolvidas com os cuidados dela na escola o que acontece. Mas há coisas que não adianta a gente querer controlar. Hoje quando fui dar banho nela, vi que ao lado da cirurgia tinha uma ferida, e que ela tinha pus. Antes de me desesperar observei bem. Acontece que ela depois que fez a cirurgia de coluna, ficou com a pele fina no local da cirurgia, e no meio das costas devido ao curativo um pedacinho ficou fininho também, então qualquer atrito forma essa feridinha. Sempre passo o óleo, e seca. Observei novamente pra ver se de repente não era algum volume com u possível buraco e que saia fluído decorrente de algo interno. A gente sempre fica naquela né: Será? E ficamos preocupados. Mas cuidando, vi que não. Ufa! Não adianta se desesperar, a Jaque tem a pele sensível e tudo fica vermelho. As pessoas perguntam então qualquer coisa diferente eu aviso e sou avisada. A Jaque é toda delicadinha, dengosinha, mas é muito forte ao mesmo tempo. Eu faço a minha parte.

Adriana  21/05/2013

23 de maio de 2014

RESPOSTAS DE AMOR

Dias atrás uma senhora sentada ao meu lado me disse:
É uma missão, um peso né? (Me vendo dar um remédio pra Jaqueline)
(Confesso que quando escuto certas coisas me dá raiva).
Mas me surpreendi com o que falei. Esqueci a raiva e estufei meu peito de amor e disse:

-Peso? Talvez pra quem olhe, talvez algumas vezes tenha pesado sim, e muitas outras foi difícil. Mas o amor e a força que recebo são muito maiores. E missão? Não sei. Quem sabe é Deus.

- Sabe minha linda, não precisa ter pena da gente. (Porque o jeito de dó que ela nos olhava saltava-lhe os olhos). Acho que a missão que Deus dá pra nós é sermos felizes apesar de tudo que possamos passar. Talvez as pessoas lá fora se incomodem e achem difícil. Só nós sabemos o que já passamos. Quando Deus me deu a minha filha ele me permitiu devagarinho a me ver no espelho. A me valorizar e me amar. Se não tivesse, jamais faria! Ainda tenho muito que aprender. Mas hoje com certeza sou uma pessoa melhor. E ser feliz é aceitar tudo e sorrir.
A senhora levantou os óculos, pegou um lenço e enxugou as lágrimas.
E disse: Desculpe-me. Talvez não me expresse de uma maneira correta, mas você foi doce o suficiente pra me mostrar coisas que mudaram meu dia. Reclamamos demais né?

Eu disse: Não me ofendeu. Deus nos dá o poder de dizer o que está em nosso coração. E se a minha história mover algumas pessoas, ele mostrará a elas porque existimos. E assim cada um saberá o seu valor nessa vida.
Ela levantou-se deu um beijo na Jaque e disse: Vocês são iluminadas. Obrigada por existirem. Que Deus dê muita saúde pra você e sua mãezinha.
Ela surpreendentemente me abraçou e disse: Você é uma pessoa muito forte. Talvez não acredite nisso. Até quando cai é pra dar um passo muito maior do que pensa. E saiu. Vi que o rosto dela se transformou. Ela tinha um semblante até amargo. Vi alívio. E foi aí que me senti aliviada. Pensei comigo: Que bom que consegui cumprir a minha meta do dia. Que não foi planejada. Mas Deus me deu de presente. E eu soube aproveitar a chance!

Fiquei o dia todo pensando no poder que temos nas mãos e usamos de forma errada. Se eu tivesse sido grossa, e mesmo que essa senhora jamais entendesse minhas palavras eu não mostraria nada à ela.


"Tenho aprendido com os duros golpes da vida que o amor é uma força devastadora. Posso sofrer, posso chorar, posso não acreditar que tudo seja mais forte, mas com as minhas atitudes positivas, alegres e amorosas posso fazer a diferença em uma abordagem. Ela pode até ser ignorante, mas tenho certeza, eu fiz a minha parte. Sei que é difícil ter tolerância quando recebemos o contrário das pessoas. Mas se nos permitirmos pregar o amor em que tanto acreditamos, podemos sim pelo menos deixar nosso coração tranquilo. É claro que muitas vezes temos que brigar por nossos direitos, nos impor a gente arrogante. Mas podemos colocar sempre uma pitada generosa de amor. Posso não mudar muita gente, mas a mudança que eu quero pra mim começa em mim mesma!"

As pessoas podem ser totalmente sem amor. Mas se eu o tiver, ele me eleva!

(Adriana  - 01.05.2013)
 

22 de maio de 2014

Palavras Negativas.

O que as pessoas pensam à respeito dos nossos filhos já sabemos. Isso realmente pra mim não importa. Já vi pessoas assim como a minha filha com suas dificuldades, mas com tantos talentos, que senti vergonha de mim mesma! Sempre somos perseguidas pela sombra da nuvem da sociedade que olha dizendo: - Oh coitadinha! Incapaz!

