25 de dezembro de 2014

O mínimo que fazemos por nossos filhos

Não podemos privar as vivências de nossos filhos. O que importa é o valor desse momento a ele. Se ele senta, não senta, faz ou não faz, isso é o de menos. Ajude-o. Ele sempre lembrará desse momento. Registre esses momentos: Uma ida ao shopping, ao parque, uma festa na escola, todos os acontecimentos de sua vida.

Esses momentos pra eles, serão inesquecíveis e felizes. E se é difícil, nem leve isso em conta, faça, porque depois no fim do dia a recompensa é ele sorrindo! São os registros nas nossas lembranças, que ninguém tira de nós. Apesar do cansaço, foi algo gratificante. E ao mesmo tempo teremos coisas a contar sobre aprendizados, erros, acertos, convívio com a sociedade. 
E as pessoas lá fora podem aprender se assim se permitirem muitas coisas.

Que o Mundo não está adaptado o suficiente para receber nossas crianças isso  é verdade, e que os observando podem melhorar a qualidade de vida, pra fazer valer os direitos deles de ir e vir porque também são cidadãos. 
Seu filho precisa de novos ares e ambientes. Senão o mundo dele ficará limitado.
Portanto, supere as dificuldades e faça seu filho viver cada coisa. Independente do diagnóstico dele é criança, e merece sim ser feliz."

Adriana

As preferências e dons marcantes em nossos filhos.

Nossos filhos sempre tem uma mania, um apego, que por alguma razão chama-lhes a atenção, ou alguma coisa que gostem muito e se destoa de todas as outras coisas. A minha filha quando recém nascida já percebemos que ela se acalmava com música. Música é uma terapia! Quando ela estava na UTI Neonatal, desde cedinho colocavam música ambiente. Naquela época as mães não podiam ficar, e ela ficava muito agitada quando eu saía. No dia seguinte as enfermeiras me contavam que ficava calma só a chupeta (confesso que nem queria que ela usasse) e a música.

Até hoje a música é preferência dela. E não é só isso! Ela destaca marcações de violão, guitarra ao fundo da música. Por exemplo: Quando uma música está tocando, ela canta os acordes do fundo. Além de ela perceber o compasso e ritmo, ela tem uma memória incrível. Percebi então uma grande aliada pra enriquecer seu vocabulário. Minha filha não fala tudo, mas compreendemos quando ela pede coisas básicas e coisas que ela aprendeu seja com a música ou com o nosso vocabulário e frases diárias em nossas conversas.

A maioria das crianças que conheço gostam de música. Outra coisa é que eles possuem necessidade de ter algo como um apego. Alguns é um pano, outros uma revista, e por aí vai. A minha troca brinquedos modernos por uma folha de revista, por uma bexiga ou um papel de presente, ou um plástico ou celofane. Quando ganha presente, ela quer o papel, nem liga para o presente. E agora que ela cresceu tem coisas que sequer se interessa. Só seu eu brincar junto. Bexiga, ela pede. - Bexiga, Bexiguinha! E aquelas que tem desenhos, ela gosta mais. Eu comemoro porque antigamente ela sequer olhava diferenças em desenhos, texturas, e ela dá sempre aquela olhada. E enganar ela não adianta, ela é esperta. 

E observando me perguntei: Porque essa necessidade? - Eles precisam sentir as coisas. Explorar algo que lhe chamem a atenção. Estimularem a si próprios, ouvirem barulhos que eles mesmo provocam, e por saberem que esses objetos fazem alguma coisa que eles gostem, eles sempre querem sentir-se vivos. É como nós, que precisamos sentir o vento no rosto. Qual a sensação? 

Entramos na questão do equilíbrio. Por eles terem algumas limitações não queremos tirar nada deles. O fato é que precisamos sempre perceber o que prejudica-os e colocar a condição que tem hora pra tudo. Acho que cada mãe sabe o que tem nas mãos, as dificuldades, dons e preferências de seu filho. Como toda pessoa, faz birra, quer manipular, e cabe a nós colocarmos sempre um porém nas coisas.

Até a próxima,

Adriana

19 de dezembro de 2014

Mobilidade X Falta de Educação e Respeito


Só de as pessoas não atrapalharem a mobilidade das outras, já ajuda. O que um cadeirante precisa não é de dó, e sim de respeito. Entendo que as pessoas não podem fazer a vida girar em torno de um cadeirante, mas se elas pensassem o quanto é difícil, tivessem educação e facilitassem pensando que poderiam passar pela mesma situação, tudo seria muito diferente.
 

Adriana

3 de dezembro de 2014

03 de Dezembro: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência



Vergonhoso ver a falta de ACESSIBILIDADE nesse País. Só nós que temos filhos cadeirantes, ou alguém na família sabemos como é essa palhaçada. Seria bom se pudéssemos comemorar esse dia dizendo que aqui essas pessoas tem o direito de ir e vir. Porém são uns guerreiros, nunca fogem a luta, com anjos que auxiliam e nós mamães e familiares somos mãos que guiam e coração que anda junto.
Parabéns pelo dia de vocês! Que são todos os dias com muita garra e muito amor! 

Adriana

2 de dezembro de 2014

Amor Incondicional

Todos os dias nós mães especiais temos obstáculos. Alguns externos, alguns internos, alguns que as pessoas mesmo nos causam. Mas no final de cada dia e no início dele temos gestos de pessoas que fazem toda a diferença na nossa vida. Temos amor, temos um " eu te amo" sincero, um abraço, um olhar, um sorriso dos nossos amados filhos. E ter a chance de ter essas pessoinhas tão lindas em nossa vida é um grande presente. Por mais que doa nossa jornada, ela sempre é cheia de muita alegria, de muito amor, de muita gratidão e força.
Isso ninguém tira de nós e muitos passarão essa vida sem entender o que é o AMOR INCONDICIONAL.
Porque falar de amor, é muito fácil. Mas quantas vezes nós estávamos sangrando, suando e isso para nós era o TUDO que poderíamos fazer por alguém por AMOR?
Quem hoje em dia faz isso? E receber de volta tão grandiosamente esse amor? É algo inexplicável que só entende quem sente e quem recebe.

Não vou mentir. Não é fácil. Ao mesmo tempo que estou com a minha capa dia e noite. Não é a capa de mulher maravilha. É a capa do amor. Nunca a tiro, ela nunca envelhece, nem se desgasta. Ela sempre se renova. E tudo se torna leve mesmo com tudo acontecendo. Não tem problema. Enxugo minhas lágrimas, visto-me de aço, me blindo algumas vezes e sigo. Depois tiro meus sapatos, com meus pés cansados e agradeço por mais um dia. Afinal, se minha filha se superou, e eu me supero, errando ou acertando, me mostra o quão privilegiada eu sou! 

Penso na pessoa que me tornei, penso na estrutura de lar que criei, penso nas possibilidades e no valor de pessoa que possuo quando o desânimo ou a visão de mim se destoa do que realmente sou. Olho pra Deus com toda humildade. Peço e agradeço. E sigo vendo tudo que passei e conquistei como ser humano.
Me sinto forte. Pela capacidade de amar. De amar com humanidade. Em um mundo que o amor virou artigo de luxo como dizia a poeta.

(Adriana)

28 de novembro de 2014

A negatividade que assola algumas pessoas e como se tornar positivo.

Cada pessoa enfrenta as dificuldades à sua maneira. Só que pensar negativamente influi diretamente sobre a sua vida e a do seu filho.
Sabemos que a jornada, a rotina não é fácil. Que temos obstáculos gigantes todos os dias. 
Cada um lida com o sofrimento de uma forma, e quem sou eu para julgar? Cada um segue a vida como lhe cabe, respeito muito as dores das pessoas. Infelizmente algumas não se permitem enxergar as coisas de uma maneira mais leve pra que não fique tão pesado o que vive. Sabemos que reclamar, que negativar de nada adianta. Aliás, só piora. Se a gente sorri, é claro os problemas não irão sumir, mas vai dar uma boa sacudida nesse coração pesado.

