11 de outubro de 2017

Dia da Pessoa com Deficiência Física - 11 de Outubro

3 de outubro de 2017

O outro lado que ninguém conta...


Esse rótulo de que nós mães de Pessoas com Deficiência ou com Síndrome Rara somos guerreiras e fortes, ou mães especiais me incomoda um pouco. Antigamente eu escrevia  que minha filha é especial, mas antes de qualquer coisa ela é uma pessoa e eu apenas uma mãe.

Mãe com algumas rotinas a mais. Mas mãe. Mãe como qualquer outra que luta por seu filho, que tem suas imperfeições, limitações também. Empoderam tanto o fato de sermos mães de nossos filhos que fico com uma impressão de que temos que provar a todo momento que nossos filhos são capazes e felizes e que somos abençoadas, fortes, lutadoras, como se tudo tirasse de nós o direito de reclamar, de ficar cansadas, de não sentir nada, de não ficar doentes, melancólicas de vez em quando com tanto desgaste devido a tanta coisa pra fazer. O termo especial é lindo, mas dá impressão que quando atribuído a nós mães é como se fossemos mulher maravilha sem direito a fraquezas.

Eu não sinto necessidade de ter que provar às pessoas a felicidade que habita a minha casa,  e a minha intenção é apenas compartilhar. Não sinto necessidade de dizer que a minha filha é feliz, que ela faz isso ou aquilo. Não me incomodo mais com muita coisa sabe porque? Porque nenhuma  pessoa que me deu uma opinião negativa, um olhar que fala mais do que mil palavras me ajudou a fazer um décimo do que ela necessita em seu dia a dia. E mesmo que ajudasse, ninguém sabe como é estar na pele do outro.

Ninguém comenta sobre o outro lado. Quando por ventura a gente passa por algo e comenta algo, vejo respostas como se aquilo que estamos sentindo fosse algo pequeno. Quantas vezes passei por coisas SOZINHA porque eu sabia que não podia contar à NINGUÉM. Ninguém entenderia! 

Se você diz: Estou cansada, lá vem a resposta: - Você é guerreira! 
Se você diz que está com dor:  - Ah, você é forte! 
Se você reclamar de algo da vida: Ah, frescura, tenha Fé em Deus!
Sentimentos são frescura?
Sentir dor é proibido?
Ficar doente é crime?
Cadê a preocupação com o bem estar das mães?
Por que no lugar dos questionamentos não há humanidade e amor? 
Por que na maioria das vezes algumas pessoas que lidam com nós mães agem feito robôs e acham que também somos máquinas?

Antes de cobrarmos menos preconceito do mundo, mais postura inclusiva, mais oportunidades aos nossos filhos, precisamos ter em mente que nossos filhos são extensões de nós certo? Então, por qual motivo separam eles de nós quando algo dá errado e não somos a perfeição que tanto idealizam? 

Não podemos cobrar que o mundo olhe com mais amor para nossos filhos, se não mostramos às pessoas que é preciso amor , educação e respeito para toda e qualquer pessoa.  Ao invés de criticar oferecer ajuda. Ao invés de apontar dedos abraçar. O mundo seria perfeito. 

Precisamos que nos olhem como seres humanos e não como super heroínas ou coitadinhas. Que enxerguem em nós pessoas e não uma guerreira com uma missão a cumprir.

Não adianta cuidar apenas dos nossos filhos... É preciso mais delicadeza, humanidade e amor ao lidar com uma mãe. Dentro de cada uma há sentimentos, emoções, dificuldades, tristezas, e é claro muitas alegrias... Mas que fique bem dito que todas nós temos aqui dentro um coração e não somos máquinas, que podemos sim cansar e nem por isso estaremos pecando. Cada um sabe dentro de si o que é amor, o que é dor. 

2 de outubro de 2017

O que é Paralisia Cerebral? Instituto Nossa Casa

21 de setembro de 2017

Seja diferente para fazer a diferença

21 de setembro: Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência



Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

Você sabia que, em 21 de setembro, é comemorado e lembrado em todos os estados brasileiros o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência? Essa data foi instituída em 14 de julho de 2005, pela Lei Nº 11.133. Na verdade, ela começou a ser lembrada em 1982, por iniciativa de movimentos sociais.