O que acho, já falei aqui e acho que as pessoas estão cansadas de ler. O que me deixa perplexa é ouvir coisas negativas de pessoas que não deveriam. Não quero aqui relatar coisas particulares demais, mas a impressão que tive ao passar por uma situação na semana passada foi de total pessimismo. Sei exatamente que a minha filha tem limitações. Que ela não faz determinadas coisas. Mas me apego à coisas que ela faz. Não vou mentir eu gostaria que ela fizesse muitas coisas. Sempre a incentivo. Mas eu percebi que ela tem uma personalidade muito forte, e só quem tem muita intimidade com ela a ponto de ela sentir-se segura arranca dela situações que vivo passando com ela aqui em casa. Se falam: A Jaque não faz isso, não fala, e a pessoa acha isso, não acho que tenho obrigação de ter que provar que ela faça. Eu sei o que ela faz e não faz. E me surpreendo muito com algumas coisas de momento que ela faz. Então as palavras negativas – Ela é isso ou aquilo hoje não me afetam como antigamente à ponto de me fazer pensar que as pessoas estão certas e ela é isso e acabou. Eu fico sem saber definir o que penso e sinto.

O que posso dizer é que me apego muito no sentimento de ser felicidade que a minha filha tem da hora que acorda até a hora que vai dormir do amor incondicional que ela possui por seus pais, pela alegria de ver seus amigos e pessoas que cuidam dela, e ela sabe e sente a verdade das coisas. Muita coisa ela não responde por que há coisas que precisam ser ganhas com confiança e ter reciprocidade. Quem duvida da capacidade dela, recebe um recuo muito grande na questão sentimental. Mas a cada dia essa minha filha prova que apesar de acharem isso ou aquilo, de palavras negativas das pessoas serem pronunciadas a fim de baixar os ombros de seus pais, ela responde com um belo sorriso: Ei, eu sou feliz, não importa o que você ache de mim, aqui temos muito amor, obrigada!

Acho que limitações todos nós temos. Apesar de muitas pessoas apontarem negativamente algumas coisas. E incapaz é quem não acredita que pessoas como ela fazem a diferença. Muitos andam, e são incapazes. Incapazes de amar. Deficientes de amor e de felicidade! Acho que as pessoas de uma forma geral se apegam muito à aparência. Como se fosse a aparência física fosse garantia de felicidade ou infelicidade. Pobre de elas acharem isso! Pra mim, essas que pensam isso são as verdadeiras coitadinhas! Elas olham, mas não nos intimidam a fazer. Elas olham acusando: - Ei você não é nada! E rimos felizes dizendo: Nós podemos tudo!

Temos amor no coração, fé e alegria em nossos passos mesmo que sejam doloridos, porque viver é uma extraordinária benção. Viva mais. Julgue menos. Não aponte o dedo. Aplauda a vida e pare de condenar as pessoas!

(Adriana – 29/04/2013)
 
 

21 de maio de 2014

O que anda acontecendo com as pessoas?

Eu ia escrever sobre esse assunto e venho adiando devido à correria, e precisava parar para fazê-lo. Lendo um texto de uma mãe querida, me concentrei em escrever e sempre relato nossas vivências. Sempre que saímos volto com alguma experiência. O lugar preferido da Jaqueline é o Shopping, e todo sábado lá estamos nós. Um em especial a atrai e respeitamos. Ela fica encantada com as luzes, com o movimento, com as lojas. Gosta do trajeto, de ver as ruas, o acelerar dos carros, da música tocando e principalmente: Que seja à noite. Assim, ela observa melhor por incrível que pareça, pois na luz do dia ela não aproveita tanto por ter fotofobia (Sensibilidade à luz).

O que sempre se repete, é a falta de educação das pessoas. Nossa como pode? O que anda acontecendo com as pessoas? Aliás, nem acho que esteja acontecendo algo, acho que elas são assim mesmo. Estava eu em uma loja, vendo as coisas, passeando com a Jaque enquanto meu marido estava em outro local. O que se repetia era essa cena: Pessoas esbarrando na gente, o tempo todo, e a gente tendo que dar licença pra elas passarem. Oi? Eu tenho plena consciência de que não é porque ela é cadeirante que vou ser folgada e achar que todo mundo deva mudar. Mas espera aí: O que custa? É uma total falta de educação. Um caso em particular me deixou estarrecida.

Estávamos em um corredor, eu procuro sempre deixar um espaço livre porque ao contrário de algumas pessoas eu penso nelas. Uma senhora apareceu do nada, só faltou passar com a as roupas do cabide na cara da minha filha, ou empurrar a cadeira, e passou. Falei ei! Poderia ter dado a volta, mas a pressa da cidadã nos deixou invisíveis. Fiquei parada com um ponto de interrogação na cabeça. Existem algumas pessoas que sorriem, acham a Jaque bonitinha, que brincam com ela, que são educadas. Mas essas coisas que presenciamos é pra acabar!

Se eu fosse uma pessoa grossa, pegaria a tal mulher pelo colarinho e diria: Ei a senhora não está nos vendo não e daria uns belos sopapos. Mas como não sou disso, e não ia correr atrás dela, pois foi tudo muito rápido, deixei pra lá e fiquei chateada e saí da loja. Sentei em um banco querendo ir embora, e meu marido chegou. Ele vendo minha cara perguntou o que tinha ocorrido. Falei que era a falta de educação das pessoas. Eu não vou deixar de sair com a minha filha por causa disso. Por mais que haja informação as pessoas são mal educadas e pronto. E não mudam.