Todos nós temos nossos momentos. Nós mães especiais temos que nos virar em mil. Por mais que as pessoas falem: Fique bem, só nós sabemos como é estar dentro de nós, sair por alguns momentos, ver a desordem que está dentro do nosso eu e querer voltar correndo porque temos muito a fazer. Mas se a negatividade, a tristeza permanecerem por muito tempo é um caminho sem volta. Jamais conseguiremos voltar para dentro de nós. Estamos suscetíveis a ter problemas emocionais, e quem já passou sabe como é, e existem aquelas pessoas que nunca passaram. O fato é, que se colocar numa posição negativa isola, assola, e desmorona-lhes a vida. E isso não significa que as pessoas não se importam com as dores umas das outras. É que é muito chato ter que ouvir uma pessoa reclamando o tempo inteiro da vida, ou que não se ajuda e acha que tudo não é bom. Cansa!

Então, afaste-se da negatividade. Isso é um vício. Reclamar da vida? Pare! Você ficará com aquele " estigma" de pessoa coitadinha. Você mesmo(a) acreditará que não é nada! Afaste-se de pessoas negativas. Coloque-se pra cima. Tem problemas? Todo mundo tem. E se acha que o seu é maior, se engana! Cada um atravessa o mar de uma maneira diferente, conforme a sua possibilidade de visão. Faça algo pra se ajudar, pra se tornar positivo. Você verá como tudo vai começar a fluir melhor. Não vai resolver seus problemas, mas vai tornar um pouco melhor a sua caminhada. Converse com otimismo com as pessoas, ria, gargalhe, fale besteiras! Se permita viver! Não se culpe por ver a vida de uma maneira melhor por mais que tudo esteja desmoronando. 

Muitas vezes passamos por alguma situação que nos embaraça, nos deixa sem chão de como será o amanhã. Mas pense nas coisas difíceis que aconteceram na sua vida e elas passaram. Não temos certeza de nada nessa vida, o amanhã não nos pertence. Viva o hoje, saia de dentro de você quantas vezes quiser se analise e volte a si. Se dê a condição de melhorar para o seu próprio bem, sem a pretensão de ser perfeito (a). Seja feliz, mesmo com as adversidades. Viva o seu mundo, viva o seu filho, viva outras coisas, outras pessoas. Se isole quando achar necessário. Sorria, chore, grite, faça o que te faz bem e feliz. Mas jamais se coloque na caixa da negatividade. Pois quanto mais negativo pensar, mais fundo irá chegar. Acredite, tenha Fé.

Até breve,

Adriana.

22 de novembro de 2014

Não olhe para seu filho da mesma forma que alguns olham para ele.

Quando uma pessoa for ignorante, ou olhar de uma forma diferente para seu filho, saia de perto, dê risada e diga a você mesmo: Não sabem de nada! Nada do que passamos, superamos, aprendemos, sorrimos, caímos, e acima de tudo, o quanto nos amamos! Não deixe que o olhar das pessoas intimidem vocês, que faça encará-lo como os outros acham que sabem. Afinal cada um sabe a dor e a alegria de ser o que é. Ninguém sabe como é calçar seus sapatos.

Ao mesmo tempo desarme-se do que você acha que poderá receber de todas as pessoas. Felizmente nem todos agem da mesma forma, apesar de estarmos acostumados a sempre nos decepcionar. Ainda existem poucas e raras pessoas que sorriem com amor, que se permitem entender, aprender, conviver e sentir nossos filhos e ouvir o que temos a compartilhar,

Essa semana eu fui buscar a minha filha na escola. E na nossa frente havia uma mãe com dois filhos, voltando da escola. As crianças não paravam de olhar para trás (como se ela fosse um ET). Sei que existe a curiosidade, mas aquilo começou me incomodar tanto que fechei a cara, e os vi falando algo pra mãe que também virou pra trás e disse algo como: Pare de ficar olhando.
Pensei na minha infância, e de como tudo era diferente. Apesar de naquela época (falo como algo muito distante porque as coisas mudaram pra pior na minha concepção) não era muito comum vermos crianças especiais nas ruas e ambientes, a forma no qual fomos criados nos permitiam ver com amor, sermos amigos e ajudarmos essas pessoas. Parece que hoje em dia as pessoas deixam claro esses olhares, e deveria ser ao contrário. 

As pessoas não estão do lado de cá, e não percebem que nossos filhos tem vontades, gostos, personalidade. Hoje em dia eu dou risada de quem acha que sabe tudo pelo que vê ou acha. Eu penso: Eu sei o que minha filha passou, eu sei quem ela é e o que gosta. Uma pena para as pessoas. É triste sim.Nunca caberão o que é amor incondicional e felicidade na raiz.

Não podemos mudar a forma que algumas pessoas olham para nossos filhos, porém a diferença está em como olhamos e conduzimos eles para a vida!

Adriana Silva

14 de novembro de 2014

Comportamento dos nossos filhos

Nossos filhos devido ao histórico deles, seja por Paralisia Cerebral ou uma Síndrome, possuem certos "padrões" de comportamento. Justificados pelo diagnóstico, e percebo que muitos tem coisas em comum, mas isso não deve ser motivo pra fazer o que se quer de forma descontrolada. Dependendo do caso, temos que ficar adivinhando, observando, percebendo o que isso quer dizer não é mesmo? Muitos falam onde dói, ou se comunicam de alguma forma, mas nem todos são assim.

A minha filha fala algumas coisas, e outras são percebidas pelo comportamento. O que faço é sempre perguntar à ela e tentar entender o que ela quer dizer. Se está com dor eu percebo que ela se queixa, se quer comer ela fala, e se está incomodada com algo ela fecha a cara na hora. Nem sempre foi assim, pois ela não se comunicava, e depois de conversar muito com ela no dia a dia, de estimular, de levar em outros ambientes, de ter uma vida escolar isso melhorou.

Alguns comportamentos, assim como de toda criança são meros artifícios de manipular. Pois percebem qual lado tem uma tendência a ceder às suas vontades. Daí você pode pensar: - Poxa, essa criança já tem limitações, dificuldades e não vai fazer tudo o que ela quer? Eu respondo: - Depende! Sempre fui orientada em questão de manter a rotina, a disciplina. Salvo algumas exceções em que a rotina foge do nosso alcance devido a tantos compromissos, rotinas médicas e afins. 

Eu sempre penso assim: Tudo tem hora, e não tem problema que não tenha. O problema é quando extrapola, vira vício e se torna demais e que possa prejudica-la ou que deixe uma tendência que só porque ela percebeu que pode, vai fazer sempre naquela situação. Sei que é difícil a gente negar qualquer coisa a nossos filhos, e queremos dar tudo. A minha preocupação é que nunca lhe falte amor, e não falte aquilo que ela precise pra ter uma vida confortável. 

Existem comportamentos também em que eles não estão satisfeitos com algo e mostram isso no olhar. Observo muito isso também. Percebo que todas as crianças especiais tem um temperamento muito forte e próprio e acho isso o máximo. Se eles gostam eles gostam, mas se não gostam... não adianta! Isso é de personalidade deles. Mas também não podemos confundir isso e deixar fazer o que querem. Prezo sempre pelo equilíbrio, porque tudo que é demais estraga. Ao mesmo tempo que ser rígido demais não é bom pra ninguém.

Sou muito atenta as queixas e vontades dela. Ela nunca havia tomado sorvete por exemplo. Um dia meu marido tomando disse: Coloca um pouco e dá pra ela. Antigamente eu morria de medo de dar algo gelado e ela ficar doente. E como ela tem alteração de colesterol e triglicérides (mesmo sendo magra) a alimentação dela não tem excessos. Então o cuidado é sempre com a quantidade. Adivinha? Ela adorou! E agora o cuidado é porque quando eles descobrem essas coisas eles querem toda hora! Tomei o cuidado de comprar um sorvete feito com leite desnatado (light) e ela gostou do mesmo jeito. E não dou todo dia não. Mas se ela pedisse pro pai, ele daria todo dia! Mas comemoramos com cada coisa que ela faz. E ela é esperta demais! Até mentirinhas ela fala!

Sempre temos uma corda que tem tendência mais para um lado. Não tem jeito. Mas é preciso haver um acordo, porque senão quem vai ser seu pai e sua mãe são seus filhos. Vejo muito isso por aí, pura falta de pulso e isso torna os filhos mimados (sendo especiais ou não). Não podemos pecar pelo excesso de mimo, e nem pela rigidez excessiva, e nem permitir que eles sejam assim com as pessoas e com eles mesmos. É muito ruim ver um filho que se poda o tempo inteiro e se pune por reflexo do que recebe em casa, ou aquele que é mimado demais, não tem limites pra nada e quer fazer o que bem entende e o que ele quer é lei.