Essa data foi escolhida porque é próxima ao início da Primavera (23 de setembro) e coincide com o Dia da Árvore, datas que representam o renascer das plantas, que simbolizam o sentimento de renovação das reinvindicações em prol da cidadania, inclusão e participação plena na sociedade. Foi Cândido Pinto de Melo, um ativista do movimento das pessoas com deficiência, que propôs, no início da década de 80, esta data. Cândido foi um dos fundadores do Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes – MDPD, organização de pessoas com deficiência que já se reuniam mensalmente desde 1979, e discutiam propostas de intervenções para a transformação da sociedade paternalista e da ideologia assistencialista.

Acreditamos que divulgar e lutar pelas causas das pessoas com deficiência é um trabalho diário. No entanto, o 21 de setembro é muito importante como um marco, e pede a nossa reflexão e a busca por novas soluções. Este é o dia, também, em que as mais de 45,6 milhões de pessoas com deficiência, apontadas pelo Censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devem colocar suas caras nas ruas ou mesmo nas redes sociais e reivindicar seus direitos.

Afinal, apesar das conquistas recentes, a desigualdade, a exclusão, o preconceito e a falta de acesso a serviços ainda continuam enormes.

Para evitar a exclusão, nada melhor que a informação. Conheça algumas das principais leis brasileiras que tratam sobre os direitos das pessoas com deficiência:

Lei Federal  nº 7.853, de 24/10/1989 – Estatuto da pessoa com deficiência – dispõe sobre a responsabilidades do poder público nas áreas da educação, saúde, formação profissional, trabalho, recursos humanos, acessibilidade aos espaços públicos, criminalização do preconceito.

Close nas mãos de uma mulher usando língua de sinaisLei Federal  nº 8.213, 24/07/1991 – Lei de Cotas – dispõe que as empresas com 100 (cem) ou mais empregados devem empregar de 2% a 5% de pessoas com deficiência.

Lei Federal  nº 10.098, de 20/12/2000 – Direito à Acessibilidade – dispõe sobre acessibilidade nos edifícios públicos ou de uso coletivo, nos edifícios de uso privado, nos veículos de transporte coletivo, nos sistemas de comunicação e sinalização, e ajudas técnicas que contribuam para a autonomia das pessoas com deficiência.

Lei Federal nº 10.436, 24/04/2002, dispõe sobre  o reconhecimento da LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais para os Surdos.

Lei Federal 9.394/96 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – reconhece que a educação é um instrumento fundamental para a integração e participação de qualquer pessoa com deficiência no contexto em que vive. Está disposto nesta Lei que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial e que o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular”. A legislação brasileira também prevê o acesso a livros em Braille, de uso exclusivo das pessoas com deficiência visual.

Lei Nº 4.169, de 4 de dezembro de 1962 – Oficializa as convenções Braille para uso na escrita e leitura dos cegos e o Código de Contrações e Abreviaturas Braille.

Direito ao passe livre – Os cidadãos com deficiência também possuem benefícios relacionados aos meios de transporte. A Lei 8.899/94, conhecida como Lei do Passe Livre, prevê que toda pessoa com deficiência tem direito ao transporte coletivo interestadual gratuito, e que cabe a cada estado ou município implantar programas similares ao Passe Livre para os transportes municipais e estaduais.

Lei Nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995 – Dispõe sobre a Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pessoas com deficiência física, e dá outras providências. (Redação dada pela Lei Nº 10.754, de 31.10.2003)

Lei Nº 10.754, de 31 de outubro de 2003 – Altera a Lei Nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995 que “dispõe sobre a isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pessoas com deficiência física e aos destinados ao transporte escolar, e dá outras providências”.

Pessoa com deficiência visual, usando uma bengalaLei Nº 11.126, de 27 de junho de 2005 – Dispõe sobre o direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.

Lei Nº 12.319, de 1 de Setembro de 2010 – Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.

Na página http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/legislacao , da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, você ainda pode encontrar mais legislação relacionada às pessoas com deficiência.

Fonte: Guia “Pessoas com deficiência – direitos e deveres”, da Febraban



10 de setembro de 2017

Retruque com um sorriso, com otimismo e sarcasmo! É a melhor resposta!



Pessoas que não aceitam a Deficiência do seu filho não é um problema seu, e sim delas! Isso incomoda pessoas que se importam demais com aparência, que não sabem o que são valores e nem sentimentos e desconhece felicidade. Não entendem a que irradia em nossos filhos apesar de tantas coisas que passam! 
Eu aprendi fazer cara de nojo pra essas pessoas e responder com frases otimistas, sarcásticas, com um sorriso no rosto e saio. 
Retruque com um sorriso, com otimismo e sarcasmo! É a melhor resposta!
Esse tipo de pessoa perde o rebolado na hora!

(Adriana Silva)