Conversamos a respeito. O que falamos foi mais ou menos assim: A vida nos ensinou coisas que essas pessoas jamais saberão. Estamos aqui sorrindo, e essas pessoas? O que elas aprendem quando veem a Jaque? Algumas nada. Outras refletem sobre a felicidade estar nas coisas mais simples, e do quanto ela é feliz não importa que esteja sentada. Valores são coisas que definem um caráter e caráter é algo que pessoa de valor tem. Será que um dia aprenderão? Não sei. O que sei é que ninguém sabe o dia de amanhã. Eu não sei o que anda acontecendo com as pessoas. E jamais quero me igualar a elas! Mas se eu puder dar um “beliscão” assim farei. Falta tempo? Pode ser, todo mundo vive correndo. Mas respeito não pode faltar. Se elas não tem, precisamos avisar. A diferença é que passamos por coisas sorrindo e algumas vivem de cara feia. Falta amor nesse mundo literalmente!



(Adriana  - 20/04/2013)

20 de maio de 2014

Crônica: Os exemplos é que mostram!

Tenho “tropeçado” constantemente em alguns pontos que gostaria de dividir com todos. Sabe aquela situação em que você precisa pedir desculpas a todo mundo por ter que pedir com licença, e que as pessoas por total falta de amor acham que é um incomodo, que nós que temos que dar espaço? Pois é, triste realidade. Até encontro pessoas que olham com amor, que estão dispostas a ajudar, mas poucas. A maioria da sociedade ignora, ou olha como se fosse um OVNI, mas eu não ligo. Eu até vejo sabe, algumas vezes me irrita. Mas é coisa do ser desumano mesmo.

Colidimos com força na falta de consideração. E nem por isso deixamos de ir e vir com a nossa filha. Afinal, as pessoas não respeitam o problema são delas, e estas precisam entender que dar licença não é obrigação deles e sim um direito de qualquer pessoa. As pessoas que não possuem um caso semelhante de um cadeirante, não sabem dessa realidade. Ao mesmo tempo há quem tenha e mesmo assim só olhe para o próprio umbigo. Há pessoas de todo tipo de toda educação e falta dela. Inclusive anda faltando caráter mesmo na sociedade anda faltando amor, solidariedade. Acho que ainda mais do que isso: Amor ao próximo. E eu pergunto: Que próximo? Se algumas pessoas acham que só existem elas, ou acham que o próximo é alguém que ande com as próprias pernas e não com uma cadeirinha empurrada pelo pai e mãe?

Então chego à conclusão que a sociedade hipócrita que se diz cordeiro e é lobo, que se diz amar Deus, não ama seu semelhante. O semelhante em questão pode estar sentado, mas é exatamente essa pessoa que ELE deixa pra dizer algo a você. Não importa a posição que estejamos para Deus somos todos iguais. Só que as atitudes para com nosso próximo são vistas por ELE. Chego à conclusão triste (para as pessoas) de que anda faltando mesmo é caráter.

Não adianta as pessoas falarem: - Sou um bom cidadão, não faço mal a ninguém. A vida são práticas diárias. Falar, todo mundo fala, mas agir é diferente. Muitas pessoas ainda não tem paz em sua vida porque a cabeça pensa coisas sujas o tempo inteiro. Quando poderiam pensar coisas boas, fazê-las. Acho que pessoas assim não são confiáveis.

Não importa quantas injustiças ou desrespeito passemos. Uma grande vantagem temos: Amor, sinceridade, bondade e não nos julgamos melhor do que ninguém. Apenas fazemos o melhor para alguém que no caso é nossa filha, não por obrigação e sim com muita alegria. Uma coisa que sempre vamos lutar de alguma forma é pra não deixar isso acontecer e sabemos que muitas nunca saberão o significado do amor e do respeito. Mas temos que dar a nossa voz, o nosso pronunciamento, mesmo que pareça algo muito sutil. O mundo está aí pra se viver!
Pra finalizar meu pensamento digo que meu texto é baseado em vivências com a sociedade, com outras pessoas. Se por um lado em nosso caminho aparecem pessoas maravilhosas, por outras pessoas que nos deixa indignados! Mas como somos justos, até nos posicionamos, mas sabemos que estes terão a resposta que merecem. Não generalizo, falo “algumas”. O mais importante é que se encontramos pessoas boas que no nosso cotidiano são importantes, essenciais, especiais, queridas, as que não, nos ensina a nunca ser como elas! Outra coisa é que o mais importante de tudo é que respeito, amor, consideração, preocupação e Deus existe dentro da nossa casa. Não sou exemplo de nada, mas uma coisa que sou é justa.

E quando não obtenho o mesmo das pessoas eu me pronuncio de alguma forma. Mas como dizem por aí, não se ensina algo a uma pessoa se ela não tem a capacidade de aprender, e isso se deve a vários fatores que aqui mencionei: caráter, respeito, consideração e amor ao seu semelhante. Só dá amor quem tem pra dar. E isso se percebe em atitudes. Mas sentimentos falsos não nos convence de forma alguma.