Hoje já não possuo aqueles medos de mãe iniciante mesmo sabendo que nossa filha precisa de alguns cuidados especiais. Inclusive percebi que depois que eu mudei ela parou de ficar doente. Alguns comportamentos deles são meros pedidos de atenção e temos realmente que observar o que é real ou não. O que é uma queixa de algo diferente acontecendo. O que é aceitável dentro do diagnóstico dele, e colocando em mente se isso está ou vai prejudicá-lo e afetar demais a rotina e a casa como um todo. E em outras situações e vivências o comportamento dos nossos filhos é o reflexo do que andamos fazendo. Então minha dica é sempre prestar atenção, e se não conseguir resolver algo, procure ajuda de um psicólogo. Sempre tive esse auxílio e hoje não uso mais, mas se precisar eu peço ajuda. 

A Ajuda da psicóloga me ajudou muito a me entender, a entender a minha filha, ouvir e a interpretar e trabalhar o meu sexto sentido de mãe especial.Porque muitas vezes a gente tem a mania de achar que vai manter tudo sob controle e não somos perfeitas. E se podemos ter ajuda de alguém especializado porque não? Não sabemos de tudo, nem somos mulheres maravilha! Sempre me permito a receber ajuda e a dialogar sempre!

Espero ter ajudado em algo, e até a próxima postagem!
Deus abençoe!

Adriana Silva

3 de novembro de 2014

Vagas Especiais X Desrespeito Humano

Não canso de falar sobre VAGAS ESPECIAIS.

Se eu tivesse que usar um banner seria: - Respeite essa vaga pois um dia você poderá precisar dela e entenderá como me sinto!

Todo mundo tem direito, existe lei pra vagas especiais (idosos e deficientes físicos), mas a grande verdade é que essas leis não se cumprem, não há respeito, e é muito bonito na teoria mas na prática vemos muita falta de educação e de consciência das pessoas e os estabelecimentos colocam essa vaga preferencial mas não monitoram os abusos, porque para eles não interessa, pois se eles disponibilizaram essas vagas porque é lei, fizeram a sua parte. A outra parte fica com as pessoas.

Cadê a educação, respeito e consciência das pessoas?
Não existe!
Respeito e Educação é artigo de luxo. As pessoas não entendem porque não passam por isso. Temos que tirar a cadeirinha, montar e colocar nossos filhos.

Hoje novamente vi pessoas cara de pau, saindo como se nada tivesse acontecido. Outro fingiu estar mancando quando nos viu olhando e logo adiante estava caminhando normal. E se a gente reclama, pronto! Estamos sujeitos a uma agressão ou encontrar algum maluco que saque uma arma e faça o pior!

Só que a gente não pode mudar o mundo, infelizmente a mentalidade dos Brasileiros jamais vai ser uma que possamos nos orgulhar. Eles ocupam a vaga porque é mais próxima (e mais fácil) para eles chegarem até a porta, mas se esquecem que fica mais difícil e longe para nós. Mas pra que lembrar do próximo não é mesmo?

PRA QUEM NÃO RESPEITA NINGUÉM O PRÓXIMO TAMBÉM NÃO EXISTE!

(Adriana)

30 de outubro de 2014

Falta de profissionalismo e falta de humanidade das pessoas.

Ao longo desses 15 anos que sou mãe da Jaqueline, já enfrentei pessoas que na minha visão e opinião nem posso qualificar como profissional ou até pessoa. Pra mim ser uma pessoa profissional está muito além do que fazer algo. Está nas suas atitudes humanas. Está em ter " tato" para lidar com as emoções humanas, principalmente de nós mães. Pra mim ser uma pessoa é ter consideração pelo seu semelhante.

Tive situações que nunca me esqueço:

A primeira foi quando ela nasceu. A Enfermeira que me orientava na alta dela, quando ficou na UTI neonatal falava comigo como se eu fosse uma incapaz. Perguntava se eu havia entendido, falava alto como se fosse um sargento de exército. Respondi à ela: - Você acha que está lidando com quem? Eu entendi sim o que você disse e não quero mais que você cuide da alta dela. Procurei o médico e desci com outra enfermeira.

A Segunda foi quando uma oftalmologista nitidamente me mostrou insegurança ao atender ela. Eu eu vendo e ouvindo as palavras dela disse: - Se você não consegue atender a minha filha e tem medo por ela ser especial, me avise que procuro outro. E foi isso que fiz.

A terceira foi quando procurei uma entidade muito conhecida, as pessoas que ali trabalham nos atenderam muito mal, mesmo a gente pagando pra fazer um serviço, pois lá é uma espécie de "rodinha" só os que lá estão tem vez. E essa não é uma opinião e sensação minha. Muitas pessoas que conversaram comigo me disseram o mesmo. Não fui mais ali. Uma Terapeuta Ocupacional me atendeu de má vontade, e ninguém disposto a ajudar e mesmo pagando (consegui que a prefeitura pagasse), tinha que implorar praticamente. Ao mesmo tempo que isso aconteceu uma pessoa se dispôs ajudar pra que não esperássemos tanto. Sei talvez vou precisar dos serviços desse lugar, mas me senti muito humilhada e injustiçada nesse local.

A quarta é a mais recente foi de uma grosseria sem tamanho, tanto que prometi a mim mesma não deixar mais barato denunciando a médica na ouvidoria. Além de grossa era seca, arrogante e fiquei calada porque precisaria da conduta médica dela. Mas fiquei tão nervosa que a minha vontade era dar uns berros ali, dar um tapa na mesa e dizer: Quem você pensa que é hein? Mas infelizmente se fazemos isso enfrentamos a lei do desacato. Ela simplesmente interrompia as informações que eu dava com estupidez, questionando e me tratando como uma pessoa que não sabe de nada.

Ou seja : Além de termos que correr entre um local e outro temos que passar por isso? Somos mães e cuidadoras dessas pessoas e ainda temos que ser questionadas, ou não ouvidas e mal atendidas? Existem sim mães que não cuidam bem dos filhos, e isso é lamentável. Mas não é esse o meu caso, e quem acha que não está bom, que fique um dia no meu lugar. Pessoas pra julgar, aparecem aos montes, mas pra ajudar não aparece uma sequer!

Falta um atendimento humano com as mães especiais. As pessoas precisam entender que temos sentimentos, que temos responsabilidades enormes, que temos também que superar nossos próprios limites, cansaço, dor. Falta olhar com mais respeito, com mais amor. E cabe a nós também tomarmos atitudes. Se algo não está bom: Reclamar, procurar outro lugar, outra pessoa. Dar as costas para a ignorância e se isso não for possível, contestar, argumentar, falar. Muitas vezes a gente "engole sapo" mesmo. Mas ao fechar a porta temos que procurar o superior daquela pessoa e dizer: Fui muito mal atendida por tal pessoa e dizer nome e sobrenome.

Vejo mãezinhas passando por situações semelhantes e sempre vamos passar. Não podemos ser coniventes, e com a nossa maturidade vamos aprendendo a ter posicionamento. Muitas vezes a ignorância das pessoas é tão grande que é preciso deixar falando mesmo. É fato que isso cansa. Só nós mães sabemos a luta que travamos, sobre as coisas que enfrentamos, sobre o que temos em nossas mãos. Não desprezo o conhecimento de algumas pessoas, mas quero dizer que isso não é tudo. Acho que estamos aqui pra aprender de forma recíproca. Se as pessoas não se abrem para trocar conosco algo positivo, uma pena para essas pessoas! Ao mesmo tempo que nos deparamos com pessoas que não querem entender nem aprender, encontramos em nosso caminho pessoas que fazem questão de se envolver no caso, ajudar, aprender, dar uma saída. Isso se chama amor ao que faz e amor ao próximo. 

Não podemos nos estressar, pois temos muita coisa a fazer e a viver com nossos filhos! Mesmo sabendo que isso é inevitável. Temos pessoas raras em nossas mãos pra cuidar e mesmo com tudo que passaram são felizes e cheios de amor em seu coração. Porém nossas atitudes por vezes é reflexo do que recebemos, e não podemos deixar de nos indignar, mesmo sabendo que existem pessoas de todo tipo nesse mundo. Porém temos muita coragem e fé para seguir, mesmo que de vez em quando nos deparamos com situações que nem deveríamos passar. Mas que isso seja sempre um aprendizado, um elo, em que nós mães busquemos dentro de nós muita força para lutar e sorrir com cada vez mais força!