Parece que pelo fato de termos uma filha cadeirante, temos que viver pedindo desculpas ao mundo: - Me perdoe, preciso passar! – Me perdoe por atrapalhar seu caminho! – Me perdoe por cobrar algo que é direito dela.  –Me perdoe porque ela não anda e vocês andam! – Me perdoe porque eu e meu esposo somos as pernas dela!

Ah... E nos perdoe: - Somos felizes! Apesar de tudo que já passamos, somos agradecidos por viver! Por ter apenas uma vida mais corrida do que a sua, de ter mais responsabilidades, e ainda assim, não vermos nada demais, e olharmos normalmente para ela. Perdoe-nos por respeitá-la, amá-la e sermos muito amados também. Perdoe-nos: Por vocês que fazem essa cara feia e terem que suportar a nossa cara de felicidade! Um conselho: A felicidade depende daquilo do que não temos também!

Falar é fácil. Os exemplos é que mostram.

(Adriana 22/03/2013)

19 de maio de 2014

A falta de sensibilidade das Pessoas.

Sempre que vamos ao Shopping, volto com uma história pra vocês.
Mas achei muita cara de pau!
Uma senhora estava caminhando e assim que me viu sentada com a Jaque na praça de alimentação, estava dando algo pra Jaque comer, ela vem em minha direção.
A expressão e as palavras dela eram: Ai meu Deus do céu, que coisa (como se fosse a coisa mais anormal do mundo).
E ela fala: Ela teve paralisia foi?
Daí expliquei o que ela fazia.
Ela disse: E porque você não apressou o parto? Eu falei pra minha filha que está grávida que assim que sentisse dores corresse para o hospital pra não acontecer isso.
Virei educadamente pra senhora e disse:
Paralisia Cerebral é resultado de Anóxia durante ou pós-parto. Chamamos de falta de oxigênio. Meu parto foi normal, e vejo até crianças que nascem de cesariana terem isso, que o cordão umbilical enrola no pescoço e muitas não tem sequela alguma.
Ela me fez um monte de perguntas. Se falava etc. etc.
Falei à senhora: Ela é feliz!
Meu marido estava longe, se aproximou correndo, porque hoje em dia até senhoras são bandidas, e poderia querer nos roubar.
 A gente que carrega e eles que se incomodam? Ainda não aprendi ser mal educada, mas o que esse povo tem que achar nossos filhos uns E.T. S hein? Mas ela se tocou, e terminou com uma pérola.

- Melhoras pra ela viu!

Falei: Pra senhora também!

(Ah, melhoras pra ela mesma pensei comigo)

E nosso passeio continuou, mesmo sem eu acreditar em pessoas desse tipo, a jaque feliz pela nova mochila dela, pelos arquinhos que comprei... Coisas simples, mas que damos muito valor!

E a Jaque volta pra casa, querendo a mochila dela. De tanto ela querer essa mochila perto, deixei na cama dela, e ela espera eu sair e pegou e começou brincar. Tudo porque é colorida, tem a Hello Kit, e foi a mamãe que escolheu, (puxa saca!). Ela ama a escola, adora ver as coisinhas dela, a rotina, enfim... Quem é a infeliz da história hein?

As pessoas acham que somos infelizes, que é difícil demais, porque elas desconhecem o verdadeiro sentido da felicidade que é dar valor à vida, ao amor e ter muita fé em Deus! Somos abençoados graças a Deus.

O melhor retruque que podemos dar as pessoas é a nossa felicidade, amor. Isso elas nunca entenderão porque não tem, não sabem dar, nem receber. Há quem entenda, ache bonita a nossa forma de ser com ela. Eu não vou mentir, que quando ela saiu, abaixei a cabeça e meus olhos encheram de lágrimas. Mas depois eu levantei cabeça e disse pra mim mesma: eu não penso como essa senhora, já passamos muita coisa, e não somos coitadas, ela que se dane com esse jeito feio de pensar. E continuei brincando com a Jaque, rindo. Não passei por tanta coisa na minha vida pra me reduzir a pessoas como essa senhora de hoje. Sei que há muita ignorância por falta de tato, de conhecimento. Então minha missão é não deixar isso estragar meu dia, minha noite por mais que doa sim, que ter um filho “diferente" é dar a cara a tapa nesse mundo em que as pessoas olham dessa forma. Mas não estamos de luto, porque há muita vida, e essa é Deus que nos dá de presente e temos que fazer por merecer...
Temos que saber filtrar as pessoas mesmo, e sempre há as que se importam e as que vem futricar... Lidar com a burrice das pessoas não é fácil. Estamos em pleno 2013 3 temos que ficar nos justificando porque saímos com nossos filhos? Eu saio mesmo. Se essas pessoas não estão preparadas elas que não saiam de casa.
26/01/2013

18 de maio de 2014

Mãe tem que ser assexuada?