Dedico esse post a uma mãe que ao ler o desabafo dela me propus a escrever esse post, baseado nas nossas vivências. Sempre nos identificamos. Acho ela uma guerreira, e a filhota também (Thaís e Yume) E acima de tudo pessoas lindas, amorosas e felizes. Se as dificuldades aparecem o amor recobre tudo. Dedico a todas as mães que passam por inúmeras coisas todos os dias e cada uma ao seu modo.

Um grande abraço,

Adriana

15 de outubro de 2014

A culpa é minha?

Quantas vezes nós mães nos culpamos por coisas que surgem em nossos filhos? Muitas vezes pegamos pesado com cobranças a nós mesmas, exigimos perfeccionismo que não existe. Vamos aprendendo que ser mãe é falhar. É sentir-se impotente porque seremos incapazes de abraçar o mundo, colocá-lo nas costas para nossos filhos enfrentarem mais calmamente algumas coisas.

Com a maturidade - assim espero que assim aconteça com todas, percebemos que a culpa não é nossa. Apesar de lá no fundo surgir um "se" nos cobrando e apontando o dedo:  - E se eu tivesse feito melhor, será que isso estaria acontecendo?  A culpa é minha?

Quando coisas novas aparecem ficamos perdidas. Vamos resolvendo, mas ficamos exaustas. Eu sempre tive por hábito anotar tudo, e repassar a todos que cuidam da minha filha. Sigo as orientações e vou fazendo. A diferença é que eu me respeito. Tenho meus limites e para ser uma mãe melhor tenho que ser uma mulher melhor para mim mesma em primeiro lugar.

É claro que ajustes sempre são válidos. Mas não "neuras" de que somos super heroínas. Sem pretensão, temos que "varrer" dos nossos olhos o véu da perfeição!
Iremos ter as mesmas coisas e um pouco mais para fazer todos os dias. Mas somos humanas. Se precisarmos de ajuda, temos que pedir. Porque muitas vezes quando se quer abraçar tudo pode por tudo a perder, e quando se leva um pouco menos na bagagem, mesmo que se dê mais viagens, ou tenha que recomeçar amanhã, se estiver descansada, fará melhor.

Não vamos deixar de sentir certas coisas, porque Mãe é Mãe. Mas não podemos nos culpar por tudo que acontece. Temos que aceitar ajuda, e se ela não vier que não sejamos "carrascas" com nós mesmas. Uma mãe melhor pra um filho não é aquela que faz tudo sempre, mas também é aquela que deixa de fazer algumas pra fazer outras. Entende?

Não teremos controle de tudo sempre. Nada na vida pode se ter garantia. Coisas novas surgem, o mundo dá voltas. Se conseguirmos ser boas para nós, nossos filhos terão um belo espelho no qual refletirão. Coisas difíceis aparecem, tristezas, lutas, dificuldades. Pra todo mundo é assim. E ainda bem! Porque crescemos, nos fortalecemos, aprendemos, erramos, acertamos, amadurecemos e aumentamos o nosso amor, a nossa fé e a união familiar. Aprendemos com o nossos filhos que perfeição só existe no Amor que damos e recebemos deles.

Um grande abraço,

Adriana

14 de outubro de 2014

Maus tratos e abusos contra Pessoas com Deficiência

No post anterior coloquei dados concretos apenas no Estado de São Paulo sobre a situação da violência contra Pessoas com Deficiência. Infelizmente esbarramos em situações em que essas Pessoas sofrem abusos e violência. Como se não bastasse passar isso na própria família.

Olhar atento sobre tudo e sobre todos é fundamental. Isso acontece não só com essas pessoas mas com todas e pode acontecer. Em escolas, em lares, em lugares. Nunca confie em todo mundo. Muitas vezes essas atitudes vem de onde menos se espera. Alguns cuidadores (pais, avós, tios) por exemplo ao espancarem essas Pessoas alegam estresse. Ora, sabemos que cuidar não é fácil. Mas justifica tal violência? Claro que não! Imagina só você apanhando sem saber o porquê, sem poder se defender, e não ter como reclamar.

Hoje em dia, cada vez mais as pessoas se atentam a marcas, hematomas e até comportamento dessas pessoas. Esses sinais de violência devem ser denunciados imediatamente. Não aceito de forma alguma essas coisas! Já presenciei mãe batendo em filho. Fiquei horrorizada. Já em outros casos existiam parentes que abusavam de uma menina com Deficiência Mental, e quando a menina estava grávida perceberam que o abusador estava debaixo do próprio teto, já que a mesma não saía de casa sem a mãe.  A própria pessoa assumiu que sim, abusava da menina. Foi um escândalo (Isso vi na TV na época).

Isso abrange mais do que um Estado, é uma situação mundial. Não podemos nos calar. Uma pessoa que comete uma violência física ou abuso sexual deve ser punida. Sabemos que muitas vezes a lei não prevalece, mas temos que levantar os olhos da sociedade, de lares. Tomar muito cuidado com quem deixa e quem coloca dentro de casa. Existe gente pra tudo hoje em dia! Se desconfiar de algo ou de alguém procure ajuda como deverá proceder. O recurso de disque denúncia é o primeiro passo. Órgãos competentes saberão o que fazer.


Adriana

13 de outubro de 2014

A violência contra Pessoas com Deficiência


Um problema (quase) invisível

Ao lado da faixa etária, gênero e situação socioeconômica, a deficiência está entre os diferentes fatores que podem aumentar a exposição da pessoa a atos de violência.

Dados internacionais da ONU reforçam a necessidade de um olhar específico para essa população, que tem 1,5 vezes mais chances de ser vítima de abuso sexual e 4 a 10 vezes maior probabilidade de ter vivenciado maus-tratos quando criança.

Esse público também tem mais dificuldade em acessar serviços e obter a intervenção da polícia, proteção jurídica ou cuidados preventivos, seja por problemas de locomoção ou de comunicação.

Mesmo assim, entre 2011 e 2013, foram oficialmente registradas quase 1.300 denúncias no Estado de São Paulo.

Para enfrentar esta situação, surgiu o Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência, oficializado por meio do decreto 59.316, de 21 de junho de 2013.


Números da Violência
 

Os gráficos apresentados a seguir foram elaborados a partir de dados dos canais de denúncia Disque 100, mantido pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e também do Disque-Denúncia - 181, ligado à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Estas são, atualmente, as duas únicas fontes de informação sobre violência contra pessoas com deficiência.

Entretanto, por reunir dados coletados a partir de períodos distintos e que apresentam diferentes nomenclaturas e critérios de divulgação das informações, a soma dos casos registrados pelos dois serviços permite apenas projetar parcialmente a real dimensão do problema.

Entre os principais entraves à obtenção de estatísticas mais precisas estão a irregularidade temporal no envio das informações e a dificuldade em se identificar de imediato eventual duplicidade das notificações.


Ainda assim, os números são expressivos: 1.209 denúncias entre fevereiro de 2011 e junho de 2013.

Raio-X do agressor

Uma breve análise do perfil do agressor revela forte semelhança com os casos em que as vítimas são crianças ou idosos. Em 72% dos casos, o agressor também pertence à família da pessoa com deficiência e em 14% trata-se de violência em atendimentos em órgãos públicos, empresas e entidades privadas. Apenas 11% das agressões são praticadas por pessoas físicas que não tem relação com a vítima, incluídos aí os casos de bullying. E 3% dos casos têm vizinhos como agressor. 


Segurança Pública

A partir de 2012, após uma solicitação da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Instituto São Paulo Contra a Violência passou a discriminar casos que envolvam pessoas com deficiência recebidos pelo seu serviço Disque Denúncia 181, que encaminha as ocorrências para as polícias civil e militar do Estado de São Paulo.

De acordo com esses dados, em 2012 foram comunicados 440 casos de violência contra esse público. E, de janeiro a junho de 2013, foram registradas 211 ocorrências: 40% dos casos envolveram vítimas mulheres, outros 40% homens e 19% crianças e adolescentes com deficiência.

DENUNCIE CASOS DE VIOLÊNCIA PELOS TELEFONES:
fone 100 (Secretaria Nacional de Direitos Humanos)
fone 181 (Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública – denúncias anônimas)



Fonte: Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência Contra Pessoas com Deficiência

8 de outubro de 2014

Gentileza

Bom dia, obrigado, por favor, com licença e me desculpe. Será que é pedir demais?