Muitas pessoas acham que as mães, ou de um cadeirante é assexuada. Que não pode manifestar seus desejos, seu lado mulher que é pecado. As pessoas acham que porque tem um filho que depende 100 % dela, que ela não tem direito de ter esse espaço que é dela. As pessoas julgam, é feio, é depravado. Algumas mulheres mostram que realmente se trancaram no mundo de apenas cuidar dos filhos, com aquela expressão de sofrimento. Eu jamais julgo, porque ao longo dos anos, percebo que cada uma tem suas histórias, dores, dificuldades. Muitas foram até abandonadas pelos pais dos seus filhos, porque eles não aguentariam ter que dividir uma mulher com o filho onde uma porcentagem muito pequena de atenção seria dada a ele, e ao fato de também não aceitarem esse “fracasso” assim como eles pensam.

O fato é que as pessoas julgam mesmo. São falsos moralistas, criticam o fato do outro ser feliz a sua maneira, de mostrar que vive. Mas somos mulheres. Temos instintos, temos hormônios, temos libido, temos vontades. E daí? Que mal há nisso? Isso é estar viva minha gente! Quem critica demais, condena é porque não vive. E muitas pessoas condenam porque são amargas. Não tenho culpa que as pessoas não são felizes e nem resolvidas. Eu estou viva. Portanto ser mulher cada uma é a sua maneira. Cada uma na sua.

Muitas se camuflam e se fecham com medo que a sociedade ache que por ela se cuidar ou mostrar ser mulher está negligenciando os cuidados com seu filho. Eu sempre fiz questão de ter cuidado comigo, por mais corrida que a minha vida seja, até porque sou um espelho pra minha filha. Ela adora me ver arrumada, perfumada, ela admira isso em mim, e nunca negligenciei os cuidados dela, de manter ela impecável. Acho que as pessoas tem uma mania feia de julgar, e isso é problema delas. O que mais percebo é que as pessoas admiram quando veem. Outras, por puro despeito, olham e dizem: Olha lá. O cotovelo é delas não é mesmo? Não estou nem aí, adoro ser mulher, adoro ser eu!

Acho que cada um tem que ser como acha que deve. Cada pessoa tem sua maneira de ser feliz. Eu acho que o mundo seria bem melhor se as pessoas olhassem mais pra si do que ficar pensando, cuidando, criticando e julgando a vida dos outros. Mas como eu disse isso é problema delas. Coisa de pessoas com mente limitada. Eu graças a Deus sempre me permiti crescer mentalmente.

Então vou terminar minha tese te dando a real: Mãe sente desejo, tem libido. Mãe é mulher e faz sexo. Mãe não é santa. Mãe não é assexuada (embora algumas prefiram e estejam assim por opção) e cada um é do jeito que é e pronto. Cada pessoa tem sua maneira de se sentir feliz, se sentir viva, e cabe as pessoas terem mais respeito por elas. Se não tiverem é porque realmente anda faltando alguma coisa em si mesmas.

Adriana  (28/12/2012)

17 de maio de 2014

RESPEITO QUE COMEÇA DENTRO DA GENTE!




 Fala-se muito da falta de respeito e de preconceito. Mas e o respeito a si próprio? É triste ver preconceito dentro da família, é horrível ver ainda a forma que algumas pessoas olham os seus. Como querer respeito das pessoas se isso não vem de si e nem para com as pessoas que diz que ama? Muito confuso e contraditório isso. É fácil amar o aparentemente “saudável”. Como questionar da sociedade uma coisa que deveria ser natural se as próprias pessoas de dentro olham para seu filho, ou um da família como “coitadinho”? 

O que quero dizer é que a vida não é cor-de-rosa, mas também não é essa coisa medonha que muitas pessoas imaginam. Falta as pessoas olharem para qualquer que seja os outros como Pessoas. Não mascaro as dificuldades da minha filha, mas também não olho como se fosse uma avalanche. Olho com realidade cada dificuldade e com entusiasmo cada evolução. Talvez nós mães, tenhamos uma mania de incansavelmente querer mostrar ao mundo a capacidade dos nossos filhos. Talvez ainda a nossa fé seja tão grande que muitas vezes vimos com otimismo demais algo tão pequeno, mas ao mesmo tempo tão significante para nossa vida.

Muitas vezes encaramos uma simples escada como uma montanha. Em outras, subimos com tanta desenvoltura que parecíamos flutuar. Por isso, mesmo que ainda inutilmente eu teime em falar para algumas pessoas sem coração nesse mundo: Não subestime o poder do amor! Não subestime a coragem, a força que Deus dá a uma mãe.

As pessoas me falam que fui escolhida por Deus. Eu falo que simplesmente sou mãe! Não acho que sou mais corajosa do que as outras, porque tenho minhas falhas, minhas fraquezas e as aceito, acho que fazem parte, erro, acerto como qualquer mãe. Talvez o que mude é o amor, é a visão perante a vida. Talvez o que mude é a rotina, é a responsabilidade. Apenas sou uma mãe apaixonada por sua filha, que faz de tudo para vê-la sorrir. Talvez mais do que as outras mães, e talvez muito mais do que algumas que sequer sabem o significado de ser mãe.

O que faço é olhar com respeito para minha filha. E olhar com respeito é observar como ela é enquanto pessoa. É olhar para sua personalidade. É olhar para seus gostos. Para seus pedidos. Para seus olhares, dando valor aos seus abraços e sentimentos. Talvez falte a algumas pessoas interpretarem isso em seus filhos. Às necessidades deles. Aos sonhos. As buscas. 

Quando o respeito parte de dentro, tudo muda. Pode ser que lá fora, as pessoas continuem insensíveis. Que não respeite de fato às outras. Que mesmo se questionarmos elas não mudarão. Mas quando muitas nos olharem e ver que existe respeito entre nós e, sobretudo amor, quem sabe elas olhem mais para si mesmas, e vejam em nós uma escola importante. Talvez nunca vejam. Talvez precisem passar pelas mesmas situações para entender. Talvez não aprendam nunca. O que vale, de verdade é esse respeito que carregamos aqui dentro.

Adriana  16/12/2012

16 de maio de 2014

O que esperar do ser humano?

Podemos esperar de um tudo do ser humano. Hoje à noite vi uma cena que não acreditei! Estava eu meu marido e a Jaque no mercado e constato a cada dia: Como o ser humano é podre!
Estávamos em um corredor, e uma senhora mesmo vendo a gente ali, com a Jaque teve a cara de pau de empurrar a cadeira da Jaque como se ela fosse uma coisa, pra ver determinada coisa na prateleira e pegar.
Não é melhor pedir licença? Meu marido olhou para a cara dela, mas a mulher era tão sem noção que ela sequer olhava pra nossa cara, e só se preocupava em olhar e pegar as coisas da prateleira.
As pessoas falam que são racionais, mas onde? Antes disso, eu estava com o carrinho, e achei que a pessoa ia me deixar passar. Que nada! A mesma mulher só faltou passar por cima de mim. Eu falei bem alto: Tá louco hein, que cambada de fdp de gente é essa? Olha lamentável. Meu marido ainda disse: Você é muito educada, você precisa pagar na mesma moeda, xingar, passar uma bronca bem alta, jogar o carrinho do supermercado em cima desses imbecis.
Olha não tenho paciência pra me estressar. Será que a gente precisa partir pra ignorância pras pessoas notarem a podridão que fazem?
Eu hein!

Adriana - 11/12/2012 

15 de maio de 2014

Os rótulos que as pessoas dão às outras.

Essa semana, enquanto eu aguardava uma consulta médica minha, ao falar da minha filha uma senhora vira e diz: Ela tem defeito né? Falei que não. (Pensei comigo mesma: Quem tem defeito é mercadoria, e a minha filha é gente!). Ai que vontade de ter dito aquilo! Depois me culpei em falar pra qualquer um sobre ela. Eu deveria ter ficado calada! Mas me vi na mesma situação em que sempre as pessoas falam o que pensam, ou sequer pensam, elas falam o que nem sabem, por desconhecimento, ignorância mesmo. Dá raiva desse tipo de atitude, então encurtei o assunto com a senhora pensando comigo mesma que não tenho que dar satisfações de nada, e que se as pessoas não querem entender as coisas é de responsabilidade delas. Mas sempre me defendo corrigindo.

Sempre somos abordadas, mães da mesma forma. Falam que temos uma missão, como se isso fosse algo do outro mundo, nos colocando em patamares de coitadas e de supermulheres. Não somos nenhuma das duas. Somos mulheres e mães. Não acho nada de extraordinário nisso, apenas o que é extraordinário é o amor. O que minha filha é? Uma pessoa. Minha filha. Apenas isso. As pessoas olham muito para o rotulo, não importa pra elas se somos pessoas com sentimentos, e sim julgam pelo que veem e acham erroneamente. Não somos melhores nem piores que ninguém. Apenas vivemos com amor. Tão simples!
Adriana  17/11/2012

14 de maio de 2014

Direitos Conquistados e Respeito


Algum tempo atrás entrei em contato com a Administração de um Shopping a respeito da ocupação indevida às mesas reservadas e a fiscalização deles.
Eles além da resposta via e-mail, me deram um retorno via telefone. E prometeram bolar junto à publicidade do local, uma sinalização diferente, maior do que a habitual, para que as pessoas se tentassem sentar, ou sentassem nessas mesas se sentissem mal. Ontem a praça de alimentação estava lotada, mas todas as mesas reservadas vazias.

Por isso que uma atitude nossa faz toda a diferença. A postura do estabelecimento aos cadeirantes é excelente por isso só vou nesse Shopping, que respeita os direitos de ir e vir dos cadeirantes, a começar pelas vagas no estacionamento que são fiscalizadas, e que o espaço para desembarque é o mais correto que já vi, além da rampa de acesso que nele há.

O que ainda infelizmente não conseguimos mudar é a atitude de algumas pessoas que ao entrarmos em lojas não respeitam a gente! Mas nada diferente ao restante do mundo, que está cada dia mais preocupado consigo mesmo.