No mundo atual eu diria que é raro. Ainda me espanto com falta de gentileza, de doses diárias de amor ao próximo. Mas isso é pedir demais sim. As pessoas geralmente mal se olham. Tem pressa, e se bobear passam por cima uma das outras.
Isso não é apenas questão de educação. É questão de caráter também. Quando me deparo com pessoas gentis sinto enorme gratidão por perceber que não ainda não se generalizou. 

Cumprimentar, agradecer, pedir, e se desculpar - Eis a questão! É muito mais fácil olhar seu próprio umbigo, encher a cabeça de coisas, achar isso ou aquilo dos outros e torcer a cara do que olhar pra esse mesmo umbigo e se perguntar: Preciso olhar mais pra mim mesmo, e se não olho para as pessoas pelo menos com respeito, e mesmo que elas não mereçam que eu olhe de igual pra igual, como vou me enxergar?

Ao mesmo tempo precisamos aprender a respeitar a individualidade de cada pessoa. Elas não serão o que queremos ser - Nunca!

Muitas vezes é preciso tomar cuidado com o que achamos e pensamos numa prévia observação de uma pessoa ser confundido com o sentir. Uma coisa é ter sexto sentido e outra bem diferente é julgar as pessoas pelo que vê. Muitas pessoas tem uma aparência extremamente carrancuda e no entanto seu coração é bondoso. Ao contrário também acontece: Pessoas que se mostram muito doces tem o coração cheio de maldade. Por mais que algumas pessoas possam nos enganar - podem até enganar a vida inteira todo mundo, isso não será para sempre. As atitudes são armas que sempre voltam contra si.

Até Breve!

Adriana Silva

26 de setembro de 2014

Abordagens Ignorantes - Tentativas de Evangelizar equivocadas (A saga continua)...

Uma mulher crente veio em minha direção quando eu estava no supermercado. Entregou um folhetinho e disse:
- Leva ela na igreja que Deus vai curar ela!

Eu fiquei sem ação. Achei ignorante demais essa abordagem. Não sabe o que minha filha passou, nem a história de vida dela pra julgar. Abordam como se fosse coitadinha e que tudo tem que ter uma explicação segundo o ponto de vista deles.
Não se aprofundam, não crescem, só olham pro que veem e não além. Não olham pro ser humano que ali está como condição divina, ficam com a bíblia debaixo do braço.
Não respondi. Estava cansada pois havíamos saído de uma consulta e passamos nesse supermercado.

Minha filha é maravilhosa. Sei as limitações dela. Sou realista. Mas a enxergo com o todo amor que tenho e com o meu coração. Isso pra mim é detalhe, e a amaria de qualquer jeito, incondicionalmente. Não guardo mágoas dessas abordagens porém quando ouço esse tipo de coisa, eu me orgulho de quem sou e a forma que encaro a minha filha.

Sinto pena de quem não tem capacidade de enxergar qualquer pessoa como ser humano só porque ele não anda, ou tem uma deficiência. Não precisamos ter que justificar nada, porque as pessoas sequer sabem da nossa história. Acho que se pensam que isso é evangelizar estão totalmente equivocados.

Ser Cristão não é ficar decorando a bíblia inteira. Uma pessoa crente geralmente é fanática, e esse tipo de pessoa é alienada e ignorante.Acredito em Deus e isso independe ir em uma igreja! A minha filha é a maior prova dos milagres de Deus. Acredito na ciência, nos médicos que são seres instruídos por Deus para nos auxiliar. Tento ao máximo praticar boas ações todos os dias aceitando minhas falhas e melhorando o que posso mudar. Somos falhos, mas aprendemos muito com esses erros. Muitas atitudes nossas correspondem a ação e reação ou causa e efeito. Tudo que recebemos das pessoas nos provocam uma reação, ou seja - tudo que faz tem um retorno. 

Não podemos classificar os seres humanos como perfeitos e com defeito. Todos nós somos obras divinas, e não devemos jamais ser rotulados e nem aceitar isso. Pessoas que acham isso tem uma visão errada do que é ser humano. Hoje os padrões de ser feliz, de beleza são equivocados. A beleza pra mim é olhar pra minha filha e ver Deus nos olhinhos dela. A gratidão que tem por viver. O amor que temos no nosso lar. As dificuldades que já passamos e não desfazemos o elo. A forma que ela é feliz, mesmo algumas pessoas achando que por estar em uma cadeira de rodas lhe falta algo. Engano das pessoas acharem que por alguma limitação o outro ser inferior. O que nos aproxima da realidade de ser humano é exatamente as nossas dificuldades. Então, o que falta no mundo de uma forma geral é o respeito, é olhar para cada um como pessoa, e não olhar e analisar os defeitos e assim julgá-lo como isso ou aquilo. 

Há muito o que se aprender, eu aprendo a cada dia com tudo: Coisas negativas e positivas. Quando recebo uma ignorância, uma falta de visão, amadurecimento, eu encaro positivamente porque eu agradeço muito por ter a melhor visão da minha filha. Se nossa missão aqui na Terra é ser feliz mesmo com todas as dificuldades e tristezas que passamos, e todas as lutas, acredito que se enxergamos as coisas simples e tirar disso a nossa felicidade entenderemos o sentido de existir e de Deus na nossa vida. Se temos amor, saúde, união, cumplicidade, amizade, respeito, humanidade temos tudo.

Então, se alguém julga seu filho, ou alguém da sua família ou que você conhece por essa pessoa ter alguma dificuldade ou não andar, e acha que falta algo pra ele, acredite que falta à essa pessoa que encara ele dessa maneira. Tudo nos ensina. E se as pessoas não abrem a mente, não olham para todos como ser humano, é porque infelizmente ainda não aprenderam olhar para si mesmo. Muitos ainda só sabem olhar a vida dos outros e nunca aceitam olhar pra si mesmos. A pessoa acha que evangeliza, mas fazer isso é colocar palavras de conforto em seus lábios e não derrubar os outros. Não julgar, e sim amar! E isso anda cada vez mais difícil nesse mundo. As pessoas oferecem apenas aquilo que o coração está cheio. E ouso dizer que possuir amor para com o próximo é raridade. Vejo ainda em poucos, e isso me encanta e me faz a não desacreditar do ser humano por completo.

Cristão é aquele que encara o próximo como ser humano, e se solidariza com ele. São práticas. E não falatórios. 


 Adriana

15 de setembro de 2014

Abordagens Preconceituosas

Estava aqui trabalhando no meu computador em um documento que estou produzindo pro outro blog, quando de repente leio uma postagem de uma outra mãe.
Quando vi, um misto de sentimentos me tomaram. A mãe foi abordada por uma pessoa de forma preconceituosa em relação ao que ela pensava em relação ao seu filho. 
Temos nossos direitos perante a lei e algumas pessoas se esquecem que ao expressar erradamente uma opinião ela expõe o que é.
Expus à ela uma situação que passei uma vez e não foi apenas uma porque infelizmente as pessoas tem uma ideia errada sobre deficiência física. Algumas pessoas tem uma explicação dentro da sua crença e isso é responsabilidade de cada um. O que eu faço como mãe é ouvir os dizeres médicos, pesquisar, aprender, contestar e fazer tudo que deve ser feito.

Tenho pena de pessoas que acham certas coisas. Não só lá fora, mas já ouvi absurdos de pessoas da família se referindo a minha filha. Até outro dia, estava conversando com o meu esposo, e ele disse que nunca iria esquecer a forma que uma pessoa se referiu a Jaqueline pra outra pessoa:  - Ela é doentinha!

Uma vez estava no HC e uma pessoa crente se aproximou de mim. Percebi que era pelo cabelo enorme e pelas atitudes. Eu sempre respeitei as pessoas. Ela disse o seguinte: Sabia que quando a criança tem alguma deficiência ela pode ter um encosto maligno? Porque você não a leva na igreja? Olhei pra ela e disse: Se a minha filha tem um encosto como a senhora mesma diz deve ser um encosto muito bom, porque ela vive sorrindo. Ao contrário da senhora ela não julga e nem fala o que não sabe. Então cuide da sua vida e nem mil anos de igreja vai tirar esse encosto ruim que tem na sua língua. Ela saiu porque todo mundo começou a me aplaudir, revoltados com a atitude da fanática. Eu penso que as pessoas deveriam ficar de boca calada ou de dedo quieto. Infelizmente as pessoas deturpam o sentido do que é Deus e da religião. Se apegam a crenças preconceituosas e desrespeitosas. A gente não deve e nem pode deixar quieto e temos que procurar nossos direitos.

Algumas pessoas acham que a Pessoa por ter Deficiência isso deva ter uma explicação e uma solução. Mesmo que a pessoa melhore, ela sempre será considerada como tal devido as sequelas. Nunca será incapaz porque na minha opinião todos os seres humanos estão aqui por um propósito e independente do tipo de lesão, sendo mais grave ou não, é uma pessoa que vive e que tem sentimentos. Acima de tudo é uma PESSOA.

Respeito a Fé e as crenças humanas, porém minhas atitudes em relação à certo tipo de comportamento varia muito. Ou viro as costas, ou explico, ou dou um tapa com luva de pelica. Não me desgasto mais (apesar de isso mexer com nosso extinto de mãe protetora), mas penso que certo tipo de pessoa é mesmo infeliz por pensar de certa forma. Não vamos mudar o mundo nem as pessoas. A cada dia o ser humano está pior, mas me apego a coisas positivas que temos tido de boas pessoas. Quem sabe um dia a vida ensine alguma coisa a estas pessoas. O que devemos fazer? É tomar sempre algum tipo de atitude que seja cabível naquele momento e se não for possível e nem valer a pena a gente deve deixar mesmo pra lá. 

Lembrando que qualquer tipo de discriminação é crime!

Adriana.

O uso sábio do nosso tempo

Muitas vezes usamos o nosso tempo em coisas que não são necessárias. Por mais coisas que temos a fazer, nos apegamos ou nos viciamos em hábitos, coisas e pessoas de forma errada.
Quando nos damos conta de certos danos, percebemos quanto tempo precioso perdido jogamos fora!
Eu por exemplo estava há algum tempo em uma rotina que me sugava. 
Sempre dou um basta em coisas que começam a prejudicar minha vida. Hoje, lido melhor com isso. Então foi o que fiz: Dei um "Stop" em algumas coisas desagradáveis que fazem mal, ficavam rondando e roubando a minha vida.

A partir daí vi quem realmente eu era antes e voltei a ser. Agora livre dessas "assombrações" respiro mais aliviada e grata por perceber certas coisas. Por de fato encontrar a minha paz comigo mesma e com a minha família que está sempre comigo. Passo mais tempo com a minha filha, e vejo a felicidade estampada mais ainda no rostinho dela. Me dedicando a coisas que estavam paradas e assim ficavam porque eu usava o meu tempo com situações erradas.

Há coisas que temos que as pessoas jamais terão e nem saberão como é. A gente aprende a usar o nosso tempo pra ter uma felicidade real. A rotina pode ser diferente, mas voltar a passear e ficar o dia inteiro fora com nossa família não tem preço. Voltar a respirar novamente é muito bom depois de um estado de "gripe". O vírus todo saí e percebemos o quanto é valioso o nosso tempo. 

O tempo deve ser um ganho e não uma perda. A melhor coisa é a gente virar as costas pro tempo perdido, como se ele nunca tivesse existido, e sim ter aprendido que o daqui pra frente é o que importa. Tempo pra ser mulher real, pra ser mãe e esposa. Tempo que sugaram mas a tempo cortamos a sombra desnecessária do nosso caminho, que cortava a capacidade de viver a vida de verdade.

O que as pessoas pensam é de responsabilidade delas. Hoje em dia as pessoas perdem muito tempo pensando e tendo uma visão errada de tudo mesmo. Acham que sabem e não sabem nada. Não há equilíbrio nem amor ao próximo. Elas julgam mas não olham as suas loucuras.  

A gente percebe que deve deixar de visitar certos lugares poluídos e esquecer pessoas. Nos ocupar de quem precisa de nós, por exemplo ficar com nossos filhos que já precisam mais de nós do que a maioria das pessoas. Essas pessoas por algum acaso ajudam? Tenho certeza que não. Então não devemos mais nos deixar influenciar por ambientes que não nos favorecem.

Obstáculos? Todo mundo tem. Porém esses nos deixam mais fortes. Nada é mais importante do que a família, e certos enganos servem pra percebemos que temos tudo ao nosso lado. 

Adriana.

12 de setembro de 2014

Inteligência Especial

Resolvi fazer essa postagem pra falar da verdadeira Inteligência Especial. 
Muitas pessoas julgam pelo que veem e acham dessas pessoas. Acham que são limitados intelectualmente, que não pensam, não tem suas próprias opiniões e preferências. Mas elas se enganam! Independente do grau de comprometimento físico ou mental eles entendem cada um à sua maneira. Expressam de alguma maneira. Mesmo que as pessoas achem que não.

Possuem uma sensibilidade própria, peculiar... Ausente em muita gente por aí.
Mesmo com seus atrasos, há talentos escondidos que se revelam. Posso citar aqui alguns dons que a minha filha possui, e é comum na maioria das pessoas que conheço, é um estímulo que eleva-os. Adoram música e são capazes de aprender muito através dela. Se esforçam ao máximo para mostrarem suas capacidades, e percebem muitas coisas que acontecem ao seu redor. Muitas pessoas acreditam que eles não entendem. Podem até não entender com a mesma exatidão do que nós em alguns casos, porém eles sabem distinguir o certo do errado. Sabem identificar por entonação de voz, por expressão facial das pessoas e por pura sensibilidade. Em casos mais severos, não entendem o que se passa e precisam constantemente de atenção.

Muitos sequer se preocupam com nada ao seu redor, e acho que eles tem uma inteligência de viver magnífica! Se todas as pessoas vivessem despreocupadas com os outros e cuidasse mais de ser feliz o mundo seria muito diferente! 
Se todas as pessoas se permitissem conhecer os outros sem julgar pelo que pensam, acham, supõe, seriam pessoas mais ricas emocionalmente. Quando veem alguma pessoa especial já acham as piores coisas, e isso não é muito diferente do nosso mundo atual em suas relações humanas onde se perdeu o respeito pelo outro. Se as pessoas se permitissem entrar no mundo do outro encarando todos como pessoas que sentem, seriam não só humanas e sim seriam grandiosamente humanas! As trocas que podemos ter com essas pessoas raras de inteligência especial são enriquecedoras, surpreendentes. Elas renovam, dão novo olhar para a vida em todos os sentidos.

Acontece muito por aí aqueles olhares especuladores que intimidam nossos filhos. Aquelas frases prontas de conceitos e preconceitos que só revelam o quão é ignorante a forma de olhar para o próximo. Todos os dias recebemos bofetadas na cara da sociedade com a sua falta de sensibilidade e de educação. Ao mesmo tempo, não devemos nunca e em hipótese alguma rotulá-los. O que nos move é o sentimento de orgulho por tal inteligência que apesar de suas limitações são humanamente superiores a muitas pessoas que vemos sem consciência alguma de vida.

A Inteligência especial nos encanta com suas surpresas, com suas vozes. E essas deveriam ser respeitadas mais do que nunca. Porque é através deles que podemos ver e ter um mundo muito melhor. 

Adriana.

5 de setembro de 2014

Abordagens X Nossas Reações

Quando falam a seguinte frase sobre seu filho:
-Ele é doente né?
O que vc responde?
Se seu filho fosse especial o que você responderia?

Coloquei essa questão em questionamento e me identifiquei com a única resposta que tive de uma mãe querida no qual a filha assim como a minha tem uma Síndrome rara:

Thais Sugahara:  Depende muito de quem pergunta e qual a conotaçāo da pergunta. Minha reação varia da mais completa indiferença até a ira, passando pela explicação detalhada com muita paciência. Enfim, depende de como a pergunta é feita. 

Ou seja: A gente não deveria e nem deve se preocupar com o que responder às pessoas. No entanto nossa reação vai variar muito dependendo da forma que seremos abordados.

Não podemos controlar aproximações, questionamentos, pensamentos e ações das pessoas. Mas podemos fazer ou não alguma coisa. Podemos largar mão de se culpar pelo que as pessoas fazem e agir conforme podemos naquele momento. Se está correto ou não, a vida vai ensinando a gente que as opiniões das pessoas não devem interferir no modo que encaramos os nossos filhos. Porém temos responsabilidade de esclarecer quando for viável e valer a pena. Muitas vezes pessoas se aproximam com diferentes reações e olhares e elas são o que podem ser. Muitas são ignorantes de conhecimento, outras porque são ignorantes mesmo e só nós sabemos o que passamos.