Parabéns ao Shopping, e sempre aponto os erros e acertos!
Adriana 13/10/2012

13 de maio de 2014

Respeito aos Acessos Especiais


 Papel para colocar nos carros de quem estaciona na nossa vaga.
Vamos imprimir, deixar isso no nosso carro, pra utilizarmos quando esse desrespeito acontecer.
A atitude quem faz somos nós.Quem sabe com um movimento educativo as pessoas façam a sua parte: respeitem!
Nós mães, família de cadeirantes temos que fazer algo, já que ninguém que pode faz!

Adriana 09/10/2012

12 de maio de 2014

As piores Doenças.


Tenho constatado nas nossas dificuldades diárias as piores doenças dos seres humanos. Não me refiro às pessoas hospitalizadas, nem às Pessoas com Deficiência. Refiro-me às pessoas que se intitulam “Normais".

Não acho que a doença chamada Preconceito seja a pior deles. É claro que é muito feio. Mas existem duas coisas que em minha opinião são piores ainda: A FALTA DE RESPEITO E A FALTA DE AMOR.

O preconceito é uma versão do ignorante em algum assunto ou em todos. Ou ainda daquele que quer assim é, e não quer ou não aprendeu ser de outra forma. O preconceito é como uma doença. É algo semelhante à pessoa que possui a inveja. É essa pessoa que a possui, portanto o maior prejudicado na história.

É claro que essas pessoas prejudicam as outras. Mas em minha opinião, a falta de respeito e de amor ao próximo é algo que prejudica mais a vítima.

Quando falta respeito, quando falta amor, a pessoa não se coloca por um instante no lugar da pessoa que possui uma dificuldade. É claro, o problema não é dela, porque se preocupar?

Uma família que possui filhos que andam se por um momento imaginasse a seguinte situação: Os vizinhos sabem que um dos meus filhos é cadeirante e que preciso passar por determinado local, e o caminho nunca está livre. Qual a dificuldade que eu teria pra enfrentar isso? Ficaria calado diante disso?

Isso é falta de respeito e de amor! Porque respeito é se colocar no lugar do outro, e não fazer com ele o que não gostaria que fizesse com ele. E falta de amor, é a isenção de sentimento pela dificuldade do outro, é a indiferença. Amor e respeito andam juntos literalmente!

Nós pais de cadeirantes, enfrentamos todos os dias os descasos de pessoas que não estão nem aí. Até de pessoas que passam pelo mesmo problema, mas que acham que o seu é mais importante. Convivemos com o tapa na cara diário de ver vagas, mesas reservadas ocupadas por pessoas que não são deficientes, de acessos mais dificultosos. E quando andamos nos lugares, as pessoas acham que é um estorvo pra elas e que não deveríamos levar nossos filhos, pois “atrapalham" o caminho delas.

Vemos isso estampado nos rostos e olhares das pessoas. Eu não ligo. Convivo direto com a falta de educação das pessoas que só faltam passar por cima da gente, como fossemos nada!

Temos que falar sim: com licença né! Temos sim que ir reclamar.
Meu marido diz que não adianta fazer barraco. Sei que nossas atitudes podem não mudar a mentalidade de muitas pessoas, da falta de educação, de respeito e amor. Mas eu faço a minha parte cobrando e reclamando. Muitas das minhas iniciativas tiveram retornos positivos e melhoras em alguns locais.

O preconceito fere, mas fere mais quem sente porque se essa pessoa tem preconceito é porque tem algo mal resolvido consigo mesmo.
A falta de educação, de respeito e de amor, afeta todos ao redor, porque quem mais sofre é a vítima das ações dessas pessoas.

Então eu pergunto: O que fazer? Ensinar as pessoas se curarem dessas doenças e correr o risco de ouvir delas que não estão doentes, ou ensinar na marra o que é ter amor, o que é respeitar e o que é ser educado?

Vi vários relatos de mães que vão reclamar de irregularidades, que tiram foto, que colocam bilhetes nos carros agradecendo a falta de educação da pessoa por estacionar na vaga do filho, e se falta de educação era deficiência.

Acho que o mundo está cada vez pior. Existem pessoas solidárias, coerentes, mas as pessoas não passam pelas mesmas coisas que nós, portanto não estão nem aí, nós que nos preocupamos.

Eu sempre consigo dar a volta por cima, se tivermos que carregar a nossa filha na cabeça assim fará. Mas de uma forma tranquila ainda temos que avisar as pessoas que estão prejudicando nós em algo.

Não somos estorvos. Estorvos são pessoas sem educação. Isso sim. De amor, de respeito e educação, estamos bem servidos. E as pessoas? Onde será que andam usando essas palavras? Será que apenas em aparência, em palavras e zero em atitudes? Fica aqui a reflexão.

Adriana - 05/10/2012

11 de maio de 2014

Atendimento X Relações Pessoais

Semana passada e essa semana fiquei indignada: Pessoas que já atenderam a minha filha sequer olharam na nossa cara. Me diga, isso é ser profissional? Graças a Deus não são todos assim, mas acho que existem pessoas que estão na profissão errada. Não se trabalha mais por amor e sim por dinheiro. Para elas não somos pessoas, para elas nossos filhos são diagnósticos apenas, são mercadorias que manipulam pra estudar. O tempo vai dizer muita coisa. Não quer olhar não olha, mas também não vou mais cumprimentar. Não precisamos de esmolas. Se for pra vir com falsidade, cumprimentar por obrigação, melhor nem se aproximar. Por outro lado, poucos dos que se dizem profissionais até hoje mantemos contato. Vemos claramente quem trabalha com amor.  Jamais nós faríamos isso com as pessoas!

Adriana Silva (19/06/2012)

10 de maio de 2014

Situações que passamos

Eu tenho um jeito calmo de ser. Sempre converso o meu ponto de vista, sempre visando o que é melhor pra minha filha. Sempre ouço a opinião das pessoas e sempre proponho utilizarmos caminhos, e sendo mãe conhecedora da minha cria, dou um caminho possível e que justifique tal situação. Sempre há a palavra: vamos tentar? 
Já em muitos casos, dentro de hospital, e de tantos lugares nos quais já passei com a Jaqueline pra execução de terapias, encontrei todo tipo de pessoa que se possa imaginar. Algumas, acham porque estudaram sabem mais do que a mãe. Eu já contestei médico sem medo. Falei mesmo! Alguns querem dar uma solução prática mas não coerente. Muitas vezes concordamos em ser cobaias, mas hoje eu não admito mais. Uma coisa é ela necessitar de tal feito, outra é ser "utilizada" . Nem sempre vou pelo médico 100%. Respeito, mas quando não concordo eu falo! Já acatei em algumas situações a posição de um profissional e errei junto com ele. Mas quando eu percebi o que estava errado levei a essa pessoa. E fui mostrando que eu estava certa, e que juntos poderíamos pro bem dela melhorar algumas coisas.
Já cheguei discutir com uma médica muito renomada e respeitada, porém fria e profissional. Ela teimou comigo, sem ver o prontuário dela que ela não tinha feito tais exames. Falei que fez, e mesmo que tivesse o prontuário nas mãos, muitas vezes os médicos que atendem não examinam direito e vem falar de dados, resultados bem anteriores. Falo que não que o dado tá antigo. Do meu jeito claro, pois não sou grossa jamais! Ela me contestou várias vezes. Calmamente retirei a minha agenda e lá tinha nome do exame, data que fez, resultado. 
Ela? ficou super sem graça e brincou: Mãe igual você nunca vi! Que organizada! E respondi: por isso mesmo: se eu não tiver certeza de algo Dra eu vou examinar muito bem onde posso achar essas respostas, pois a Sra atende muitas pessoas e jamais se lembraria de quais exames ela fez. Assim como eu que já fiz tantos exames com ela, já rodei tanto não lembraria, por isso aprendi a não confiar na memória pois ela falha. Já no papel registrado a gente vai lá e consulta.
Tinha um aprendiz com ela que ficou impressionado com a minha agenda e disse que ela seria com certeza uma menção na reunião de pauta dos médicos. A minha agenda parece uma biblía, ela tem a vida toda da Jaque. Isso pra que eu não saia com um monte de exames na mão, e tenha onde recorrer caso esqueça algo, tanto eu como o médico.
Um médico do Canadá e me sugeriu ensinar isso a outras mães durante a espera das consultas nos corredores. Isso facilita muito a nossa vida. Durante a consulta anoto algumas coisas. 
Lembro- me de uma situação que levei a Jaqueline pra passar em consulta com Oftalmologista, pois 1 x ano a levava e na época a Jaque não era encaminhada pra triagem da escola que acho muito melhor porque a Apae encaminha e um médico que é acostumado a atender crianças especiais tem toda atenção pra fazer isso. Pois bem, a médica ficou apavorada! Ela dizia que não poderia dar com exatidão se a Jaque enxergava bem ou não porque ela não nomeava as coisas. Falei olha doutora, ela tem uma condição diferente, e a médica começou a demonstrar má vontade em pingar colírio pra dilatar a pupila, temendo que a Jaque pudesse ser agitada pois não a conhecia. E já foi falando que não garantia que ia conseguir. Falei a Jaque é calma, pode ficar tranquila, mas se você não quiser atender é só me falar que procuro outro. Antes poderia perguntar como ela é. Ela bem grosseira me disse (ao me ver com uma agenda na mão e via que eu anotava tudo na agenda durante a consulta) : Anota aí na sua agendinha e foi me dando a opinião dela.
Falei olha Dra o que ela precisa de tempos em tempos é apenas saber como está o fundo de olho dela, como está o grau. Nada demais linda! Claro que ela dificulta um pouco, é só levantar a pálpebra dela. Eu pago convênio todo mês, e parece que você está me fazendo um favor? Mas tudo bem, não quero mais saber, nem vou reclamar na administração do hospital por entender que você não está acostumada com essa situação. Mas poderia falar pra mim que não era capaz que pouparia meu tempo e o seu. Muito obrigada!
E fui embora. Pesquisei um outro local especializado, que não tivesse um monte de médicos de outras áreas junto. E consegui em uma clínica que era credenciada com o convênio. Foi a melhor coisa que fiz! 
Adriana 13/05/2012