Estaremos ou não preparados para algumas situações. Não temos que ter tudo sob controle o tempo inteiro. Ao mesmo tempo que certos tipos de acontecimentos nos aborrece ou não, outras pessoas tem abordagens boas, interações e olhares maravilhosos para com nossos filhos. Isso mostra uma identificação de valores, de entendimento, de coração. Muitas pessoas simplesmente nem sabem o que fazer, e nem saberiam o que fazer se passassem por isso. Há um problema muito interior de aceitação. E geralmente essas pessoas sofrem mais do que as outras porque não são capazes ou não conseguiram naquele momento ter uma amplitude em seu pensamento.

Eu mesma quando criança apesar de ter contato com crianças especiais e adolescentes não sabia ao certo o que eram algumas coisas, mas entendia que aquelas eram acima de tudo pessoas. Às vezes sentia dó, mas sentia profundo amor e respeito. Sempre quis ajudar. Isso se deve ao meu coração e aos valores que me foram passados. Apesar de desconhecer as causas de certas limitações eu entendia que o meu próximo era como eu: Com sentimentos acima de tudo.

Então, já ouvi de pais as mais variadas situações, onde alguns tem um padrão de comportamento diante das atitudes dos outros diante de seu filho, e assim como a Thaís varia de acordo com a situação. O que é o meu comportamento também. Muitas coisas até nos surpreendem, e apesar de algumas coisas nos incomodar momentaneamente ou não o que sempre pensamos e priorizamos é a alegria, bem-estar, felicidade e amor para com nossos filhos. Os cuidados que eles precisam ter, a nossa rotina, só nós entendemos e somos acima de qualquer coisa: Humanos! As pessoas se esquecem muitas vezes de ficarem de boca fechada. Então, hoje o pensamento de muitos é de responsabilidade deles. Algumas vezes podemos ajudar e ensinar, mas isso não depende só de nós, então a troca positiva de experiências vai depender de como o outro vai nos abordar.

Sinto que às vezes falta (e muito) sensibilidade e amor. Por outro lado como já falei vejo pessoas bondosas que valem a pena. No entanto jamais podemos nos deixar abater por tais comportamentos apesar ser impossível às vezes. Isso não deve nos comandar, porque a cada dia que passa infelizmente estamos em um mundo insensível e frio onde as pessoas só se preocupam com elas mesmas.

Um grande abraço,
Adriana

3 de setembro de 2014

Sentimento de Impotência

Nós pais sempre convivemos com sentimentos de impotência. Quem nunca se sentiu assim? Vendo um filho doente, sentindo dor e tudo que mais queríamos é que ele não sinta isso?
Dizem que a dor ensina, nos mostra que somos humanos e nos amadurece. Mas não pensamos assim quando é com nossos pequeninos não é mesmo?

Quando eu escrevo alguns temas aqui, específicos sobre o mundo especial, ao mesmo tempo todos que são pais vão se identificar com determinadas frases e textos. Só que sentir-se impotente faz parte da vida. Nos mostra que não podemos tudo apesar de muitas vezes querer ser super-heróis, mágicos que desaparecem com a dor nos pequenos.

Eu quando vejo qualquer criança passando por alguma doença, ou estando doente me sinto assim. Como gostaria de arrancar deles essa dor e passá-las pra mim! Mexe muito comigo. Ao mesmo tempo sou muito forte e trato essas pessoas normalmente, com meu carinho e amor. Acho que a gente precisa se colocar no lugar do outro, ter compaixão e fazer algo sempre que puder. Muitas vezes achamos que a dor do outro não é da nossa conta e nem nos pertence! Acho isso um engano. Se o próximo é meu semelhante a dor dele me importa.

Muitas vezes, durante esperas de consulta da minha filha conversei com várias mães e vendo o desânimo delas tentei dar o meu melhor. Uma palavra ajuda muito, um incentivo, uma positividade, um afeto com a criança, um simples oi, um brincar, um afago diminuem nosso sentimento de impotência porque diretamente estamos ajudando alguém mesmo que essa pessoa de começo não consiga ser ajudado com essas atitudes. Quando vemos outros casos, paramos de olhar só pro nosso umbigo e acharmos que tudo é difícil. Eu não considero difícil. A rotina sim é exaustiva, mas olho pra trás e vejo o quanto já passamos e estamos aqui.

Nunca poderemos evitar o estado de inércia diante de algum obstáculo, mas poderemos sempre após isso nos tornar uma pessoa melhor. Poderemos nos ver mais humanos e olhar mais para as dificuldades dos outros com maior respeito. Infelizmente nem todas as pessoas pensam e agem assim, mas eu faço a minha parte mesmo que pequena e a vida tem me devolvido coisas boas também. Às vezes passamos por alguma dificuldade e vem alguém que nem conhecemos e nos ajuda. E quantas vezes fizemos isso achando que ninguém faria por nós? Quantas vezes fizemos e nos questionamos que as pessoas não valorizam nossos atos? 

Nosso erro é esperar coisas em troca. Com o tempo aprendi a simplesmente fazer. E sempre em alguma situação eu recebo coisas que nem esperava. Pessoas sendo ajudadas com o mesmo propósito em que ajudamos. Isso é o mais interessante. Claro que atravessamos por pessoas ingratas da mesma forma em que já fomos ingratos. Mas nessa vida temos que aceitar as nossas imperfeições e as das pessoas também. Não é uma tarefa fácil, assim como sempre o sentimento de impotência vai existir e poderemos sempre usá-lo para crescer, ser forte, nos solidarizar, amar mais, se colocar no lugar do próximo. Sempre penso que Deus sempre sabe o que faz e nós atravessamos nossas dificuldades achando que estamos sozinhos, mas ELE caminha ao nosso lado, só que temos que fazer muitas coisas sozinhos pois uma criança só aprende andar sozinha, mesmo que com auxílio, o esforço maior vai sempre partir dela.

Um abraço fraterno,
Adriana


30 de agosto de 2014

Pessoas Especiais X Drogas

A cada dia que passa as drogas são corriqueiras em todos os ambientes. Uma realidade triste e difícil. Mais triste ainda quando pessoas se aproveitando da inocência dessas pessoas oferecem drogas. Muitos são independentes, vão e voltam sozinhos para escola, e muitos tem a audácia de oferecer isso à eles.

Os pais devem ficar muito atentos a qualquer comportamento diferente ou agressivo. Revistar mochilas e apesar de deixar eles serem independentes participar ao máximo que puder de seus passos. Em muitos casos qualquer dinheiro que eles carreguem seja pra um lanche, uma condução pode ser direcionado pra esse vício.
A participação deve ser efetiva, tanto da escola como dos pais, psicólogos, família.

Muitas vezes não se percebe que o filho está sob efeito de droga por causa do seu comportamento acharem que é preciso mudar a dose do medicamento seja calmante e remédios pra convulsão. Mas deve se ficar atento. Quando falo de drogas me refiro a todas alucinógenas, o tabaco, o álcool, e afins.

O trabalho multidisciplinar e a conscientização devem ser trabalhados na escola e colocado em seu curriculum escolar. Eles devem perceber os danos que isso traz, a importância de conversar sempre com seus pais, professores, terapeutas e serem tiradas todas as dúvidas. Antes havia um tabu que não poderia se falar sobre esse assunto, que isso despertaria maior interesse ainda deles. Hoje, vejo cada vez mais as escolas tocando nesse assunto com eles porque eles devem saber o mundo real que os cerca e que qualquer limitação que eles possam ter não impede de essa realidade acontecer também com eles. Assim como todos os assuntos devem ser ditos, conversados. Comportamentos depressivos, sexo, drogas debatidos sempre. 

É de extrema importância eles participarem de palestras educativas, de terem acesso à panfletos explicativos  e de todo um suporte pois assim como nós são pessoas que pensam, sentem, com vulnerabilidade às realidades cotidianas e omitir-lhes qualquer direito à informação pode causar um efeito contrário e de isolamento, o que dificulta muito qualquer posicionamento em relação as providências a serem tomadas.


Auto Estima

Todo ser humano necessita de ênfase nas suas qualidades. E não nos defeitos.
Os efeitos da negatividade em relação à aparência das pessoas além de gerar desconforto físico, gera o incomodo emocional enorme.

Destaco aqui a importância de frisar em Pessoas Especiais as suas qualidades. Infelizmente a nossa sociedade prioriza a aparência física e seja a ser cruel com quem não está "adequado" aos padrões. Vemos isso na mídia, nos jornais, nas revistas. Vemos isso na vida!

Todas as pessoas precisam da auto estima. Ela é o passaporte para todas as outras coisas que possa fazer em sua vida. Uma pessoa com problemas com ela dificilmente consegue avançar nas outras áreas da vida. É como se sentir rejeitado, no fundo do poço, sem serventia, sem valor e nas piores definições: Se sente um lixo!

As pessoas tem por hábito apontar os defeitos uns dos outros. E não precisamos fazer isso com nossos filhos. Afinal, eles são o que são porque nós que fizemos não é mesmo? Então pra quê ficar colocando defeito no filho? Acho isso péssimo! Enfatize as qualidades do seu filho. Porque apontar os defeitos todo mundo sabe fazer. Fale sempre dos seus pontos fortes, das suas qualidades, do seu caráter, do seu jeito lindo de ser.

Sempre fui orientada a fazer isso com a minha filha. Não como uma recompensa por "lhe faltar algo" mas sim como um estímulo para ela vencer. Nem precisaria desse conselho porque por instinto sempre enfatizei suas qualidades. E isso deu um resultado maravilhoso pois uma pessoa confiante e acreditando em si mesmo tem a oportunidade de crescer, de melhorar, de superar. E hoje, e desde sempre aliás, ela é uma pessoa vaidosa, que gosta de se sentir bonita e que passou a prestar atenção em tudo que eu fazia como uma necessidade básica, e inclusive me cobrando caso eu esqueça. Por exemplo: Passar sempre um hidratante após o banho, um perfume, um creme de pentear no cabelo. Ela sempre foi tendo isso como algo que a deixava cheirosa, limpa e cuidada. Pra ela isso é indispensável. Isso reforça seu bem-estar então é como escovar os dentes, uma necessidade diária de afeto de mim para com ela, e para ela mesma.

Eu percebendo as coisas que ela gosta, fui respeitando e respeito sempre. Isso a tornou uma pessoa confiante, que nem percebe suas limitações, que se sente bem, amada, querida, respeitada e com sua personalidade própria. Com esses reforços de : Como você é linda, inteligente ou : Você consegue, ou conseguiu! É uma ênfase que estimula, impulsiona diretamente.

Muitas pessoas usam as críticas do mal pra dizer que isso ajuda as pessoas. Algumas vezes analisando aqui comigo algumas críticas que recebi me serviram pra analisar aquilo e não querer mais passar por aquilo. Ao mesmo tempo, algumas críticas impregnam em nós e se alastram de forma perigosa. Até a gente perceber que a opinião do outro é do outro e que a nossa deve prevalecer pode ser um longo caminho de sofrimento, ou quem sabe por uma vida inteira.

Então, pense bem ao lançar palavras negativas ao seu filho. É claro que é preciso dizer algumas coisas, mas tenha cuidado. Quando você elogia verdadeiramente algo nele você dá uma chance maravilhosa para que ele progrida. Tem um ditado que diz que quando apontamos o dedo para alguém três ficam voltados para nós. Então é preciso avaliar-se antes de criticar alguém. Dê um espelho à quem te critica. Não deixe com que a crítica que te fazem te faça refletir o mesmo quando se olhar no espelho. Seja mais você sempre e ensine isso ao seu filho e seja isso com você mesmo para que ele tenha em você um exemplo!

Adriana

25 de agosto de 2014

A pressão psicológica que fazem em mães especiais

Eu sou da seguinte opinião: Quer criticar? Pois bem: Ajude! 
Faça melhor! Pague as minhas contas! 
Simples assim! 
Uma coisa é uma crítica construtiva, ou merecida. 
Outra são críticas que deixam mães cada dia mais cansadas numa rotina enlouquecedora que elas já possuem. 
As pessoas falam isso, falam aquilo, como se essas mães fossem máquinas e fossem obrigadas a serem como muitos acham que deve! 
Faça-me o favor! 
Ao invés de fazer pressão, de ficar criticando, destilando veneno, de falar mal: Ajude! 
Vai cuidar da sua vida! 
Olha eu nem escuto gente assim. Viro as costas e não tenho mais paciência pra gente maldosa. Entra em um ouvido e sai pelo outro. Só me acrescenta palavras de bem querer e de preocupação de verdade. Porque muitas vezes as pessoas querem especular mesmo a vida alheia, colocar o dedo na ferida.
As pessoas não sabem metade do que se passa na vida da gente. Portanto, tem uma frase mais ou menos assim: Calce meus sapatos e percorra o caminho que percorri. 
Respeito é bom e todo mundo gosta! Não tem nada de bom pra falar? Fique calado.
Responda assim! As pessoas precisam se colocar no lugar delas.

 

22 de agosto de 2014

A Sexualidade em Pessoas Especiais

Pensei muito antes de escrever essa pauta. Até porque em determinados assuntos temos que tomar cuidado. Pensei em pegar na internet. Mas isso todos vocês podem fazer colocando no google. O diferencial desse blog são vivências e como lidamos com elas, como percebemos as coisas e como vejo a forma que as demais pessoas as levam.

Percebo nitidamente a sexualidade aflorada em Pessoas Especiais. O interesse no sexo oposto, o interesse no namoro, no abraçar, beijar, ter uma vida afetiva.
Muitas pessoas acham que eles não tem essa capacidade ou necessidade, acham até que essas pessoas não tem esse direito. 

Sempre penso comigo que eles precisam ter uma supervisão, uma orientação como qualquer pessoa precisa ter. Eles também sabem sim o que estão fazendo, sabem muito mais do que nós em algumas vezes. Muitos dizem que é instintivo. Mas eles passam pelas mudanças, pela puberdade, pela adolescência. Todo mundo passou por isso e sabe como é.

Precisam ter limites. Precisam de amparo psicológico e educacional. Precisam de conversas abertas com profissionais e família. Precisam estudar o assunto. Acho que melhor estudar isso com pessoas que vão lhes orientar corretamente do que aprenderem por aí de forma errada e irresponsável. Cabe aos pais interferirem quando algo é negativo ou que possa violar uma segunda pessoa e até eles mesmos. Precisam de observações atentas sempre!

Passei por algumas situações com essas pessoas. Algumas pessoas já me orientaram, já relatei o ocorrido com outras que poderiam tomar alguma atitude em relação ao comportamento. Tem que se tomar cuidado pois  assim como tem atitudes extremas de carinho, outras com conotação sexual e outras violentas, não podemos confiar pois tanto faz vir um beijo, um abuso ou um puxão de cabelo ou tapa.

Os Pais devem procurar ajuda da escola e de toda uma equipe multidisciplinar e continuar o trabalho em casa. Aliás essa é a parte mais importante. Porque já vi muitos casos em que ouvi a seguinte frase: Deixa, ele é um homenzinho! Acho isso totalmente machista! Isso também é responsabilidade dos pais se acontece alguma coisa em que se fugir do controle. E não é só meninos, meninas precisam ter limites. Elas são extremamente vaidosas, até porque elas necessitam da auto estima reforçada pois como tem algumas " faltas" - se assim posso dizer, precisam lembrar o tempo todo que são pessoas lindas apesar de seu diagnóstico ou sua dificuldade. Isso atraí os meninos. 

Vejo muitas paqueras no mundo especial, acho até divertido. Porque na nossa sociedade atual, onde tudo é rápido demais, onde valores e o flerte se perderam dando lugares ao "pegar" ou "ficar", isso é raro. Mas também há abusos e estes requerem atenção máxima. Hoje a tecnologia avança a passos largos e todas as pessoas tem acesso fácil à informações e a conceitos também errados sobre tudo. Aí que mora o perigo.

Eu observo muito o comportamento dessas pessoas. Minha filha frequenta uma escola especial, e outro dia observava o assunto deles. Sempre tem um grupo que se reúne e conversa.  O papo? Normal! - Você viu que a fulana tá namorando beltrano? - Fulana gosta de beltrano. Ou então: - Você assistiu tal programa de TV? 
Então me pergunto:  - Como algumas pessoas podem afirmar que essas Pessoas são incapazes? 

Se eles tem opiniões, desejos, preferências? Tem! Cada um do seu jeito. Apesar de suas limitações, eles são Pessoas. Então eu sempre afirmo quando perguntam sobre a minha filha por exemplo. Ela é uma Pessoa. Todos nós temos limitações e isso é maravilhoso porque se todo mundo fosse perfeito, esse mundo seria muito chato, e viva as diferenças porque são elas que nos alavancam à um montão de possibilidades e aprendizados! Se eu não tivesse a minha filha jamais eu conseguiria talvez escrever com tal percepção nem ser a pessoa que me tornei hoje.

(Adriana)